Jogadores do Bayern se lamentam. Foto: IMAGO/Revierfoto.
Futebol Bundesliga

Bayern perde a primeira na Bundesliga; Quais ajustes precisam ser feitos?

O Bayern perdeu a sua primeira partida na Bundesliga, para o Augsburg no último sábado (23). A equipe que vinha quebrando recordes e somando números impressionantes vê a chance de título invicto ruir. A queda em plena Allianz Arena não afeta a liderança no torneio, mas sim o aproveitamento. Diante desse revés dos Bávaros, quais ajustes precisam ser feitos?

O clássico da Baviera — pelo fato de Bayern e Augsburg serem da mesma região — expôs falhas que já vinham sendo identificadas pelos adversários e que geravam momento de dificuldade do time de Kompany. Nos últimos jogos (RB Leipzig, Union Saint-Gilloise e Augsburg), os Bávaros tiveram suas ressalvas, principalmente no primeiro tempo. A dificuldade para furar o bloqueio e lidar com transições rápidas chamou a atenção, mesmo que a vitória tenha sido obtida. Porém, na 19ª rodada da Bundesliga, a conta chegou e o técnico Kompany pagou caro.

A exibição brilhante sumiu

Foto: IMAGO/Sven Simon
Foto: IMAGO/Sven Simon

 

Por praticamente toda a temporada até aqui, elogios foram contemplados ao Bayern de Munique — justos e merecidos. Só que em um corte recente, as falhas começaram a surgir e pode ser um caminho a ser explorado para mais adversários além do Augsburg. O time de Kompany dominou as ações do primeiro tempo e confirmou a expectativa dos torcedores, não deixando o rival sair da pressão.

Porém, desde o início, Manuel Baum (técnico do Augsburg) deixou claro que a estratégia de seus comandados era de se resguardar e ser firme nas divididas.

“Tivemos que trazer todas as nossas forças para o campo: ficarmos compactos, ser agressivo nos combates, quebrar o ritmo deles e fazer transições rápidas. Contra o Bayern, você não tem muito tempo para pensar” — declarou Baum em entrevista antes do jogo.

Estava nítido que a proposta seria contragolpear. Só que não se esperava uma dificuldade tão grande do Bayern de ser eficiente e congruente com o estilo de jogo. Por incrível que pareça, o melhor ataque da competição não conseguiu ser letal e só no primeiro teve três chances, mas apenas uma se transformou em gol. Aliás, a primeira etapa tem sido, dentro do jogo, o tempo em que o Bayern demonstra dificuldades de desempenhar um bom futebol — vide os confrontos com o Colônia, Leipzig e Union Saint-Gilloise (este pela Champions League).

Contra o Augsburg a tônica foi diferente, mas não deixou de alimentar os suspiros. Antes do intervalo, em uma transição rápida, Fellhauer acertou a trave. Neste lance, é válido salientar a liberdade com que Massengo carrega a bola e serve o companheiro completamente sem marcação. Naquele setor, Ito pode ter elogios rasgados pelo gol feito, mas a recomposição não podemos contemplar da mesma forma — ele deveria ter se atentado a ultrapassagem do adversário em suas costas.

Um Bayern permissivo

Foto: IMAGO/kolbert-press
Foto: IMAGO/kolbert-press

 

É sabido que, na derrota de sábado, os Bávaros iniciaram a partida sem alguns jogadores cruciais, como Kimmich, Neuer, Raphael Guerreiro e Laimer. Mas, estas preocupações antecedem jogo contra o Augsburg e que, claramente, foram estudadas pelos algozes. No segundo tempo, o jogo tomou outros contornos e o Bayern de Munique assumiu uma faceta nova, pelo menos nesta temporada.

O que se viu nos 45 minutos finais foi uma performance acanhada e muito permissiva do time de Kompany. Ainda que tivessem mais entradas no terço final que os adversários (32), o Bayern viu o FCA entrar por 22 vezes na última linha. Em uma dessas investidas que surgiu a falta cobrada por Claude Maurice, que culminou no escanteio que gerou o gol de empate, feito pelo brasileiro Arthur Chaves.

Evidente a falha do goleiro Urbig. O substituto de Neuer teve uma saída afobada do gol. No entanto, naquele momento da partida, o Augsburg estava em um melhor momento e o equívoco do jovem é o de menos preocupante.

A situação foi de mal a pior minutos depois, quando a tabela de Giannoulis e Claude Maurice funcionou. Kimmich não conseguiu alcançar o grego na velocidade e Massengo entrou livre pelo meio para concluir e virar o jogo. A vitória dos visitantes coroou a eficiência de seu plano de jogo, enquanto os Bávaros fizeram uma atuação morosa e tolerante, cuja qual é simbolizada por um Augsburg que finalizou mais em toda a partida — no total, foram 15 do Bayern, enquanto os vitoriosos tiveram 16.

Sem título invicto e a vida continua

A derrota, assim como em toda a filosofia, serve de alerta e para o Bayern não é diferente. Até aqui, a temporada do time de Kompany pode ser classificada como excelente, mas a viabilidade por um título de Bundesliga invicto não é mais possível. O próximo jogo é contra o Hamburgo, fora de casa, sábado que vem (31), mas antes uma breve pausa para o duelo válido pela última ronda de jogos da fase de liga da Champions League, do qual encaram o PSV, em Eindhoven.

Créditos pela foto de capa: IMAGO/Revierfoto