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Copa do Mundo Futebol

Com a eliminação para a Espanha, Bélgica decreta o fim da “Geração de Ouro”

Dentre as seleções na Copa do Mundo de 2026, a Bélgica foi uma das que mais se destacaram, ao alcançar as quartas de final pela terceira vez nas últimas quatro edições. Entretanto, o sonho de conquistar o inédito título terminou com a eliminação por 2 a 1 para a Espanha, com o gol belga marcado por De Ketelaere. Em seis jogos, a Bélgica venceu três vezes, empatou duas vezes e perdeu uma única oportunidade, no confronto citado.

Mais do que uma simples desclassificação, a eliminação também representou o final da Geração de Ouro, responsável por colocar a Bélgica de volta aos holofotes do futebol mundial. Após 12 anos cercados de expectativas, a seleção dos renomados Eden Hazard, Vincent Kompany e Kevin De Bruyne se despediu sem nenhuma taça levantada.

O retorno da Bélgica às competitivas campanhas

A Geração de Ouro teve início em 2014, quando a Bélgica voltou à Copa do Mundo, depois de 12 anos da última participação (2002). Naquele torneio, os Diabos Vermelhos possuíam jogadores de destaque como Fellaini, Kompany, Witsel, Mertens, além das promessas Courtois, De Bruyne, Lukaku e Hazard.

Disputada no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 mostrou ao mundo o surgimento de uma nova competitiva e talentosa seleção. Classificada em primeiro do grupo, venceu os Estados Unidos nas oitavas de final e foi eliminada na fase seguinte pela Argentina, vice-campeã da competição. Esta campanha simbolizou o começo das expectativas sobre a Bélgica, que, dois anos depois, já mostrou sinais de que não seriam concretizadas.

Por conta da campanha na Copa, os Diabos Vermelhos chegaram como um dos favoritos para a Euro de 2016. Classificada na fase de grupos de maneira tranquila, a Bélgica goleou a Hungria nas oitavas de final, mas sofreu uma surpreendente derrota para o País de Gales nas quartas de final.

Ainda assim, a pressão sobre a Bélgica continuava e a campanha na Copa do Mundo de 2018 foi a principal prova da qualidade daquele estrelado elenco. Comandada pelo espanhol Roberto Martínez, chegou ao mundial como uma das favoritas e, dessa vez, não decepcionou os críticos.

A Bélgica encerrou a fase de grupos na liderança sem sustos, porém, eles logo vieram no confronto das oitavas de final contra o Japão. Após sair perdendo por 2 a 0, virou o placar e enfrentou o Brasil de Neymar nas quartas de final, em que conquistou um dos grandes triunfos de sua história, ao ganhar por 3 a 2.

Já nas semifinais, jogou contra uma forte França de Griezmann, Pogba e do jovem Kylian Mbappé. Derrotada por 1 a 0, a Bélgica venceu a Inglaterra na decisão de terceiro lugar.

O começo da decadência da Geração de Ouro

A seleção belga enfrentou o mesmo desafio na Euro de 2020. Depois de um bom aproveitamento na fase de grupos, eliminou os então campeões Portugal, mas foi eliminada pela futura campeã Itália nas quartas de final. Nesta campanha, a Bélgica já começou a ruir. Kompany e Fellaini se aposentaram, enquanto outros atletas importantes como Hazard, Alderweireld e Vertonghen passaram a ter seus desempenhos questionados.

Mesmo com a mediana campanha, a Geração de Ouro decepcionaria na Copa do Mundo de 2022, quando foi eliminada em um grupo com Marrocos, Croácia e Canadá. Com a saída de Roberto Martínez, a seleção não conseguiu alcançar o nível esperado e a eliminação para a França nas oitavas de final da Euro de 2024 representou a decadência da equipe.

Bélgica, Copa do Mundo de 2022
Foto: Ozan Kose/AFP

Apesar do decepcionante final, a Bélgica reencontrou a sua confiança nesta Copa do Mundo. Por diversos momentos da partida contra a Espanha, o time treinado por Rudi Garcia mostrava que estava apto para a semifinal.

A derrota significou a despedida de uma era repleta de jogadores marcantes e grandes atuações, porém, o máximo que a Geração de Ouro conquistou foi o bronze na Copa do Mundo de 2018. Ainda assim, a Bélgica sempre será lembrada como uma das principais seleções dos anos 2010 e a responsável por colocar o país de volta ao cenário competitivo do futebol europeu e mundial.

Créditos da foto da capa: David Ramos/Getty Images