Bia Haddad anunciou, nesta quinta-feira (12), o fim da parceria com o técnico Rafael Piciaroni. A atitude já era um pedido antigo dos fãs, pois a tenista vinha caindo cada vez mais de nível nos últimos meses. No entanto, a paulistana deixou claro, em algumas oportunidades em 2025, que confiava no trabalho do treinador.
Não há dúvidas que Rafael foi o responsável por fazer com que Bia chegasse ao seu melhor. A parceria foi iniciada em 2020 e foi com o técnico que a atleta entrou no top 10 do ranking da WTA. Só que, desde 2025, Piciaroni não tem encontrado respostas para os problemas apresentados por Haddad Maia.
A troca de treinador já poderia ter acontecido no último ano, mas a escolha foi insistir. Para tentar melhora, a tenista preferiu primeiro fazer uma pausa mais longa na última temporada. Contudo, nada mudou dentro de quadra e alguma mudança se mostrava cada vez mais urgente.
Muito abaixo nos jogos de 2026, veio, enfim, a parceria com o técnico. Agora a pergunta é: Bia Haddad ainda pode voltar ao seu auge?
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Bia Haddad volta ao auge?
Dificilmente Bia Haddad voltará a jogar no mesmo nível apresentado em 2023. Naquele ano, entrou no top 10 e chegou em sua única semifinal de Grand Slam. Também foi a temporada em que conquistou o WTA Elite Trophy, seu maior título na carreira.
A tenista viveu um ano mágico e não conseguiu repetir desde então. Só que também é esperado que tenha uma queda ao longo do tempo. E, com 29 anos, a paulistana já passa por esse processo. A demora na troca de técnico também pode atrapalhar esse retorno, mas não significa que está tudo perdido.
É possível, apesar de improvável, que Bia ainda volte ao top 10 e tenha outros excelentes resultados em majors. No entanto, com a troca de treinador, a expectativa mais realista é, primeiro, que a atleta volte a evoluir. Ainda não houve um novo nome anunciado, mas essa será a missão de quem quer que chegue.
Segundo, se a melhora vier, Haddad Maia pode, ao menos, voltar a brigar pelo top 50 ou até menos. No live ranking, a brasileira é a atual 66ª após a grande queda que as derrotas causaram. Além disso, também não venceu um top 10 desde o US Open, isso sem falar na quantidade de derrotas que já sofreu no ano.
Só que esse também é o ponto principal nesse momento. A mudança em sua equipe pode proporcionar aquilo que mais precisa: uma melhora no tênis que apresenta. Com isso, pode vir a confiança e melhores resultados nesta temporada.

Só uma vitória em 2026
Bia Haddad tem seis jogos na temporada e apenas uma vitória. Sua estreia foi em Adelaide, contra Victoria Mboko e, depois, foi para o Australian Open, onde jogou contra Yulia Putintseva. Em ambos os confrontos, as derrotas foram por 2 a 1, com a brasileira até chegando a apresentar um bom tênis em alguns momentos.
Só que todas as partidas seguintes terminaram em 2 a 0, com Bia mostrando muito pouco em quadra. As derrotas foram contra Dayana Yastremska, Anastasia Zakharova e Janice Tjen. Contra a ucraniana, perdeu em Abu Dhabi. Os dois seguintes foram em Doha, perdendo no quali e só entrando na chave principal como lucky loser.
A vitória veio contra uma tenista do Qatar, Murbaka Al Naemi, que sequer tem ranking na WTA. O resultado foi de um duplo 6/0 e a questão é que, qualquer placar diferente seria uma péssima notícia para a paulistana. Bia Haddad tinha uma certa obrigação em vencer esse duelo por 2 a 0 e, de preferência, sem perder games.
Só que o jogo fácil não ajudou na sequência, sofrendo novas duas derrotas e causando, finalmente, uma mudança. No momento, o que resta é esperar para ver se a troca de técnico dará o resultado esperado.
Foto: Divulgação/United Cup