O Botafogo entrou em campo necessitando consideravelmente de um resultado positivo diante do Flamengo para tentar neutralizar mais uma crise enfrentada neste período da temporada. Mesmo que esteja entrando em uma semana de um confronto muito mais importante (diante do Nacional Potosí, pela Copa Libertadores), o Fogão necessitava passar diante de seu principal adversário no Estádio Nilton Santos para seguir em frente no Campeonato Carioca e não correr o risco de ser o único dos grandes mais uma vez fora das semifinais.
Martín Anselmí é um treinador valorizado pela sua torcida em seu início de trabalho e está passando ileso pelos resultados negativos, mas ainda assim não está sendo suficientemente competente para conseguir neutralizar as derrotas recentes. Mesmo com um bom desempenho no segundo tempo, o goleiro Neto voltou a falhar, e fez o alvinegro ter uma dura sequência de derrotas que não ocorrida desde 2021, além de ser eliminado do estadual em seu próprio estádio, se credenciado mais uma vez para a disputa da Taça Rio.
Muito além de Neto: Botafogo possui outros problemas
O Botafogo de Anselmi buscou ter a iniciativa do jogo, pressionando alto e tentando construir desde trás, alternando entre uma organização com três zagueiros na construção e uma linha de quatro defensiva, dependendo da subida dos alas Alex Telles foi fundamental na bola parada e na amplitude pelo lado esquerdo. Foi dele a assistência para o gol de empate, e Alexander Barboza foi outro destaque com muita segurança defensiva e bom posicionamento na área adversária para jogadas aéreas.
No entanto, o time demonstrou dificuldade em conter transições rápidas do Flamengo, especialmente nas costas dos alas quando a equipe estava em fase ofensiva. O gol da vitória rubro-negra surgiu de uma desatenção na marcação de escanteio com Vitinho deixando seu marcador passar pelas costas, permitindo também que o Neto espalmasse mais uma bola para o adversário.
Por outro lado, Filipe Luís optou por um time que misturou força física no meio-campo com criatividade, sabendo sofrer a pressão do Botafogo para contra-atacar. Atuando em uma formação tática 4-3-3 flexível, que se transformava em um 4-4-2 com Paquetá aproximando-se do ataque. O meio-campista atuando mais próximo à área, foi o motor criativo. Marcou o primeiro gol após uma boa tabela, demonstrando sua qualidade na finalização rasteira.
Erick Pulgar também se destaco pelo Flamengo sendo um pilar de sustentação defensiva e decisivo no ataque, marcando o gol da vitória de cabeça, aproveitando uma falha de marcação em escanteio. Por fim, Bruno Henrique garantiu a superioridade rubro-negra na velocidade e drible na transição rápida, criando a jogada do primeiro gol, marcando a etapa inicial dominante.
O jogo foi decidido pela eficiência. O Flamengo teve menos volume de jogo na etapa final, mas soube aproveitar as chances que teve, enquanto o Botafogo teve mais controle da posse, mas não conseguiu transformar essa superioridade em gols além do empate, pagando caro por um erro defensivo no final.
Botafogo possui obrigação de vencer na Pré-Libertadores
Para impedir que a crise fique incontrolável, o Botafogo necessitará de um bom resultado na altitude contra o Potosí. Qualquer resultado diferentemente de uma vitória, poderá mergulhar o clube em uma espiral ainda mais negativa.
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