O Botafogo venceu o Cienciano por 1 a 0, mas não conseguiu reverter a goleada sofrida por 6 a 1 no jogo de ida e foi eliminado nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O alvinegro precisava de uma atuação praticamente perfeita para alcançar uma histórica classificação. O time peruano enfrentará o Montevideo City Torque nas quartas de final.
O Botafogo teve superioridade durante grande parte do jogo e abriu o placar aos sete minutos, com gol de Danilo Pereira. Entretanto, a pressão alvinegra não gerou lances perigosos ao Cienciano, que recuou as linhas e teve um jogo praticamente sólido defensivamente.
Na etapa final, o Botafogo perdeu a intensidade e criou jogadas cada vez mais previsíveis, que pouco trouxeram perigo para a equipe peruana. Nos últimos minutos, o Cienciano ainda construiu lances ofensivos.
Botafogo domina o primeiro tempo
O Botafogo foi superior desde o começo do jogo e a pressão logo resultou no gol aos sete minutos. Danilo Pereira recebeu um lindo lançamento de Montoro, que se antecipou ao goleiro Ítalo Espinoza e chutou para o fundo da rede.

O gol poderia ter mudado completamente a primeira etapa, mas o alvinegro não conseguiu diminuir a desvantagem do jogo de ida, em virtude do nervosismo e da atuação de Espinoza. Um exemplo claro desta dificuldade emocional do Botafogo ocorreu aos 23 minutos, quando Montoro encontrou Danilo Pereira, que encobriu o goleiro e deixou Arthur Cabral livre para marcar. Porém, o atacante passou da bola e não conseguiu marcar o segundo gol. Em seguida, Becerra afastou-se em cima da linha.
A principal defesa de Espinoza veio em uma cobrança de falta de Alex Telles. Aos 22 minutos, o lateral-esquerdo cobrou no ângulo, mas o goleiro espalmou para fora.
O Botafogo ainda anotou mais um gol no primeiro tempo, mas foi marcado impedimento. Após uma cobrança de escanteio de Alex Telles, Arthur Cabral e Justino desviaram para Danilo ampliar. No entanto, a bola tocou no braço de Danilo antes do chute e o árbitro anulou a jogada depois de consultar o VAR.
Botafogo perde intensidade no segundo tempo
Ao contrário do primeiro tempo, a etapa final mostrou um Botafogo sem a intensidade ofensiva e que já estava se contentando com a eliminação. O lance que pode ter definido esse pensamento botafoguense aconteceu aos três minutos, quando o time carioca teve um pênalti marcado. Vitinho passou para Arthur Cabral, que rolou para Alex Telles driblar o lateral-direito Cabello, que pisou no pé do jogador alvinegro. Entretanto, o VAR chamou novamente o juiz, que sinalizou falta de Vitinho na origem da jogada.
Depois deste lance, o Botafogo perdeu volume de jogo ofensivo. A equipe tentava criar lances, mas parava em uma defesa compacta e segura. O Cienciano era pressionado pelo alvinegro, porém, não sofria perigo.

O Botafogo passou a aderir mais ao jogo aéreo na parte final da partida. Alex Telles era o principal cobrador, que realizava cruzamentos para a área, mas a zaga do time peruano tinha sucesso em afastar para longe do gol.
Até o término, a partida foi basicamente ataque do Botafogo contra a defesa do Cienciano. Conforme passavam os minutos, a torcida botafoguense presente no Nílton Santos perdia as últimas esperanças e vaiava os jogadores.
A situação do time carioca ficou mais complicada quando Vitinho sentiu dores e precisou sair do campo aos 34 minutos. Já que o Botafogo tinha feito todas as alterações, a equipe perdeu um jogador.
Nos minutos finais, a partida ficou aberta e voltou ao ritmo de finalizações da primeira etapa. A entrada do atacante Succar fez o Cienciano aparecer mais ao ataque e quase marcou em duas oportunidades. O Botafogo ainda teve mais uma chance, mas Arthur Cabral finalizou para a defesa de Ítalo Espinoza.
Créditos da foto da capa: Pablo Porciuncula/AFP



