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Botafogo enfim convence em 2026 e Franclim Carvalho surpreende positivamente em seu início de trabalho

O Botafogo segue atravessando um ano extremamente difícil com a indefinição em relação ao comando do futebol, mas o time em campo está dando sinais de que enfim encontrou o seu ponto de estabilidade. A vitória por 1 a 0 diante da Chapecoense, em jogo válido pela quinta fase da Copa do Brasil, poderia ter sido encerrado com uma margem de vitória ainda maior para o Fogão, caso as finalizações tivessem sido trabalhadas com um pouco mais de capricho pelos jogadores.

Botafogo encurralou Chapecoense do início ao fim

Desde o início, o Botafogo assumiu o controle das ações com uma estrutura base em 4-2-3-1, apostando na circulação de bola e na ocupação do campo ofensivo. A proposta foi clara: empurrar a Chapecoense para um bloco baixo e trabalhar a posse até encontrar espaços. Os números ajudam a ilustrar esse cenário, com  superioridade expressiva na posse (cerca de 67%) e no volume de finalizações (20 a 7), mas com pouca precisão na definição das jogadas.

A Chapecoense, por sua vez, apresentou um plano bastante conservador. Organizada em um sistema com três zagueiros (3-4-1-2), a equipe catarinense priorizou o fechamento do corredor central e tentou direcionar o jogo para os lados, onde buscava encaixar duelos individuais e explorar eventuais erros na saída de bola adversária. A ideia passava por sobreviver à pressão e apostar em transições rápidas, estratégia, pouco efetiva diante da baixa capacidade de sustentação ofensiva.

O grande desafio do Botafogo ao longo da partida esteve na última fase da construção. Apesar da boa ocupação de espaços e da circulação constante, faltaram movimentos mais agressivos entre linhas, infiltrações coordenadas e maior presença na área. O time até criou volume (refletido no número elevado de finalizações), mas muitas dessas tentativas vieram de fora da área ou em situações pouco favoráveis, facilitando o trabalho defensivo da Chapecoense.

Ainda assim, o cenário de pressão contínua foi minando a resistência visitante. Com o passar do tempo, a Chapecoense passou a recuar cada vez mais suas linhas, abrindo mão de qualquer ambição ofensiva consistente. Esse comportamento aumentou o controle territorial do Botafogo, mas também tornou o jogo previsível, com ataques concentrados em cruzamentos e tentativas individuais pelos lados.

A definição só veio no limite do jogo, já nos acréscimos, quando Alex Telles apareceu para garantir a vitória mínima. O gol tardio não muda o diagnóstico tático da partida, mas reforça um aspecto importante: a insistência e o volume ofensivo, ainda que pouco eficientes, acabaram premiados pela pressão acumulada ao longo dos 90 minutos.

Os principais destaques do Botafogo na vitória sobre a Chape

Do ponto de vista estratégico, o Botafogo apresentou um jogo de controle, com domínio posicional e segurança defensiva, enquanto a Chapecoense não conseguiu acertar o alvo em nenhuma de suas finalizações, apesar de ter levado enorme perigo em muitas ocasiões.

Além do artilheiro, o Botafogo também precisa agradecer muito á Vitinho, cujo participou do lance do gol com assistência, além de ter ficado próximo de marcar em cruzamento, entregando um alto nível na marcação sem bola. Por fim, Allan também merece nossos elogios, depois de ter feito muito bem o seu trabalho como volante de sustentação.

Imagem: Divulgação