O Botafogo precisava acima de tudo de um triunfo diante do Bahia para enfim aproveitar a terceira chance consecutiva para chegar ao G-4, buscando aproveitar mais um tropeço do Mirassol, desta vez diante do Red Bull Bragantino em duelo válido pela 26ª rodada do Brasileirão. Davide Ancelotti mais uma vez precisou lidar com uma grande quantidade de desfalques e ainda perdeu Marçal horas antes da partida por conta de dores na coxa, mas o técnico italiano conseguiu superar as adversidades e uma persistência irregularidade durante os jogos para assegurar a vitória e ficar na parte de cima da tabela.
Botafogo teve boa presença ofensiva e começa a mostrar DNA
Apesar das críticas (muitas merecidas) neste início de trabalho, Davide Ancelotti está finalmente dando uma “cara” ao time do Botafogo mostrando que prefere privilegiar um time ofensivo que tenha muita capacidade de encontrar espaços no terço final do campo utilizando diversos fatores: tanto em lances aéreos, quanto em passes de profundidade ou rasteiros dentro da área. Desta forma as escalações de Jeffihno e Santi Rodríguez se mostraram acertadas além dos gols marcados, pois ambos estão evoluindo notoriamente desde a chegada do técnico italiano.
O primeiro tempo foi de total domínio do meio-campo a favor de um Botafogo que sufocou muito as saídas do Bahia e acabou construindo vantagem de um gol quando poderia ter saído com mais gols no placar para o intervalo caso não fosse a milagrosa intervenção de Ronaldo em um chute muito firme de Cuiabano pegando de primeira dentro da área, impedindo um dos gols mais bonitos do Brasileirão. Não por acaso, o goleiro do Bahia eleito merecidamente o “craque do jogo” na transmissão da TV Globo, conseguindo se adaptar bem ao gramado sintético durante os 90 minutos.
A construção do Botafogo através de triangulações e passes curtos também chamou atenção, pois toda a movimentação coordenada permitiu que sempre um atleta pudesse ficar livre pelos dois lados (Vitinho na direita e Cuiabano na esquerda, enquanto Marlon Freitas ocupou o centro tendo uma de suas melhores exibições na temporada).
Instabilidade quase permitiu reação do Bahia diante do Botafogo
Apesar dos elogios necessários pela atuação no primeiro tempo e nos minutos iniciais do segundo, o Botafogo precisa manter o alerta ligado por conta da instabilidade que sofre durante as partidas. Por conta de uma ação errada de Barboza ao se livrar da bola diante da pressão exercida pelo Bahia, uma cobrança de falta (contra o segundo pior time em gols sofridos por bola parada no Brasileirão) terminou em desvio de Kaio Pantelão para encobrir Léo Linck, transformando um jogo controlado em momentos de forte tensão no Nilton Santos por conta de um embalado Esquadrão de Aço.
Tudo indicava que a situação voltaria a ficar sob controle depois que Mateo Sanabria foi expulso corretamente por simulação dentro da área, mas o Bahia conseguiu encontrar espaços e encaixou forte pressão na reta final mesmo com desvantagem numérica. As estatísticas não irão mostrar a “cara” desta instabilidade pois Léo Linck não precisou fazer intervenções decisivas, mas o time de Rogério Ceni encurralou os comandados de Davide Ancelotti durante a faixa de 25-45 minutos do segundo tempo.
Imagem: AGIF
