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Futebol Libertadores

Botafogo fica longe de convencer torcedor mesmo com classificação na Pré-Libertadores

Acima de tudo, precisamos ressaltar que o Botafogo cumpriu com sua missão no Estádio Nilton Santos nesta semana e justificou o apoio de 25 mil torcedores presentes (maior público na atual temporada) ao superar o Nacional Potosí por 2 a 0 e avançar para a fase final da Pré-Libertadores sem a necessidade da disputa por pênaltis.

O alvinegro conseguiu ao menos garantir calendário internacional na temporada e isso será essencial até mesmo nas questões extracampo, com os problemas envolvendo a SAF e John Textor (cujo reassumiu o controle da Eagle Football). Depois do ocorrido com o Bahia, precisamos valorizar a presença de mais um brasileiro em torneios da Conmebol nesta temporada.

Depois de todas as ressalvas terem sido feitas, também podemos concordar que a vitória por apenas 2 a 0 deixa um sinal de alerta reforçado sobre as chances de gol desperdiçadas e a falta na qualidade das finalizações como um todo. O Botafogo acertou bolas na trave diversas e poderia ter levado maior sorte, mas o fato do Nacional Potosí ter assustado o alvinegro próximo do tempo final acabou sendo a imagem final do confronto.

Botafogo sofreu mais dificuldades do que o previsto

Taticamente, o time de Martín Anselmi sabida que precisava de dois gols de diferença, algo que mudou drasticamente sua abordagem: mais vertical, com linhas avançadas e foco em início agressivo para desequilibrar já nos 45 minutos iniciais. A estratégia foi a mais certeira possível, com pressão alta e circulação rápida de bola para forçar a linha de marcação dos bolivianos mais baixa e exploração dos corredores laterais (com Alex Telles e Vitinho buscando cruzamentos e diagonais), fazendo com que o Botafogo abrisse o placar com apenas quatro minutos.

Essa abordagem fez o Nacional Potosí oscilar, sobretudo porque a equipe boliviana teve dificuldades de adaptação ao gramado sintético do Nilton Santos, mais rápido do que o padrão boliviano. Durante toda a etapa inicial, o alvinegro criou várias chances de gol com chutes de média e longa distância, além de fazer transições para o último terço do campo de forma direta.

O time tentou muitas infiltrações no espaço ofensivo com infiltrações de Barrera e Montoro, mas a intensidade caiu no restante da etapa inicial. A torcida já estava ficando preocupada até vir o segundo gol, anotado por Danilo nos acréscimos da etapa inicial, lance que praticamente encerrou a dúvida da classificação ainda antes do intervalo.

Contudo, Apesar da vantagem clara, o Botafogo apresentou uma queda brusca de desempenho na segunda etapa, algo que muitos analistas apontaram como problema tático. Houve recuo de forma evidente após abrir 2×0, priorizando a manutenção da vantagem em vez de ampliar, e a posse de bola passou a ser conservadora, muitas vezes prolongada por lançamentos longos e chutões para aliviar pressão.

As mudanças promovidas por Anselmi, como a entrada de jogadores ofensivos (como Arthur e Correa), não alteraram realmente o desenho do time, mantendo uma estrutura com pouca ousadia para recuperar espaços no meio sem a bola. O Nacional Potosí não pressionou de forma muito considerável, mas ainda assim levou perigo nos minutos decisivos, deixando o Botafogo com um alerta ligado para a sequência da temporada.

Imagem: Divulgação