O clima no CT Lonier é de “foco total no campo”, mas os bastidores da SAF Botafogo, liderada por John Textor, estão extremamente agitados. A notícia de que o Palmeiras encaminhou a contratação do zagueiro Alexander Barboza por cerca de 4 milhões de dólares (R$ 20 milhões) caiu como uma bomba entre os torcedores, que está vendo uma peça fundamental nas conquistas de 2024 próximo de deixar o clube para um dos maiores rivais, criando uma lacuna técnica e de liderança na defesa alvinegra a partir de julho.
Franclim Carvalho está pregando a união do grupo, mas a diretoria admite que a necessidade de “fazer o clube andar com as próprias pernas” deve forçar novas vendas na janela do meio do ano. O objetivo é equilibrar as finanças após o episódio do transfer ban da FIFA, resolvido no início deste ano após o pagamento de dívidas referentes à compra de Thiago Almada. Por outro lado, a saída Barboza pode ser apenas o primeiro dominó a cair, pois o mercado de transferências de 2026 aponta para três frentes de risco para o Botafogo.
Botafogo precisa ficar atento com contratos próximos do fim
Com um dos maiores salários do elenco, o centroavante Artur Cabral é visto como um jogador negociável caso surja uma proposta que recupere o investimento. Sua saída abriria uma folha salarial de aproximadamente R$ 1,5 milhão mensal. Além disso, Álvaro Montoro também volta à lista de nomes que interessam aos demais clubes da América do Sul e da Europa, podendo ser um alvo em potencial para deixar o Botafogo em breve.
A situação do lateral-esquerdo Alex Telles também desperta grandes preocupações, pois com contrato perto do fim, as negociações para renovação estão travadas. Caso não haja um acordo nas próximas semanas, o jogador poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe, tornando-se uma saída iminente e sem custos no fim da temporada, ou gerando uma venda antecipada para evitar o prejuízo no Botafogo.
Com o fim do transfer ban, o Botafogo finalmente pôde inscrever nomes como Lucas Villalba e o jovem Ythallo, nomes que ficaram esperando pela resolução da situação para começarem a atuar em 2026. Entretanto, a comissão técnica já sinalizou a John Textor (que segue nos bastidores do Botafogo mesmo após decisão judicial que o afastou do comando) que, com a saída de Barboza, a prioridade absoluta será a busca por um “zagueiro construtor” de alto nível para não comprometer o sistema da atual comissão técnica.
A nova situação constrangedora envolvendo a SAF Botafogo
Em um movimento que expõe a fragilidade extrema das suas contas, a SAF do Botafogo protocolou documentos sigilosos na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro admitindo estar em “estado pré-falimentar”. Segundo apuração da ESPN, o clube afirmou ao Judiciário que não possui recursos em caixa para honrar os salários de jogadores e funcionários que vencem na próxima segunda-feira, dia 4 de maio.
A petição revela um cenário de paralisia administrativa após o afastamento de John Textor e a nomeação de Durcesio Mello como diretor interino. Para tentar conter o colapso, o clube informou que tem a venda de um jogador encaminhada (possivelmente o zagueiro Alexander Barboza) e negociações avançadas para empréstimos bancários. O objetivo é garantir uma injeção imediata de capital para evitar atrasos que poderiam gerar rescisões unilaterais de contrato.
De acordo com os balanços apresentados, a dívida total do Botafogo alcança a marca alarmante de R$ 2,6 mil milhões. Além disso, a SAF apresenta um patrimônio líquido negativo de mais de R$ 400 milhões, o que significa que o valor dos seus débitos supera largamente o valor de todos os seus ativos (estádio, CT, passes de jogadores e marcas). Ou seja, uma situação de crise escancarada e que parece muito longe do fim.
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