No Nabi Abi Chedid, Red Bull Bragantino e Cruzeiro protagonizaram um confronto repleto de tensão pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os Paulistas buscando fugir da zona da degola, enquanto os visitantes queriam continuar com chances de classificação para a Libertadores.
O Massa Bruta, com a corda no pescoço, foi a campo com: Cleiton; Andres Hurtado, Pedro Henrique, Lucas Cunha e Capixaba; Matheus Fernandes, Lucas Evangelista e Jhon Jhon; Vinicinho, Vitinho e Eduardo Sasha
Do outro lado, o time celeste, ainda se recuperando do vice na Sul-Americana, apresentou força máxima: Cássio; William, João Marcelo, Villalba e Marlon; Romero, Lucas Silva, Vital e Matheus Pereira; Barreal e Lautaro Díaz. A equipe mineira manteve a posse de bola e tentou controlar o ritmo do jogo, mas sentiu o desgaste físico em momentos cruciais.
Bragantino sai na frente e Cruzeiro não se consegue se encontrar
O primeiro tempo começou com um ritmo promissor, mas rapidamente se transformou em uma partida marcada por disputas truncadas, erros no setor criativo e poucas chances reais de gol.
Logo aos 5 minutos, a torcida da casa explodiu de alegria. Hurtado fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. Jhon Jhon não conseguiu dominar, mas a bola sobrou limpa para Eduardo Sasha, que fuzilou o gol, abrindo o placar. A eficiência do Bragantino contrastava com a desorganização defensiva do Cruzeiro.
Tentando reagir, o time mineiro buscava saídas rápidas, mas esbarrava na solidez defensiva do adversário. Aos 12 minutos, Lautaro Díaz foi lançado em velocidade pela ponta esquerda, mas a zaga do Bragantino cortou a jogada antes que ela se tornasse perigosa.
A partir daí, o jogo caiu drasticamente de qualidade. Tanto Bragantino quanto Cruzeiro demonstravam falta de criatividade e cometiam muitos erros no campo ofensivo. A partida ficou concentrada no meio-campo, com disputas acirradas, mas pouca efetividade. O Bragantino, satisfeito com a vantagem, recuou as linhas para explorar contra-ataques, enquanto o Cruzeiro parecia perdido na tentativa de articular jogadas.
Aos 27, William tentou levar perigo ao gol adversário ao levantar uma bola na área, mas Hurtado apareceu na segunda trave para afastar de cabeça, evidenciando o comprometimento defensivo da equipe paulista. Já aos 34, em nova tentativa do Cruzeiro, a defesa do Bragantino mostrou eficiência ao cortar um cruzamento que buscava Díaz na área.
Nos minutos finais, o cenário seguiu o mesmo. Aos 44, Matheus Pereira cobrou falta com um cruzamento na área, mas Vitinho, atento, afastou o perigo com um chutão. Já nos acréscimos, Vital arriscou de fora da área em uma das poucas iniciativas individuais do Cruzeiro, mas o chute saiu completamente torto, sem levar perigo ao gol de Cleiton.
A primeira etapa terminou com um Bragantino mais organizado, que soube aproveitar a chance que teve para marcar e segurou a vantagem com segurança.
Cruzeiro consegue o empate no finalzinho
O segundo tempo seguiu com os mineiros determinados a buscar o empate. A bola rolou com o Cruzeiro ditando o ritmo, enquanto o time paulista optou por recuar e se fechar na defesa, tentando administrar a vantagem conquistada na primeira etapa.
Logo aos 5 minutos, o jogo foi paralisado para atendimento ao atacante Hurtado, do Bragantino, e esse momento pareceu dar o tom do restante da partida: uma equipe paulista que buscava esfriar o jogo e um Cruzeiro pressionando de todas as formas possíveis.
Com praticamente todos os jogadores de linha no campo ofensivo, o Cruzeiro tentou furar a retranca adversária, mas esbarrava na solidez defensiva do Bragantino. O time paulista tirava a velocidade do jogo sempre que possível, segurando a bola e fazendo cortes precisos para afastar o perigo.
Aos 21, Matheus Pereira tentou um chute de fora da área, mas a bola explodiu na marcação e saiu para escanteio. Na sequência, Lucas Silva tentou avançar pela direita, mas foi desarmado, e a defesa do Braga afastou no chutão, em mais uma demonstração de que o Bragantino estava completamente focado em defender.
O panorama seguiu semelhante aos 29 minutos, quando, após um cruzamento na área, a bola sobrou para William. O lateral finalizou com força, mas viu a bola explodir novamente na marcação. O Bragantino parecia incapaz de criar no ataque e se limitava a segurar o 1×0 com todos os jogadores de linha em seu campo defensivo.
O esforço defensivo, entretanto, não foi suficiente para conter o ímpeto do Cruzeiro. Aos 40, o empate finalmente veio. Marlon recebeu pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Cleiton defendeu parcialmente, mas a bola ficou viva na pequena área, e Ramiro apareceu para completar e estufar as redes, devolvendo esperança ao time e à torcida celeste.
Na saída de bola, o Bragantino tentou reagir rapidamente. Luan Cândido recebeu pela direita, cortou para o meio e arriscou um chute, mas a finalização saiu sem direção, passando longe do gol. Esse foi o único momento em que o time da casa tentou algo ofensivamente no segundo tempo.
Nos minutos finais, o Cruzeiro permaneceu no campo de ataque, rodando a bola em busca de espaços, enquanto o Bragantino continuava totalmente retraído, sem conseguir ameaçar. Mesmo com os 6 minutos de acréscimos, o placar permaneceu inalterado.
Quando o árbitro apitou o fim de jogo, as vaias da torcida do Bragantino ecoaram pelo estádio. A insatisfação foi evidente, especialmente pelo segundo tempo apático e pela incapacidade de segurar a vitória.
Final: Red Bull Bragantino 1×1 Cruzeiro
O empate teve impacto importante na tabela. Com o resultado, o time paulista chega aos 38 pontos, permanecendo na 18ª posição, ainda na luta contra o rebaixamento. Já os mineiros, que buscavam a vitória para se aproximarem do G-8, seguem em uma posição desconfortável, ocupando o 9º lugar, com 49 pontos.
Na próxima rodada, o Bragantino enfrentará o Athletico Paranaense, na quinta-feira (05), buscando somar pontos cruciais para sua permanência na Série A. A Raposa, por sua vez, tem pela frente o Palmeiras, na quarta-feira (04), em casa, onde buscará manter vivo o objetivo de uma vaga na próxima libertadores