O Brasil venceu a Croácia por 3 a 1 na noite desta terça-feira (31), em Orlando, no último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026, marcada para o dia 18 de maio. Diante de um adversário que marcou negativamente a trajetória recente da seleção, a equipe comandada por Carlo Ancelotti apresentou bons sinais e contou com atuações individuais decisivas.
Nesse cenário, dois nomes chamaram especialmente a atenção da comissão técnica: Danilo Santos, do Botafogo, e Endrick, atualmente no Lyon. Danilo foi o grande destaque da etapa inicial. Além de se sobressair nos desarmes, o volante teve papel fundamental na ligação entre meio-campo e ataque, coroando a atuação com um gol nos acréscimos do primeiro tempo.
Já Endrick foi decisivo ao longo da partida, participando diretamente dos outros dois gols brasileiros. Com movimentação intensa e presença ofensiva, o jovem atacante mostrou oportunismo e personalidade em momentos-chave do jogo.
A atuação de ambos ganha ainda mais relevância por acontecer às vésperas da definição da lista final para o Mundial. Em um cenário de disputa acirrada por vagas, desempenhos como esses podem ser determinantes para “cavar” um lugar entre os convocados e garantir presença no principal torneio do futebol internacional.
Com destaque para Danilo Santos, seleção brasileira abre o placar
A seleção brasileira fez um bom primeiro tempo diante da Croácia, algoz do Mundial de 2022. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe teve momentos de dificuldade contra os croatas, mas, de forma geral, mostrou organização, controle das ações e criou as chances mais perigosas nos 45 minutos iniciais.
Com uma formação bastante modificada em relação ao duelo contra a França, o Brasil teve seis novidades entre os titulares: Bento, Ibañez, Marquinhos, Danilo, Luiz Henrique e João Pedro. E ao menos dois desses nomes foram determinantes para o resultado parcial.
A presença de Danilo no meio-campo deu ao time uma conexão mais próxima com o ataque. Aos 20 minutos, o volante apareceu bem na área, mas foi travado pelo goleiro Livakovic. Na sequência, ele participou novamente ao servir Matheus Cunha, que também parou no arqueiro croata.
O gol brasileiro saiu já nos acréscimos, em um contra-ataque rápido e bem executado. Vinicius Júnior foi lançado em velocidade por Matheus Cunha, deixou três marcadores para trás e tocou para Danilo, que finalizou com qualidade para balançar as redes.
Outro destaque da etapa inicial foi o goleiro Bento, seguro quando exigido e responsável por boas intervenções nas raras chegadas perigosas da Croácia.
Os números refletem a superioridade brasileira: 58% de posse de bola e nove finalizações, contra quatro dos adversários. Um desempenho consistente que traduziu, em campo, a proposta mais agressiva e organizada da equipe.
Endrick entra e resolve para a seleção
No segundo tempo, o Brasil adotou uma postura mais conservadora diante da Croácia. A equipe baixou as linhas, passou a ter menos posse de bola e concentrou a marcação no campo de defesa. Do outro lado, os croatas trocaram passes com qualidade, mas sem objetividade, criando poucas finalizações de real perigo contra o gol defendido por Bento.
Como previsto antes do amistoso, as duas seleções promoveram diversas alterações — as confederações permitiram até oito substituições por equipe. Carlo Ancelotti aproveitou para rodar o elenco e deu oportunidades a Danilo Luiz, Kaiki Bruno, Fabinho, Andrey Santos, Rayan, Endrick, Igor Thiago e Gabriel Martinelli. A Croácia também realizou oito mudanças, o que deixou o jogo mais descaracterizado na reta final.
Mesmo assim, a partida ganhou emoção nos minutos decisivos. Aos 38, Fruk avançou pela direita e encontrou Majer, que apareceu entre Marquinhos e Danilo Luiz. O camisa 7 aproveitou uma saída equivocada de Bento e finalizou para empatar.
A resposta brasileira, porém, foi imediata. Logo na saída de bola, Endrick sofreu pênalti após ser derrubado por Sutalo dentro da área. Na cobrança, Igor Thiago assumiu a responsabilidade e deslocou o goleiro para fazer o segundo.
Já nos acréscimos, Endrick apareceu de novo: em contragolpe, o jovem arrancou e passou na medida para Gabriel Martinelli, que bateu cruzado para fazer o terceiro e fechar o placar.