O Brasil não começou bem a partida e viu a Austrália criar a primeira grande oportunidade. Aos sete minutos, Irakunda recebeu livre na entrada da área e arriscou um chute forte, que tinha direção do gol. Hugo Souza, porém, estava bem posicionado e conseguiu espalmar a bola para escanteio, evitando que os donos da casa abrissem o placar.
A Seleção demorou para encontrar espaços e só conseguiu levar perigo aos 20 minutos, em uma cobrança de bola parada. Raphinha fez um cruzamento em direção à entrada da área, e o goleiro Beach tentou segurar a bola, mas acabou soltando. Bruno Guimarães apareceu para aproveitar o rebote e finalizar, mas o goleiro australiano se recuperou rapidamente e fez uma boa defesa para evitar o gol brasileiro.
Aos 34 minutos, o Brasil construiu sua melhor jogada em sequência. Após receber um lançamento, Estêvão conseguiu escapar da marcação e tocou para Vinicius Júnior, que avançou em velocidade. Raphinha aparecia como opção em uma infiltração, mas Vinicius preferiu cruzar para a área. A bola voltou para o atacante, que tentou finalizar de fora da área, mas Beach novamente apareceu para defender.
No último minuto do primeiro tempo, o Brasil chegou a balançar as redes. Bruno Guimarães roubou a bola no campo de defesa da Austrália e Estêvão tabelou com Endrick antes de finalizar no canto, marcando um belo gol. A comemoração, porém, durou pouco. O VAR revisou o lance e identificou uma falta de Bruno Guimarães durante a recuperação da posse, já que o brasileiro puxou a perna do adversário no momento da disputa. O gol foi anulado.
O primeiro tempo terminou em 0 a 0, com o Brasil apresentando pouca criatividade ofensiva e permitindo que a Austrália encontrasse espaços para ameaçar. Diante da atuação abaixo do esperado, ficava a expectativa sobre quais mudanças Carlo Ancelotti faria no intervalo, seja com substituições ou até mesmo com uma alteração no sistema da equipe.
Brasil não encontra soluções pelo meio, abusa dos cruzamentos e escapa da derrota

Apesar da necessidade de mudanças após um primeiro tempo abaixo do esperado, Carlo Ancelotti decidiu não mexer na equipe no intervalo e voltou para a segunda etapa com a mesma formação. O Brasil, encontrou uma boa oportunidade logo aos oito minutos justamente em uma das situações em que seu sistema ofensivo mostrou mais eficiência: o contra ataque.
Após recuperar a posse no campo de defesa, Raphinha encontrou Vinicius Júnior, que avançou e deu um bom passe para Estêvão. O jovem recebeu de primeira e fez um ótimo lançamento para Endrick, que disparou em velocidade para ficar no mano a mano com o defensor australiano. O atacante brasileiro conseguiu chegar à bola, mas o defensor foi mais rápido na recuperação e travou sua finalização antes de recuperar a posse para a Austrália.
Aos 16 minutos, o Brasil teve sua melhor chance na partida. Após recuperar novamente a bola, Vinicius Júnior encontrou Raphinha infiltrando rapidamente e deixou o atacante cara a cara com o goleiro. Raphinha, porém, optou por finalizar de muito longe em vez de carregar a bola ou esperar uma opção de passe. O chute passou perto da trave, mas saiu pela linha de fundo.
Dois minutos depois, outra oportunidade clara apareceu. Vinicius recebeu pela esquerda e, mesmo com dois companheiros dentro da área, decidiu finalizar. A bola bateu em um defensor e sobrou para Estêvão, livre dentro da área. O jovem, porém, não conseguiu aproveitar a oportunidade e isolou a finalização por cima do gol.
Quando o Brasil parecia estar próximo de encontrar o caminho para o gol, a Austrália surpreendeu. Aos 23 minutos, Irakunda cobrou uma falta de maneira espetacular. A bola ganhou altura e morreu no ângulo, sem dar qualquer possibilidade de defesa para Hugo Souza. O goleiro brasileiro sequer conseguiu reagir diante da precisão da cobrança, e os australianos abriram o placar.
Depois do gol, Ancelotti finalmente promoveu mudanças. Douglas Luiz já havia entrado antes da cobrança de falta, e posteriormente o treinador colocou Samuel Lino, Pedro, Jair, Mauro Júnior e Rayan em campo, buscando novas soluções para um ataque que continuava encontrando muitas dificuldades.
A Austrália passou a proteger ainda mais sua defesa e dificultou completamente a construção brasileira pelo meio. Com poucas alternativas, o Brasil passou a apostar cada vez mais nos cruzamentos para dentro da área. Foram 22 cruzamentos durante a partida, e justamente o último deles acabou salvando a Seleção da derrota.
No último minuto, Raphinha cobrou escanteio com precisão na direção de Rayan. O atacante subiu para cabecear e a bola quicou na frente do goleiro, que ainda conseguiu tocar nela. O desvio, porém, não foi suficiente para evitar que a bola batesse no travessão e entrasse, garantindo o empate brasileiro por 1 a 1.
O gol no fim evitou a derrota, mas não apaga a atuação ruim da Seleção. Depois de sofrer o primeiro gol, o Brasil praticamente não conseguiu criar jogadas pelo meio e acumulou cruzamentos diante de uma Austrália muito fechada. O empate serviu como alívio pelo resultado, mas também deixou pontos importantes para Carlo Ancelotti analisar durante o novo ciclo.
Brasil e Austrália voltarão a se enfrentar no dia 29 de setembro, em mais uma oportunidade para Ancelotti testar jogadores e buscar soluções para uma equipe que ainda precisa evoluir ofensivamente.




