No cenário atual do Brasileirão 2025, diversos técnicos que comandam equipes da elite do futebol brasileiro têm sido alvo de debates quanto à sua capacidade de modernizar o estilo de jogo e contribuir para o crescimento do futebol no país. A seguir, destacamos alguns treinadores que vêm sendo criticados por suas abordagens consideradas antiquadas ou pouco inovadoras.
O futebol brasileiro possui uma identidade tática muito particular, e a constante reciclagem de técnicos com ideias defasadas gera polêmica. Neste artigo, analisamos cinco treinadores cujas estratégias podem estar limitando a evolução do Brasileirão: Ramón Díaz (Corinthians), Cuca (Atlético-MG), Mano Menezes (Fluminense), Fábio Carille (Vasco) e Gustavo Quinteros (Grêmio).
5 técnicos do Brasileirão que pouco agregam à evolução do futebol do país
1. Ramón Díaz (Corinthians) – Futebol reativo e excesso de pragmatismo
Estilo: Ramón Díaz prioriza um futebol reativo, com forte organização defensiva e transições rápidas. Seus times costumam atuar em bloco baixo, apostando em marcação intensa e ligações diretas.
Problema: O Corinthians possui um elenco capaz de adotar um estilo mais ofensivo e brigar pelo título do Brasileirão, mas sob o comando de Díaz, a equipe tem jogado de maneira excessivamente defensiva, com pouca posse de bola e construção ofensiva limitada. O time depende demasiadamente de bolas paradas e contra-ataques, o que pode ser insustentável ao longo do campeonato.
Impacto: O futebol moderno exige times que saibam propor o jogo, e a rigidez tática de Díaz dificulta essa evolução.

2. Cuca (Atlético-MG) – Ênfase na individualidade e transições velozes
Estilo: Cuca é conhecido por valorizar a individualidade de seus jogadores e explorar transições rápidas. Sua estratégia baseia-se no uso de atacantes velozes e pressão na saída de bola adversária.
Problema: Apesar de ter conquistado o Brasileirão em 2021, Cuca não evoluiu taticamente. Seu modelo de jogo carece de uma construção coletiva mais estruturada, tornando-se previsível quando as transições não funcionam. O time passa a depender excessivamente de jogadas individuais.
Impacto: Em um futebol cada vez mais posicional e organizado, a abordagem de Cuca pode ser considerada limitada, comprometendo o jogo coletivo.

3. Mano Menezes (Fluminense) – Defesa fechada e aversão ao risco
Estilo: Mano Menezes é um dos grandes representantes do futebol reativo no Brasil. Seus times priorizam uma defesa sólida, linhas compactas e saídas em contra-ataque, raramente adotando um modelo ofensivo mais propositivo.
Problema: No Fluminense, que vinha de um estilo ultra-posicional com Fernando Diniz, a chegada de Mano representa uma ruptura drástica. O time passou de um modelo baseado em posse de bola e movimentação para um estilo mais direto, defensivo e burocrático.
Impacto: Com o avanço tático do futebol mundial, o modelo de Mano se torna antiquado e pouco flexível, tornando o Fluminense mais previsível e menos competitivo.

4. Fábio Carille (Vasco) – Defesa extrema e ofensividade nula
Estilo: Carille aposta em uma abordagem extremamente defensiva, priorizando compactação e solidez na marcação, mas sem criatividade ofensiva.
Problema: No Vasco, a tendência é um time com bloco baixo e pouca produção ofensiva. No futebol moderno, até equipes defensivas precisam saber criar jogadas e construir superioridade posicional. A falta de variação tática pode tornar o Vasco previsível e inofensivo na luta contra o rebaixamento.
Impacto: Clubes que não conseguem se adaptar a diferentes cenários táticos enfrentam dificuldades no Brasileirão, principalmente em partidas onde precisam propor o jogo.

5. Gustavo Quinteros (Grêmio) – Jogo direto e pouca criatividade
Estilo: Quinteros prioriza um jogo baseado em lançamentos e transições rápidas, sem valorização da posse de bola. Suas equipes apostam no jogo físico, explorando bolas paradas e cruzamentos.
Problema: O Grêmio, historicamente identificado com um futebol técnico e propositivo, pode perder essa característica sob o comando de Quinteros, tornando-se uma equipe pragmática e previsível. A falta de variação tática e criatividade pode limitar a evolução do time no Brasileirão, que estreia em 29 de março contra o Atlético-MG.
Impacto: No futebol atual, o controle do ritmo de jogo e a construção de jogadas são essenciais. O modelo de Quinteros pode representar um retrocesso nesse aspecto.

Por que esses técnicos dificultam a evolução tática do Brasileirão?
- Pouca inovação: Enquanto alguns treinadores investem em modelos mais modernos (como Vojvoda, Tite e Diniz antes da demissão), esses técnicos seguem apostando em abordagens ultrapassadas.
- Falta de adaptação: O futebol atual exige flexibilidade tática, e esses treinadores costumam ter dificuldades em reinventar suas estratégias.
- Dependência de jogadas individuais: Muitos desses técnicos não conseguem estruturar um sistema coletivo eficiente e acabam dependendo de lances isolados para vencer jogos.
- Descompasso com o futebol moderno: Enquanto equipes bem organizadas, com jogo posicional e controle de posse, dominam o cenário mundial, esses técnicos mantêm estilos defensivos ou engessados.
Para que o futebol brasileiro continue evoluindo, é fundamental valorizar treinadores com ideias inovadoras. O Brasileirão ainda comporta times pragmáticos, mas não pode se prender a modelos previsíveis e ultrapassados.