Bruno Guimarães pode estar cada vez mais perto de vestir a camisa do Arsenal. Embora a negociação ainda não tenha sido oficializada, o clube londrino segue firme na tentativa de contratar o volante brasileiro junto ao Newcastle e, segundo informações da imprensa inglesa, já estaria disposto a investir cerca de 80 milhões de libras (aproximadamente R$ 107,5 milhões) para fechar o negócio.
Os Gunners já tiveram duas propostas recusadas, mas não desistiram da contratação. Pelo contrário. A diretoria acredita que uma nova oferta pode convencer o Newcastle a liberar um dos principais jogadores do elenco, enquanto o próprio Bruno Guimarães enxergaria com bons olhos a possibilidade de trabalhar com Mikel Arteta.
Outro detalhe que aumentou os rumores envolvendo a negociação foi a ausência do brasileiro na pré-temporada do Newcastle, que viajou para a Espanha sem o meio-campista. Embora o clube ainda não tenha explicado oficialmente a situação, a decisão alimentou as especulações de que a transferência pode estar próxima de ser concluída.
Caso a contratação realmente aconteça, surge uma pergunta inevitável: como Arteta encaixaria Bruno Guimarães em um meio-campo que já conta com Declan Rice, Martín Zubimendi e Martin Odegaard?
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A resposta pode envolver mudanças importantes na equipe titular.
Bruno Guimarães e Declan Rice podem formar uma dupla de peso
A primeira alternativa parece relativamente simples.
Na temporada passada, o Arsenal utilizou boa parte do tempo um esquema no 4-2-3-1, com dois meio-campistas de sustentação protegendo a defesa e liberando os jogadores ofensivos para atacar.
Nesse cenário, Declan Rice praticamente não tem sua vaga ameaçada.
O inglês foi um dos pilares da campanha que terminou com o título da Premier League e continua sendo considerado indispensável por Arteta.
Assim, caso Bruno Guimarães chegue para ocupar uma vaga imediatamente, o jogador mais ameaçado seria Martín Zubimendi.
Apesar de ter feito uma excelente primeira temporada em Londres, o espanhol pode acabar perdendo espaço simplesmente pela enorme qualidade do brasileiro.
A ideia também faz sentido pelas características dos atletas.
Durante sua passagem pelo Newcastle, Bruno atuou diversas vezes em um meio-campo formado ao lado de Sandro Tonali. Embora tivesse responsabilidades defensivas, o brasileiro recebia liberdade para aparecer no ataque, pisar na área e participar diretamente das jogadas ofensivas.
Os números ajudam a explicar essa importância.
Na última edição da Premier League, Bruno Guimarães marcou nove gols e distribuiu seis assistências, desempenho que o colocou entre os meio-campistas mais produtivos da competição.
O problema dessa formação está justamente em Declan Rice.
Assim como Bruno, o inglês também gosta de avançar ao ataque e participar da construção ofensiva. Dois jogadores com características parecidas poderiam exigir uma adaptação importante na organização tática do Arsenal.
Meio-campo com três estrelas pode ser a solução
Existe, porém, uma segunda possibilidade que parece ainda mais interessante.
Em vez de sacrificar Martín Zubimendi, Arteta poderia abrir mão do tradicional camisa 10 e montar um trio de meio-campistas formado por Bruno Guimarães, Declan Rice e Zubimendi.
Na prática, seria um Arsenal com ainda mais controle da posse de bola e maior capacidade para dominar o meio-campo.
Zubimendi seguiria exercendo a função de primeiro volante, organizando a saída de bola e dando equilíbrio ao sistema.
Rice atuaria como um meio-campista de chegada, aproveitando sua força física para pressionar, recuperar bolas e aparecer próximo da área adversária.
Já Bruno Guimarães teria liberdade para circular por diferentes setores do campo, criar jogadas e acelerar a construção ofensiva.
O maior prejudicado por essa mudança seria justamente Martin Ødegaard.
Martin Odegaard pode perder espaço
Parece estranho imaginar o capitão do Arsenal começando partidas no banco de reservas. Mas os números recentes ajudam a explicar por que essa hipótese ganhou força.
Nas últimas duas temporadas, Ødegaard deixou de ser aquele meia extremamente decisivo que encantou a Premier League.
Na campanha passada, o norueguês marcou apenas um gol e distribuiu sete assistências em 24 partidas.
Embora continue sendo um jogador extremamente inteligente, sua influência ofensiva diminuiu de maneira perceptível.
Enquanto isso, Bruno Guimarães terminou a temporada com nove gols e seis assistências. Declan Rice também apresentou ótima produção ofensiva, anotando quatro gols e sete assistências. Já Martín Zubimendi contribuiu com cinco gols e uma assistência.
Somados, os três meio-campistas oferecem números suficientes para compensar uma eventual saída de Odegaard da equipe titular.
Além disso, a mudança permitiria ao Arsenal manter jogadores rápidos pelos lados do campo.
Gabriel Martinelli continuaria ocupando uma das pontas, enquanto Bukayo Saka seguiria como referência pelo lado direito. As alternativas também aumentariam com nomes como Noni Madueke e o recém-contratado Christos Tzolis.
Bruno Guimarães oferece algo que poucos jogadores conseguem
Independentemente do esquema escolhido por Arteta, existe uma característica que torna Bruno Guimarães um reforço extremamente valioso.
Sua versatilidade.
O brasileiro consegue atuar como primeiro volante, segundo homem de meio-campo ou até mesmo em funções mais avançadas quando a equipe precisa aumentar a pressão ofensiva.
Além da qualidade com a bola nos pés, Bruno se destaca pela intensidade na marcação, pela capacidade de pressionar a saída adversária e pela inteligência para ocupar espaços.
São características que combinam perfeitamente com o estilo de jogo implantado por Arteta nos últimos anos.
Não por acaso, o treinador espanhol acompanha o brasileiro há bastante tempo.
Arsenal pode ganhar um meio-campo ainda mais dominante
Caso a negociação seja concluída, o Arsenal não estará apenas contratando um dos melhores meio-campistas da Premier League.
Estará adicionando ao elenco um jogador capaz de mudar completamente a dinâmica do setor mais importante da equipe.
Arteta passaria a contar com diferentes alternativas táticas sem perder qualidade técnica, algo fundamental para disputar simultaneamente Premier League, Liga dos Campeões e competições nacionais.
Ainda resta saber se o Newcastle aceitará a proposta definitiva dos Gunners. Mas uma coisa parece clara.
Se Bruno Guimarães realmente desembarcar no Emirates Stadium, o treinador espanhol ganhará um “problema” daqueles que qualquer técnico gostaria de ter: escolher quem deixa o time titular quando há talento de sobra no meio-campo.
E, considerando a qualidade do brasileiro, talvez a pergunta mais correta nem seja onde Bruno Guimarães jogará, mas sim quem terá que abrir espaço para ele.
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