Bruno Guimarães é uma das ausências mais sentidas da Seleção Brasileira nesta Data Fifa. O jogador está lesionado desde o início de fevereiro e recentemente entrou em reta final do tratamento. Há uma expectativa pelo retorno do jogador nas próximas semanas, principalmente por ser uma peça-chave no esquema de Carlo Ancelotti. Confira os motivos dele ser considerado “imprescindível” para o Brasil:
Desde que chegou ao Newcastle-ING, Bruno cresceu de produção e tornou-se referência no meio campo dos Magpies — ao lado, inclusive, do compatriota Joelinton. Capitão, batedor de faltas e o termômetro da equipe, todas essas características prendaram Guimarães com a convocação para Seleção Brasileira, mas apenas com Ancelotti ele teve o rendimento esperado.
Bruno Guimarães é sinônimo de intensidade e dinamismo

Um dos atributos proeminentes do jogador é a movimentação no meio campo. Bruno Guimarães é volante de origem, mas tem uma qualidade para saltar para uma linha mais a frente, tornando-se meia armador em momentos da partida. No Newcastle, essa função é fundamental para sustentar Tonali nos avanços e diversificar o jogo — descentralizando a responsabilidade de criar somente ao italiano.
Na Seleção, essa é a principal versatilidade que Ancelotti precisa no meio campo. Com Casemiro como homem de combate e primeiro passador, Bruno Guimarães fica solto para dinamizar e articular os ataques, levando a bola com qualidade para Raphinha em uma região mais próxima da área ou até mesmo para os extremos — Martinelli, Luiz Henrique, Vinicius Jr ou Matheus Cunha.
Mesmo que o plantel ainda dispõe de Andrey Santos ou Danilo, de qualquer modo não será a mesma coisa. Nenhum dos dois tem a força física do ex-Athletico, principalmente para superar o primeiro combate do adversário ou ter a mesma intensidade de jogo.
Guimarães atua na Premier League e é mais acostumado a lidar com uma rapidez nas ações, que Danilo não tem e um vigor que Andrey ainda não desfruta. O jogador do Chelsea é uma engrenagem que precisa de minutos — algo que não vem ganhando nos Blues — e uma lapidação, pois tem talento, só não há constância.
Experiência e qualidade no passe

Não que os concorrentes sejam desprovidos de tal atributo, mas Bruno Guimarães é mais cascudo e detém uma qualidade nos passes louvável. Nos primeiros jogos de Ancelotti no comando técnico, muitos elogios foram destinados a atuação do jogador, principalmente por fazer passes precisos em profundidade. A amplitude e as projeções dos homens de frente foram asseguradas por ter alguém que já executasse tal incumbência.
O jogador do Newcastle é um excelente lançador e graças a ele Harvey Barnes e “os Anthony’s” (Gordon e Elanga) tiveram ótimas performances. Os três conseguiam estar em condições de ‘mano a mano’ com o oponente, pois eram encontrados em zonas em que o zagueiro estivesse carente de uma cobertura.
É uma função que se assemelha a de Casemiro em toda a carreira, mas na Seleção atual, cada tem um papel completamente diferente. O camisa 18 dos Red Devils é o homem da liderança, do combate e da sustentação do meio campo; enquanto o 39 dos Magpies é o elo sólido entre o meio e o último terço do campo.
Como está a situação de Bruno Guimarães?

Bruno está em fase final de recuperação de uma lesão de grau 3 no músculo posterior da coxa esquerda. A contusão foi sofrida em fevereiro e, desde então, o meio campista passou por um tratamento com o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar. Nos últimos dias, o treinador Carlo Ancelotti e o diretor Rodrigo Caetano estiveram em um almoço com o jogador na sede da CBF e lá debateram sobre a reabilitação na parte física.
O jogo contra a França foi o único que o camisa 39 do Newcastle esteve fora em toda ‘Era Ancelott’i. O técnico italiano comandou o selecionado pentacampeão mundial em 9 ocasiões e dessas Bruno esteve em 8. O atleta é peça garantida na convocação final de Carletto para a Copa do Mundo, caso não tenha problemas físicos.
Créditos da foto de capa: Imago/Buzzi
