Bruno Henrique Flamengo
Futebol Brasileirão

Caso Bruno Henrique: relatório de empresa aponta alto número de apostas máximas

Nesta terça-feira (5), um segundo relatório elaborado pela empresa ‘SportRadar’ aponta que o duelo entre Flamengo e Santos, válido pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado, tem status de preocupante “do ponto de vista da integridade”. Acontece que, naquele duelo, houve um aumento considerável de apostas altas para que Bruno Henrique fosse advertido com um cartão amarelo.

Segundo informações do ‘ge’, tal relatório, que atualmente está com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Distrito Federal, está alinhado com um primeiro produzido pela IBIA (Internacional Betting Integrity Association), fato que fez com que fosse aberta uma investigação a respeito da ação de Bruno naquela partida. O atacante do Flamengo afirma ser inocente.

O caso havia sido arquivado em 30 de setembro pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), sob alegação de que os documentos apresentados pela SportRadar e pela IBIA não seriam suficientes para que fosse aberta uma investigação sobre a conduta do jogador na partida. Porém, o Tribunal pode reabrir o caso, se a Polícia Federal e o Ministério Público Federal conseguirem provar que Bruno Henrique tem algum tipo de envolvimento.

Entenda o caso envolvendo Bruno Henrique

O atacante do Flamengo está sendo alvo de uma operação movida pela Polícia Federal, que investiga manipulação de jogos no futebol brasileiro. Já foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Flamengo, na casa do jogador e também em Belo Horizonte, cidade onde o atleta nasceu. Além disso, familiares e amigos do jogador vão ser investigados pela Polícia Federal.

Relatórios de casas de apostas indicam que houve um aumento significativo no número de altas apostas para Bruno Henrique ser advertido com cartão amarelo na partida. As ‘odds’ para tal acontecimento estavam relativamente altas, e quem fez uma boa aposta, se beneficiou ganhando uma boa quantia em dinheiro. O jogador é investigado por, supostamente, favorecer um grupo de pessoas com seu cartão amarelo.

A defesa do jogador usa do argumento de que “é normal” um jogador forçar o terceiro cartão amarelo e cumprir uma suspensão automática em uma partida com grau de importância menor para estar à disposição do clube em um jogo considerado mais relevante. Na época, BH tinha dois amarelos e teria forçado o terceiro para ficar suspenso contra o Fortaleza e poder enfrentar o Palmeiras na rodada seguinte. As duas equipes disputavam o título do Campeonato Brasileiro na última temporada.

(Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)