Neste sábado, 31, tivemos a final da Champions League, em Munique. Um jogo histórico para o PSG, que aplicou a maior goleada em finais na história da Champions League e garantiu seu primeiro título na história da competição.

Essa foi uma das finais mais fáceis da história. O Paris Saint-Germain foi soberano durante toda a partida, se destacando no ataque e na defesa. A equipe tinha a posse e trocava passes como queria, sempre acelerando quando queria no ataque, utilizava muito bem os contra-ataques. O jogo foi fácil, do início ao fim. Foram cinco gols, sendo a maior goleada na história da final da Champions League. Basicamente, o PSG jogou sozinho a final.
A Inter de Milão não entrou em campo na final. Desconfortável do início ao fim na partida, os italianos foram completamente anulados em campo. A equipe não fez absolutamente nada, além de ver o PSG fazer o que queria na partida. Cinco gols foi pouco para a grande atuação do time francês.
Depois de deixar Messi, Neymar e Kylian Mbappé deixarem o clube, o PSG acertou em mudar tudo em seu planejamento. Luis Enrique deu sua cara ao time francês, e as chegadas de Dembélé e Kvara foram fundamentais, mas quem resolveu na final foram os jovens jogadores. O grande destaque do jogo foi Doué, que marcou dois gols.

PSG soberano
O PSG não perdeu tempo e assumiu logo a posse de bola, enquanto a Inter de Milão parecia tentar ficar confortável apenas se defendendo, confiando bastante no seu sistema ofensivo. O time francês focava bastante na ponta direita, principalmente com Doué. O jovem camisa 14 conseguia fazer certo “barulho”, porém sem eficiência. Do outro lado, os italianos estavam com o “freio de mão puxado”, parecendo sentir bastante a final, e o meio-campo da equipe parecia ter sumido.
No PSG, demorou para Dembélé e Kvara entrarem no jogo, porém os dois destaques do time francês se soltaram aos poucos na partida. Os dois tentavam participar dos lances ofensivos, mas ambos não participaram do gol do PSG.
A posse e pressão ofensiva do PSG deu resultado logo cedo. Aos 12’, Vitinha achou belo passe para Doué já dentro da grande área. Em condição, o ponta tocou para a pequena área e Hakimi só teve o trabalho para empurrar a bola para o gol.
Com o placar aberto, o PSG passou a se defender mais e a Inter buscou o empate. Mais no ataque, os italianos pecaram no contra-ataque. Com a jogada começando no campo defensivo, Kvara e Dembélé funcionaram para a bola chegar até Doué. Em grande finalização, o camisa 14 finalizou com perfeição, contando com desvio da zaga para ampliar o placar.
Além dos dois gols, o PSG dominava por completo a partida, e com facilidade. A equipe trocava passes do jeito que queria, sem apressar o ritmo ou até mesmo buscar o terceiro gol. Isso por conta da ineficiência e inexistência do meio-campo da Inter de Milão. Os italianos não tinham a posse, não atacavam e, o pior, não conseguia se defender direito, isso até chegar até o último terço de campo. Por conta disso, o time parisiense tinha facilidade em explorar os contra-ataques, sempre pegando o sistema defensivo da Inter com poucos jogadores.
Quando a Internazionale chegava ao ataque, o time tinha dificuldades em criar qualquer coisa no ataque. E depois de perder a posse, o PSG ligava rapidamente o ataque, sempre levando perigo, principalmente com Doué e Dembélé.
Demorou bastante, mas a Inter de Milão conseguiu chegar com perigo no primeiro tempo. Aos 36’, no melhor momento ofensivo da Internazionale na partida, Thuram subiu muito alto e cabeceou para o gol, em cobrança de escanteio. A bola passou muito perto do gol de Donnarumma.
O Paris Saint-Germain respondeu com muito perigo. Em mais um ataque rápido utilizando as pontas, Doué recebeu e depois cruzou em direção a grande área. Dembélé, de frente para Summer, não conseguiu o ângulo certo e acabou chutando muito mal, próximo à pequena área.

Goleada
O Paris Saint-Germain voltou do intervalo com a mesma pegada do primeiro tempo, e Kvara teve uma oportunidade clara logo de cara. O ex-Napoli invadiu a grande área e finalizou com muito perigo. O atacante teve nova oportunidade minutos depois, ao receber a bola já na grande área. Novamente Kvara desperdiçou.
Muitas coisas que aconteceram no primeiro tempo se repetiram no segundo. A Inter não tinha saída de bola, devido a forte pressão do PSG. Os italianos tentavam muitos passes longos para evitar perder a bola próxima a sua grande área, mas eles pouco funcionaram.
Os rápidos ataques funcionaram novamente. O PSG chegou ao terceiro gol na partida em contra-ataque “mortal”. Dembélé deu toque de calcanhar e Vitinha achou Doué invadindo a área. O jovem atacante teve calma para chutar com perfeição.
Destaque da partida, Doué foi substituído por Barcola. E assim que entrou em campo, o camisa 29 perdeu a chance de marcar o quarto gol dos franceses, ao finalizar já dentro da grande área, de frente para Sommer.
E a goleada foi confirmada. Dembélé, em serviço de “garçom” na partida, fez passe em profundidade para Kvara. O camisa 7 invadiu a grande área e só tirou de Sommer.
Donnarumma só foi fazer a sua primeira defesa na partida aos 74’. Já na grande área, Thuram finalizou rasteiro e o goleiro italiano fez grande intervenção. O quinto gol quase aconteceu. Barcola fez grande jogada individual, deixou um defensor no chão e, na hora de finalizar, chutou para fora. E foi aí que começou os gritos de “olé”.
Mesmo com os principais jogadores saindo de campo, o Paris Saint-Germain confirmou o “chocolate” e entrou para a história. Em jogada trabalhada, pé por pé, o jovem Mayulu ficou frente a frente com Sommer, para marcar o quinto gol do jogo. Essa é a maior goleada na história da final da Champions League.
Final: PSG 5 x 0 Inter de Milão
(Foto principal: Getty Images)