Donn Davis, CEO da Professional Fighters League (PFL), continua a expressar sua decepção com a saída de Kayla Harrison da organização. Harrison assinou com o UFC no início de 2024 e teve uma estreia dominante no octógono, finalizando Holly Holm no segundo round do UFC 300, em abril.
Davis, que teve um papel crucial em trazer Harrison para o MMA após sua bem-sucedida carreira no judô olímpico, esperava vê-la continuar competindo na PFL, especialmente para buscar vingança contra sua única derrota na carreira, para Larissa Pacheco, e possivelmente enfrentar a campeã do Bellator, Cris Cyborg.
A saída de Harrison deixou Davis frustrado, especialmente após a recente aquisição do Bellator pela PFL. A fusão criou possibilidades para a estadunidense, incluindo uma tão esperada luta contra Cyborg, amplamente considerada uma das maiores lutadoras de todos os tempos. No entanto, Kayla optou por assinar com o UFC, o que Davis vê como uma oportunidade perdida para sua carreira e legado.
“Trouxemos Kayla do judô olímpico para o MMA, desenvolvemos ela até se tornar uma estrela com um recorde de 18-1, bicampeã, e uma das maiores lutadoras, top cinco no esporte hoje,” disse Davis em entrevista ao MMA Today. “Tenho muito orgulho do que ela conquistou e muito respeito por ela como competidora. Mas, como alguém que está construindo esta empresa, quero todos os grandes lutadores aqui.”
Davis lamentou particularmente a decisão de Harrison de sair justo quando dois dos maiores desafios de sua carreira estavam no horizonte: vingar sua derrota para Larissa e testar-se contra Cyborg. A ex-campeã já havia derrotado a brasileira duas vezes antes de sofrer sua única derrota na PFL Championship 2022. Apesar disso, Davis acredita que uma revanche seria crucial para o legado de Kayla, assim como uma luta contra Cyborg.
“Estou desapontado por não termos conseguido manter Kayla aqui para, o que eu considero, as duas maiores lutas do legado e da carreira dela: vingar a derrota para Pacheco e conquistar o título, e vencer Cyborg, que é a maior de todas,” disse Davis. “Acho que essas são as duas lutas mais difíceis que Kayla enfrentaria. Não gosto que ela tenha fugido disso.”
Em um comentário contundente, Davis questionou se Harrison sentiu a necessidade de assinar com o UFC para ganhar mais validação, algo que ele insiste que ela não precisava:
“Não gosto que ela tenha corrido para uma marca para se validar. Eu tenho uma opinião muito alta sobre Kayla Harrison. Ela não precisa de uma marca para validá-la. Ela é grande assim,” acrescentou Davis. “Isso me desapontou.”
Harrison no UFC 307
Agora, Kayla está focada em seu próximo desafio no UFC. Neste sábado, ela enfrentará Ketlen Vieira no UFC 307, em Salt Lake City. A luta faz parte do card principal, e uma vitória pode impulsionar Harrison para a disputa pelo cinturão da categoria peso-galo. A experiente brasileira tem vitórias sobre as ex-campeãs Miesha Tate e Holm, e representa um obstáculo significativo para Kayla em sua jornada no UFC.