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Na Champions, Odegaard recebe liberdade total de Arteta e põe a vitória do Arsenal no bolso!

Martin Odegaard finalmente conseguiu dar suas credenciais na temporada 2025/26. Em meio a uma janela de transferências barulhenta, com reforços de peso chegando para empurrar o Arsenal a um novo patamar, o norueguês, que nas últimas campanhas foi um dos pilares de Mikel Arteta, vinha enfrentando dificuldades para engrenar. A temporada mal tinha começado e ele já amargava uma lesão no ombro, sofrida na estreia da Premier League contra o Leeds, o que tirou o camisa 8 de campo por algumas rodadas importantes, e o afastou das manchetes.

Só que, contra o Olympiakos, na Champions League, ele reapareceu. E voltou do jeito que os torcedores gostam: dono do time, com a bola no pé e a cabeça erguida.

Odegaard passou por um começo de temporada instável. A ausência em três partidas consecutivas o tirou do ritmo em um momento em que os novos reforços começavam a se integrar ao elenco. E esse timing, num clube que não pode esperar ninguém, pesou. Para piorar o cenário, a diretoria trouxe Eberechi Eze, destaque do Crystal Palace, justamente para o setor criativo. Um jogador de talento, acostumado a jogar centralizado, e que chegou com moral. A sombra estava formada.

Mas é aí que entra a parte interessante dessa história: Odegaard não recuou. Pelo contrário, assumiu o protagonismo. Mesmo com menos ritmo de jogo, chamou a responsabilidade quando mais precisavam dele. Com o aval completo de Arteta, o camisa 8 ganhou liberdade total para fazer o que quisesse em campo, e isso não é força de expressão.

O treinador espanhol deixou claro que queria o norueguês jogando leve, sem medo de errar, buscando espaços, criando, improvisando. E foi exatamente isso que ele entregou no Emirates Stadium, no 2 a 0 sobre o Olympiakos. Uma atuação que colocou os holofotes de volta onde deveriam estar: sobre o capitão.

“Ele tem total liberdade do meu lado para explorar, correr riscos e sentir o movimento na forma como ele gera espaços”, disse Arteta após o jogo. “Acho que a criatividade é a natureza dele. Isso não lhe traz nenhuma pressão, pois é sua maior habilidade: gerar coisas que poucos jogadores conseguem fazer.”

E isso se viu em campo. Odegaard participou diretamente das duas jogadas que terminaram nos gols de Martinelli e Saka. Controlou o ritmo do jogo, apareceu nos espaços certos, articulou entrelinhas e deu a fluidez que o Arsenal tanto vinha sentindo falta. Foi uma daquelas atuações que fazem o futebol parecer simples.

A importância de Odegaard no Arsenal

É só olhar para os jogos anteriores para entender a diferença que Odegaard faz. O Arsenal vinha esbarrando em blocos baixos, criando pouco e dependendo muito da individualidade de Saka ou Martinelli. Faltava uma mente pensante, alguém que conectasse as peças com um passe, uma movimentação, uma visão além do óbvio. Eze, apesar do talento, ainda está tentando se adaptar ao estilo de jogo mais posicional de Arteta. Tem atuado mais pelo lado esquerdo, mesmo sendo um camisa 10 de origem, e ainda busca o encaixe ideal.

O problema é que Odegaard não é só mais um no meio-campo. Ele é quem dita o ritmo. Em 2024/25, foi o jogador que mais participou de jogadas que resultaram em finalizações dentro da área adversária na Premier League. É um maestro moderno, que não só organiza como também aparece na área para finalizar. Sua ausência deixou claro que o time precisa de alguém que pense dois, três lances à frente.

E a boa notícia para os torcedores do Arsenal é que, se a atuação contra o Olympiakos for um indicativo do que está por vir, Odegaard está pronto para retomar o posto de cérebro do time. Arteta confiou nele, deu a chave do carro, mesmo com tanque meio vazio, e o norueguês, como se nada tivesse acontecido, voltou a dirigir a equipe com autoridade.

Pode parecer exagero dizer que ele colocou a vitória no bolso, mas quem viu o jogo sabe: era ele quem comandava tudo.

Foto: Nigel French/Getty Images