Chapecoense e Cruzeiro lutaram bastante, mas ficaram no 0 a 0 na Arena Condá, neste domingo (2), em confronto válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2026. Em jogo bastante equilibrado, mas com raras oportunidades de gol, as equipes não saíram do zero levaram a decisão da vaga para o Mineirão. O duelo derradeiro acontece nesta quarta-feira (5), às 19 horas (de Brasília).
Mesmo atravessando uma fase complicada no Brasileirão, a Chapecoense competiu bastante e trouxe dificuldades ao Cruzeiro. No primeiro tempo, a Chape anulou os principais jogadores da Raposa e desceu para o vestiário com mais finalizações. Na etapa complementar, os visitantes foram mais incisivos e por pouco não voltaram para Belo Horizonte com a vantagem.
Chapecoense e Cruzeiro fazem 1º tempo pouco emocionante
Muito transpiração, mas pouca inspiração. A famosa frase do futebol pode definir a etapa inicial de Chapecoense e Cruzeiro em Santa Catarina. Em casa, o Índio Condá não se limitou a defender e tentou algumas escapadas, mas pecou na precisão dos arremates. Do outro lado, o Cabuloso foi protocolar, trocou passes com lentidão e não conseguiu apresentar sua superioridade técnica.
A primeira grande chance ocorreu logo no primeiro minuto. Depois de Otávio afastar cruzamento de soco, o volante Fernando, da Chapecoense, emendou chute para fora, levando perigo. Em um posicionamento diferente, mais à esquerda, o meio-campista chegou a ter outra chance de fora da área, mas parou no goleiro cruzeirense.
O Cruzeiro teve mais posse de bola (58%), mas não foi envolvente. Mesmo com um meio-campo talentoso, formado por Matheus Pereira, Gerson e Lucas Romero, os visitantes não foram envolventes. O camisa 10, inclusive, foi um dos mais apagados do primeiro tempo.
Ainda assim, o Cruzeiro chegou a balançar as redes através da bola parada. Após cobrança de escanteio, Fabrício Bruno desviou na segunda trave para Kaique Kenji completar. Apesar disso, o atacante foi flagrado em posição de impedimento.
No fim, a Chapecoense desceu para o vestiário com mais arremates (9 a 4) e algumas boas trocas de passes. Porém, o Cruzeiro foi quem teve a melhor chance, com o gol anulado por centímetros. O placar zerado refletiu bem o desempenho das duas equipes.
Empate sem gols persiste até o fim
O Cruzeiro voltou do intervalo mais ligado, acertando mais passes e incomodando os donos da casa. Pela direita, a equipe do treinador Arthur Jorge concentrou suas jogadas, apostando na trica formada por Arroyo, Matheus Pereira e Fagner. Por ali, o atacante chegou finalizar com perigo. Em sobra de escanteio, Lucas Romero também assustou.
A Chapecoense, por sua vez, não abdicou do ataque. Em contra-ataque, o meia Giovanni Augusto foi lançado em profundidade, ganhou na velocidade e tentou encobrir Otávio. A bola passou perto da trave. Depois, Bruno Pacheco cruzou rasteiro na “boca do gol”, mas ninguém do time catarinense complementou.
Em busca de mais vitalidade, Arthur Jorge mexeu no Cruzeiro, colocando Bruno Rodrigues na vaga de Matheus Pereira. Pouco depois, Felipe Morais, Gabriel Rojas e Matheus Henrique substituíram Gerson, Kaique Kenji e Villalba.
As trocas não mudaram tanto o panorama da partida. O Cruzeiro seguia com a bola, mas apostava ainda mais nas jogadas pelos lados, buscando levantamentos na área. Bem postada, a Chapecoense fechava os espaços e buscava algumas espetadas.
No fim, o Cruzeiro criou sua melhor oportunidade, com Arroyo recebendo na pequena e parando em Anderson, que defendeu no reflexo. Esta foi a única finalização cruzeirense na direção certa, o que reflete bem o placar na Arena Condá.
Foto: Reprodução/X/@Cruzeiro



