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Futebol Premier League

Chelsea vence Brighton por 2 a 1 em final tenso e se aproxima de vaga em competição europeia

Nesta quarta-feira (15), o Chelsea foi até o Amex Stadium visitar o Brighton em jogo válido pela penúltima rodada desta edição de Premier League. Os Blues tinham a difícil missão de tentar garantir uma vaga na Conference League (se o City for campeão da FA a vaga vira de Europa League) para tentar salvar uma temporada conturbada e confusa. Os visitantes fizeram bonito e em um jogo muito movimentado e venceram por 2 a 1. Os gols de Palmer e Nkunku selaram o placar, no que foi final dramático.

Com o final da Premier League se aproximando, Chelsea, Newcastle e Manchester United disputavam a última vaga de competição europeia. Os Blues e os Magpies chegaram a esta rodada com 57 pontos cada, enquanto o United chegou com 54. Ao mesmo tempo que o Chelsea encarava o Brighton, décimo colocado, via seus rivais na briga se enfrentarem em Manchester. A vitória do Chelsea e a derrota do Newcastle garantiram o sexto lugar para a equipe de Londres e a vaga na Conference na próxima temporada. O Chelsea não vencia quatros jogos seguidos desde outubro de 2022.

Cole Palmer resolve

Ambas as equipes chegaram para o jogo com pensamentos parecidos, apesar de temporadas decepcionantes, de forma diferente para ambas. Finalizar a temporada em alta seria importante para a continuidade de dos trabalhos de De Zerbi e Pochettino; o primeiro, após ótima temporada inaugural, se viu barrado em uma chuva de lesões e caiu na falta de experiência de sua equipe em uma temporada mediana; já o segundo, que também conta com um elenco muito jovem, enfrentou dificuldades devido a investimentos equivocados em um elenco mal montado, sofrendo ao longo de toda a temporada.

Desta forma, as equipes chegaram para o jogo com esperanças e isto nos resultou em um belo jogo. O Chelsea, apesar de jogar fora de casa, dominou o primeiro tempo e conseguiu controlar o estilo de jogo diferente do Brighton. Este último, por sua vez, teve dificuldades na criação, enquanto o goleiro Berbruggen enfrentava dificuldades para defender os ataques dos Blues, como o bom chute de Madueke aos 5 minutos e o chute de Palmer aos 12. O Chelsea reclamou muito de um pênalti marcado aos 15 minutos, porém foi anulado pelo VAR.

O jogo ficou muito travado em faltas, sendo 17 na primeira etapa. O Brighton não conseguia ter posse, e o Chelsea aproveitava. Após muitas tentativas, o destaque do ano dos Blues, Cole Palmer, marcou o primeiro gol aos 35 minutos, após uma bela jogada iniciada por ele mesmo. Gallagher trabalhou com Cucurella, que cruzou da esquerda para Palmer cabecear para o gol, abrindo o placar. Infelizmente, Mudryk se machucou após uma disputa de bola e teve que sair ainda no primeiro tempo.

Em um final de primeiro tempo controlado, deu tempo ainda de João Pedro cabecear uma bola na trave do Chelsea após defesa de Petrovic, e os 9 minutos de acréscimos pela paralisações eram um bom presságio para o que viria na segunda etapa, com a crescente necessidade dos visitantes de ganhar o jogo, no momento que o Newcastle perdia para o United fora de casa.

Drama até o final

Apesar do Brighton não disputar mais nada na temporada, a equipe queria se despedir de sua torcida com chave de ouro. No segundo tempo, o time mandante foi superior ao Chelsea, impondo seu ritmo e estilo de jogo desde a defesa. Enquanto isso, o Chelsea parecia preocupado com o jogo do United contra o Newcastle.

Com o avanço do Brighton, que apertava o Chelsea, abriu-se espaço para contra-ataques, e nisso, a equipe de Pocchettino é especialista. Nkunku, logo aos 2 minutos, perdeu uma grande chance; João Pedro quase fez um golaço ao fintar metade da zaga, porém, foi parado pela defesa antes de chutar. Aos 10 minutos, Lamptey encontrou Pascal Gross sozinho na área, mas ele finalizou para fora, perdendo uma grande oportunidade.

A chance de Gross acordou o senso de urgência do Chelsea, que foi buscar o segundo gol com Nkunku aos 19 minutos da segunda etapa após bela jogada de infiltração de Gusto, que entrou na área com muito espaço e tocou rasteiro para o meio da área, achando o jovem que só escorou rasteira para a direita do gol, ampliando o placar e criando uma boa vantagem. Com 2 a 0 no marcador, o torcedor do Chelsea respirou aliviado, mas ao mesmo tempo, o United levou o empate e o Newcastle voltou a se aproximar na tabela.

O Brighton tentava atacar em bloco, porém tinha dificuldades e errava passes básicos, não conseguindo criar grandes oportunidades. Apesar dos 63% de posse de bola no segundo tempo, as chances do Brighton surgiram apenas após os 34 minutos, com um chute defendido de Barco, e aos 38, com um cruzamento de Barco que ninguém conseguiu finalizar.

Após uma jogada no meio-campo aos 40 minutos, João Pedro acabou atropelando e pisando em cima de Reece James, que revidou chutando o brasileiro. Após análise do VAR, o árbitro expulsou Reece James. Com um a menos, o Chelsea trocou Jackson por Thiago Silva, formando uma linha de três zagueiros.

A partir daí, os mandantes pressionaram. Adingra acertou a trave aos 48 minutos, e o Brighton continuou levando perigo à área do Chelsea, que se defendia bem, impedindo finalizações. Aos 52 minutos, João Pedro cruzou rasteiro para Welbeck diminuir o placar. Apesar da pressão do Brighton, o Chelsea conseguiu segurar a vitória.

Análise do jogo

É possível dizer que ambas as equipes decepcionaram na temporada, mesmo que de forma diferentes. No entnto, hoje não foi o caso: os dois times tiveram momentos de destaque no jogo, seja no bom primeiro tempo do Chelsea ou o interessante segundo tempo de um seguro Brighton. Os londrinos, com uma maior necessidade devido à briga por uma vaga em competições europeias, buscaram mais o resultado. A expulsão de Reece James ajudou os mandantes a pressionarem bastante e por pouco não empataram. Em resumo, venceu aquele que estava mais necessitado do resultado.

 

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