O Enzo Fernández está fora dos próximos dois jogos do Chelsea, mas não por lesão. O motivo é disciplinar. Segundo o técnico Liam Rosenior, o argentino “cruzou uma linha” ao comentar publicamente sobre seu futuro no clube. Após a eliminação na Champions League, Enzo afirmou, em entrevista ao canal internacional ESPN, que não sabia se permaneceria em Stamford Bridge na próxima temporada. A fala caiu mal internamente.
A punição de Enzo Fernández

Contratado em janeiro de 2023 por 107 milhões de libras — valor recorde no futebol inglês —, o meio-campista soma 161 jogos pelos Blues, mas agora vive um momento de tensão fora de campo.
Rosenior confirmou que o jogador foi cortado tanto do duelo contra o Port Vale, pelas quartas da FA Cup, quanto da partida contra o Manchester City, pela Premier League.
É decepcionante. Não tenho nada contra o Enzo, mas uma linha foi cruzada em relação à cultura que queremos construir. A decisão não é só minha. Diretoria e elenco estão alinhados. A porta não está fechada, mas é uma sanção. Precisamos proteger o grupo. — pontuou o treinador
Contexto do Chelsea é explicável, mas sem cabimento
Para Rosenior, o contexto ajuda a explicar. Mas não justifica. Entre os dias 11 e 21 de março, o Chelsea acumulou quatro derrotas seguidas, incluindo a eliminação diante do Paris Saint-Germain, com um pesado 8 a 2 no agregado.
“Não é o ideal. Viemos de um período muito duro de resultados, talvez o mais difícil da minha carreira” — completou
O clima interno também respingou em outro nome do elenco. O lateral Marc Cucurella mencionou a possibilidade de retornar ao Barcelona, embora depois tenha recuado e reafirmado seu compromisso com o clube inglês. O treinador revelou ainda que teve uma conversa de cerca de 30 minutos com o espanhol e acredita que ele seguirá totalmente comprometido com o projeto.
Desde que assumiu o comando em janeiro, Rosenior soma 10 vitórias em 19 jogos, com sete derrotas e dois empates. Atualmente, o Chelsea ocupa a sexta colocação na Premier League, a seis pontos do Aston Villa, que fecha o G-4.
Créditos da foto de capa: Reprodução/The Sun