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Chelsea sente falta de João Pedro e não para de sofrer gols

O Chelsea vive um momento de preocupação neste início de temporada sob o comando de Xabi Alonso. A derrota por 3 a 0 para o Brentford, na última sexta-feira (18), fora de casa, pela quinta rodada da Premier League, voltou a expor as dificuldades defensivas da equipe e também evidenciou o impacto da ausência de João Pedro no setor ofensivo. De acordo com a análise da BBC Sport, o atacante brasileiro vinha sendo uma das principais referências do time, mas uma lesão no joelho o deixou fora do confronto e reduziu a capacidade dos Blues de criar e finalizar.

Do mesmo modo, João Pedro havia começado a temporada em grande fase entre os titulares do Chelsea. Em quatro partidas disputadas nesta atual edição da  Premier League, o brasileiro acumulava três gols e três assistências, sendo o jogador com mais participações diretas em gols na competição antes da rodada. Sua importância, porém, vai além dos números. O atacante vinha construindo uma boa conexão com Cole Palmer e Morgan Rogers, além de oferecer mobilidade, capacidade de criar oportunidades e presença constante na área adversária.

Sem o brasileiro, Xabi Alonso escalou Danny Welbeck como referência no ataque. O experiente atacante teve dificuldades para participar do jogo contra o Brentford e foi substituído aos 71 minutos, depois de registrar apenas 17 toques na bola. A diferença em relação a João Pedro ficou evidente, principalmente porque o Chelsea encontrou problemas para transformar posse de bola e circulação em chances claras. Sem o brasileiro entre os titulares, a equipe perdeu alternativas para acelerar as jogadas e também teve dificuldade para dar profundidade ao setor ofensivo.

O problema, entretanto, não está limitado ao ataque. O Chelsea também continua sofrendo gols em uma frequência que dificulta a construção de uma sequência positiva. Com os três gols sofridos diante do Brentford, o time chegou a 12 gols concedidos nas cinco primeiras rodadas da Premier League, uma das marcas defensivas mais preocupantes naquele momento. A fragilidade voltou a aparecer em momentos decisivos, expondo falhas de organização e aumentando a pressão sobre Xabi Alonso, que precisa encontrar rapidamente soluções para estabilizar o sistema defensivo da equipe.

A situação do Chelsea se torna ainda mais relevante quando analisada em uma perspectiva mais ampla. A equipe londrina ainda não conseguiu terminar uma partida de Premier League sem sofrer gols nessa sequência inicial, enquanto a derrota para o Brentford ampliou para 21 jogos consecutivos no campeonato sem um clean sheet, segundo a Reuters. O resultado também representou o terceiro jogo seguido sem vitória dos Blues, deixando ainda mais evidente a necessidade de ajustes no sistema defensivo e de maior consistência para evitar novos tropeços.

As bolas paradas também são motivo de atenção. O Chelsea sofreu 23 gols nesse tipo de jogada desde o início da temporada passada, mais do que qualquer outro clube da Premier League no período. Contra o Brentford, o primeiro gol nasceu justamente de um escanteio, com Jaidon Anthony marcando de cabeça aos 61 minutos. Levi Colwill reconheceu que a defesa esteve abaixo do necessário e destacou a necessidade de evolução coletiva. Para o zagueiro, a equipe precisa corrigir rapidamente esses problemas e ganhar maior segurança.

Ao mesmo tempo, Xabi Alonso vem promovendo diversas mudanças no elenco. O treinador já utilizou 11 estreantes na temporada, incluindo Mahdi Nicoll-Jazuli, que se tornou o primeiro jogador de 16 anos a atuar pelo Chelsea na Premier League, além de Jordan Henderson, contratado para acrescentar experiência ao meio-campo. As escolhas do treinador espanhol mostram a tentativa de encontrar uma formação capaz de equilibrar juventude, intensidade e experiência, mas o processo ainda não produziu a consistência esperada.

Nesse cenário, a ausência de João Pedro ganha ainda mais importância. O brasileiro não explica os problemas defensivos do Chelsea, mas sua participação na construção pode aumentar a pressão sobre os adversários e gerar novas oportunidades. Convocado recentemente para a seleção brasileira, acabou cortado dos amistosos contra Austrália e Índia por causa de uma lesão. Xabi Alonso, portanto, terá dupla missão durante a pausa internacional: recuperar a produção ofensiva e corrigir as fragilidades atrás. O retorno do atacante ajudará, mas não resolverá sozinho as deficiências coletivas.

Foto: Getty Images

Como o Chelsea vem enfrentando fragilidades na defesa e no ataque no início da temporada 2026/27

O início da temporada 2026/27 colocou o Chelsea diante de um contraste que preocupa Xabi Alonso: a equipe possui recursos para marcar gols, mas ainda não encontrou o equilíbrio necessário para transformar seu potencial ofensivo em resultados consistentes. Depois das vitórias sobre Fulham e Brighton, os Blues passaram a encontrar maiores dificuldades na Premier League e chegaram à pausa internacional após a derrota por 3 a 0 para o Brentford. O resultado expôs novamente limitações defensivas e aumentou a pressão por uma reação na retomada do campeonato.

A principal questão no ataque é a importância crescente de João Pedro. O brasileiro iniciou a campanha como uma das peças mais relevantes do sistema de Xabi Alonso, participando diretamente das principais ações ofensivas. Nas quatro primeiras rodadas da Premier League, acumulou três gols e três assistências, além de ter marcado e contribuído com um passe decisivo nas vitórias contra Fulham e Brighton. Sua influência rapidamente ganhou peso no funcionamento do setor, tornando sua ausência ainda mais significativa para uma equipe que busca maior consistência na temporada.

A importância do atacante ficou ainda mais clara quando ele não esteve disponível contra o Brentford. Pela primeira vez na temporada, o Chelsea terminou uma partida sem marcar. Danny Welbeck ocupou a posição do brasileiro, mas a equipe perdeu mobilidade e capacidade de incomodar a defesa adversária. Cole Palmer e Morgan Rogers continuaram como referências técnicas, porém o funcionamento coletivo não apresentou a mesma fluidez.

Na defesa, o problema é mais antigo. O Chelsea sofreu 12 gols nas cinco primeiras partidas da Premier League e chegou a 21 jogos consecutivos na competição sem terminar uma partida sem sofrer gols. A sequência recente também chama atenção: foram sete gols concedidos nos últimos três compromissos pelo campeonato. Contra o Brentford, a equipe conseguiu competir durante o primeiro tempo, mas perdeu organização depois do intervalo e sofreu três gols.

No entanto, Xabi Alonso reconheceu que a equipe precisa apresentar maior consistência durante os 90 minutos. Levi Colwill também admitiu que ainda existe muito trabalho pela frente e ressaltou a necessidade de evolução coletiva do setor defensivo. O treinador terá de encontrar uma maneira de fazer o Chelsea manter concentração e intensidade durante toda a partida.

O cenário ocorre em uma temporada na qual o Chelsea não disputa competições europeias, o que proporciona mais espaço para Xabi Alonso trabalhar ajustes táticos, recuperar fisicamente os jogadores e integrar os novos nomes do elenco. Ainda assim, as primeiras semanas indicam que o período adicional para treinamento precisará ser acompanhado por mudanças capazes de melhorar o equilíbrio da equipe. A pausa internacional surge como uma oportunidade para reorganizar setores, corrigir falhas recorrentes e preparar o grupo para uma sequência mais exigente na retomada da Premier League.

O desafio dos Blues é encontrar uma maneira de manter a força ofensiva sem depender excessivamente de João Pedro e, principalmente, construir uma defesa capaz de sustentar os resultados. O empate por 2 a 2 com o Hull City já havia exposto essa contradição: o Chelsea somava 18 gols marcados em seis partidas de todas as competições, mas continuava oferecendo espaços e oportunidades aos adversários. A produção no ataque era positiva, porém a vulnerabilidade defensiva impedia que esse desempenho se transformasse em maior regularidade.

Agora, a pausa internacional oferece a Xabi Alonso uma oportunidade para reorganizar o Chelsea. A possível volta de João Pedro poderá devolver criatividade e presença ofensiva, mas a prioridade será fazer com que a equipe deixe de transformar praticamente toda partida em um teste de resistência. O começo da temporada mostrou que o ataque possui recursos, enquanto a defesa ainda precisa encontrar maior estabilidade.

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Será que o Chelsea ainda terá que enfrentar a dependência de João Pedro nos próximos jogos?

A questão sobre a dependência de João Pedro no Chelsea tende a permanecer nos próximos jogos, especialmente depois da derrota por 3 a 0 para o Brentford. O atacante brasileiro havia iniciado a temporada como uma das principais referências ofensivas da equipe, com três gols e três assistências nas primeiras quatro rodadas da Premier League. Em setembro, também recebeu o prêmio de melhor jogador da competição em agosto, reforçando seu protagonismo e aumentando a expectativa sobre seu retorno ao time após a lesão sofrida.

A ausência contra o Brentford mostrou que o Chelsea ainda precisa desenvolver alternativas capazes de manter a produção ofensiva quando João Pedro não está em campo. A equipe havia marcado dez gols nas quatro primeiras partidas do campeonato, mas ficou em branco diante do Brentford. A dificuldade para criar chances claras expôs uma dependência que pode voltar a aparecer caso o atacante ainda não esteja totalmente recuperado nos próximos compromissos.

Ao mesmo tempo, seria incorreto atribuir todos os problemas do Chelsea à ausência do brasileiro. A equipe também enfrenta uma dificuldade coletiva para proteger a própria área. Após a derrota para o Brentford, os Blues chegaram a 12 gols sofridos em cinco partidas da Premier League e completaram 21 jogos consecutivos na competição sem terminar uma partida sem sofrer gols.

Por isso, os próximos compromissos serão importantes para observar como o Chelsea consegue funcionar sem depender exclusivamente de João Pedro. Cole Palmer, Pedro Neto, Morgan Rogers e as demais opções ofensivas terão de assumir maior responsabilidade na criação, enquanto Xabi Alonso precisará encontrar maior equilíbrio defensivo.

Assim, João Pedro continuará sendo uma peça importante para o projeto, mas o desafio do Chelsea será transformar sua presença em um diferencial, e não em uma condição indispensável para que o ataque funcione. Ao mesmo tempo, a equipe precisará solucionar suas fragilidades defensivas para que o retorno do brasileiro possa contribuir para um time mais equilibrado e competitivo.

(Foto: Getty Images)