Carlo Ancelotti na coletiva de imprensa antes do jogo contra o Paraguai, na Neo Química Arena. Foto: Nelson Almeida/AFP — Reprodução. Seleção
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Seleção Brasileira: 5 certezas que podemos tirar da pré-lista de Ancelotti

A menos de uma semana para a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, a pré-lista de 55 nomes enviada por Carlo Ancelotti à Fifa trouxe algumas certezas e pistas claras (ou não) sobre o planejamento do técnico. Com base no que temos acompanhado, a Playmaker Brasil traz as 5 principais conclusões que podemos tirar desta relação e quem pode aparecer na lista final.

5 certezas da pré-lista de Ancelotti na Seleção

1. A “Espinha Dorsal” definida

Para a disputa do Mundial, Ancelotti já teria cinco nomes garantidos na convocação e na titularidade de suas respectivas posições. Esses jogadores são atletas que ele considera essenciais para o seu time e apesar de atuações recentes não tão boas pela seleção em amistosos e na última Copa, recebem do treinador um ‘voto de confiança’ importante para corresponder no grande torneio.

Em meio a uma série de lesões, o goleiro Alisson, do Liverpool, avançou na recuperação e está próximo de voltar para encarar sua terceira Copa consecutiva, sendo o favorito à titularidade da meta canarinha. Finalista da Champions com o PSG, o zagueiro Marquinhos também é considerado outro ‘inquestionável’ no plano de Ancelotti, podendo ir também para a sua terceira Copa do Mundo.

Outra figura de experiência com lugar cativo na seleção é o volante Casemiro, que apesar dos altos e baixos recentes na carreira é tido como o ‘leão de chácara’ do meio de campo brasileiro, e pode ajudar os jogadores mais ofensivos do time como Bruno Guimarães, do Newcastle, e Vinicius Junior, do Real Madrid. A dupla também esteve no último Mundial e na maioria das convocações de Ancelotti desde a sua ascensão ao comando, sendo Vini um protagonista com o técnico quando este comandava o Real Madrid.

2. Neymar na pré-lista, mas… sem garantia de ir

Na contramão das edições passadas quando era considerado o cérebro do grupo, Neymar está na pré-lista e recebe todos os holofotes em torno de sua convocação, porém não é tratado como uma ‘certeza’ entre os 26 jogadores que vão para a Copa. Sem ter sido oficialmente chamado por Ancelotti em nenhuma das convocações feitas pelo técnico desde a chegada dele, o meia-atacante do Santos dependerá de inúmeros fatores, como a condição física, o desempenho e o extracampo.

Tendo marcado um gol e dado uma assistência contra o Bragantino pelo Brasileirão no último domingo, Ney vem pedindo passagem apesar da constante oscilação quando joga partidas seguidas e das ausências, e se vê cada vez mais distante da lista final. Quando questionado e cobrado pela opinião pública sobre chamar o jogador ou não, Ancelotti é bem claro, afirmando que o camisa 10 do Peixe só vai se manter o ritmo, e ele terá apenas mais dois jogos até a convocação do dia 18 para provar que merece ir para sua quarta Copa.

3. A aposta em jovens protagonistas

Mesmo perdendo Rodrygo e Estêvão, o artilheiro do ciclo com 5 gols, Ancelotti não desiste de apostar em jovens atletas assumindo o protagonismo da seleção brasileira. Lesionado na coxa direita desde abril, o ex-Palmeiras pode dar lugar ao ex-colega Endrick, do Lyon, ou para Rayan, joia do Vasco que se transferiu recentemente para o Bournemouth e vem se destacando na Premier League, tendo cinco gols em treze jogos já disputados.

Já Endrick, apesar de não ter sido aproveitado como o esperado quando foi jogador de Ancelotti no Real Madrid, vem mostrando resultados que o credenciam cada vez mais a uma vaga para o ataque da seleção brasileira. Desde que se transferiu para o futebol francês, o jovem atacante vem ficando atrás apenas de Vinicius Junior em gols e assistências entre os nomes do Brasil que atuam na Europa, com oito gols marcados e nove assistências. Tais feitos podem o colocar como favorito a ser chamado daqui seis dias e ser aproveitado no onze inicial canarinho, podendo corresponder e muito ao que se espera.

4. O fortalecimento de nomes que atuam no Brasil

A pré-lista de Ancelotti na seleção revelou também que o comandante está cada vez mais atento ao futebol brasileiro. Clubes como Flamengo, Bahia, Corinthians e Botafogo tiveram jogadores recebendo oportunidades em amistosos, e junto de nomes de Cruzeiro, Palmeiras e Santos figuram entre os 55 lançados na listagem enviada para a Fifa.

Dos mais lembrados, o corintiano Hugo Souza vem brigando com Bento, do Al-Nassr para ser o terceiro goleiro do Brasil junto a Alisson e Ederson, tendo sido ventilado frequentemente para a lista final.

No caso dos atacantes, Pedro, do Flamengo, corre por fora, e luta por um lugar após ser cortado em 2022 por lesão, enquanto Andreas Pereira, do Palmeiras, e Luciano Juba, do Bahia, podem ser ser surpresas no meio e na defesa, deixando claro que o treinador busca um equilíbrio entre a experiência europeia e a intensidade/momento técnico dos jogadores que atuam no Brasil.

5. Fim dos testes e poucas vagas em aberto

O envio da vasta pré-lista de Ancelotti marca uma transição entre o fim dos testes e a subida da ansiedade entre jogadores, imprensa e torcida sobre quem serão os 26 convocados para a Copa do Mundo. E a principal certeza deixada pelo técnico é a de que poucas vagas ainda estão em jogo.

Setores como a lateral e o ataque são os únicos onde a disputa ainda flui de modo rotativo, podendo surpreender a todos que estão acompanhando a reta final da convocação. Dia 18 de maio haverá de ser um marco para o ciclo de Ancelotti rumo a Copa do Mundo, e enfim, iniciar a caminhada pela sonhada sexta estrela.

Foto: Nelson Almeida/AFP