Após derrota para a Inter de Milão na última quarta-feira (25), o River Plate se despediu da Copa do Mundo de Clubes e do meia-atacante Franco Mastantuono, negociado com o Real Madrid. Cria da base de La Banda, o jovem de 17 anos chamou a atenção do gigante espanhol num acordo milionário, e desembarca em solo europeu cercado de expectativas, esperando ser bem aproveitado pelo técnico Xabi Alonso, recém-chegado ao Santiago Bernabéu.
Apesar de eliminado do Mundial em que o River deixou os EUA com uma campanha de uma vitória, um empate e uma derrota, Mastantuono entrou para a galeria de vendas recordistas do clube pelo desempenho em tão pouco tempo no profissional. Mesmo com apenas 10 gols em 62 partidas, a joia se destacava pela habilidade na finalização e no passe, tornando seu jogo criativo e inspirado em craques como Neymar e Julián Alvarez, argentino já radicado no futebol da Espanha e seu companheiro na Albiceleste, pela qual estreou na última Data Fifa.

Negociado por 60 milhões de euros (cerca de R$ 387 milhões), Mastantuono espera chegar à Europa em alto nível e disputando vaga no setor ofensivo do Real, cobiçado também pelo brasileiro Endrick, e por estrelas como Kylian Mbappé, afastado da equipe nessa Copa do Mundo por problemas de saúde. Diante disso, o River Plate tem mais uma promessa vendida para o exterior com renome no futebol local, e a seguir você conhece cinco nomes que passaram pelo mesmo desafio de se firmar no velho continente.
5 “crias” do River vendidos à Europa com grande expectativa
1 – Andrés D’Alessandro

Muito associado pela história no futebol brasileiro ao vestir a camisa do Internacional, D’Alessandro começou na base do River Plate nos anos 1990 e ascendeu ao profissional no começo da década seguinte, defendendo a equipe entre os anos de 2000 e 2003. Negociado inicialmente com o Wolfsburg, da Alemanha, num acordo de 9 milhões de euros, o meia rodou a Europa durante cinco anos até desembarcar em Porto Alegre para se consagrar no Colorado, tendo voltado ao Monumental de Núñez por empréstimo na reta final da carreira, em 2016.
2 – Javier Saviola

Parceiro de D’Ale nas categorias de base do River, Saviola subiu para o profissional de El Millonario antes, e também deixou Buenos Aires mais cedo, tendo sido vendido primeiro para o Barcelona por 35,9 milhões de euros, e depois ao Real Madrid. Campeão de La Liga e da Liga Europa quando emprestado ao Sevilla, o centroavante não tinha a baixa estatura como empecilho para apresentar sua habilidade, e permaneceu no futebol europeu até meados de 2015, quando encerrou sua carreira ao voltar para o clube de origem.
3 – Hernán Crespo

Com status de craque desde o começo no juniores do River, no final da década de 1980, Crespo estreou profissionalmente em 1993 e deixou o futebol argentino três anos depois, quando conquistou a Conmebol Libertadores e fez dois gols na decisão contra o América de Cali. Vendido ao Parma em 1996, o centroavante e hoje técnico do São Paulo acumulou passagens por Lazio, Internazionale, Chelsea e Milan, tendo sido campeão da Premier League e da Serie A, e líder em artilharia do Parma na história, somando 95 gols em 202 jogos.
4 – Ariel Ortega

Alçado ao profissional do River Plate em 1991 pelo técnico Daniel Passarella, Ortega passou cinco anos na equipe e por lá se consagrou com troféus nacionais e a Libertadores de 1996. No mesmo ano, foi negociado com o Valencia, da Espanha, e depois passou por Sampdoria e Parma, pelo qual venceu junto de Crespo a Supercopa Italiana em 1999. Entre idas e vindas da Europa e passagens por rivais além de retornos para o time de origem, o meio-campista encerrou sua carreira em 2012 somando mais de 300 partidas e 88 gols.
5 – Marcelo Gallardo

Considerado um dos maiores treinadores da história do River Plate, Marcelo Gallardo desencantou primeiro como atleta, e durante sete anos em Los Millionarios chamou a atenção pela entrega ao time como meia, se transferindo aos 23 anos para o Monaco, no qual venceu a Ligue 1 e a Supercopa da França. Tendo defendido somente o River em seu país, onde somou mais duas passagens após rodar entre França e Estados Unidos, o hoje técnico teve a oportunidade de comandar Mastantuono no seu início de carreira e utiliza-lo em 45 jogos, em que o jovem se destacou e conquistou sua primeira convocação para a Seleção Argentina, pela qual estreou nas Eliminatórias diante do Chile.
Foto: Steph Chambers – FIFA/FIFA via Getty Images