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Futebol Copa do Mundo

Cinco razões para a Inglaterra sair da Copa de cabeça erguida após queda para a Argentina; confira

A eliminação para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 2026 foi mais um duro golpe para a seleção da Inglaterra. Depois de abrir o placar e ficar muito perto da vaga na decisão, os ingleses sofreram a virada nos minutos finais e viram o sonho do título acabar de forma dolorosa.

O resultado aumenta uma sequência de campanhas que terminaram perto da glória. A Inglaterra foi vice-campeã da Eurocopa em 2021 e 2024, caiu na semifinal da Copa de 2018 e agora volta a parar entre os quatro melhores do Mundial.

Mesmo com a frustração, a campanha deixa sinais positivos para o futuro. Entre jovens talentos, jogadores consolidados e uma base competitiva, a seleção inglesa tem motivos para acreditar que pode voltar ainda mais forte nos próximos torneios.

Kane e Bellingham seguem como grandes referências

Poucas seleções podem se dar ao luxo de contar com dois jogadores disputando a artilharia de uma Copa do Mundo. Harry Kane e Jude Bellingham mostraram, mais uma vez, que continuam sendo os principais nomes da Inglaterra.

Kane chegou ao torneio embalado por uma excelente temporada no Bayern de Munique, na qual manteve uma média impressionante de gols. Na Copa, confirmou o bom momento ao marcar duas vezes na estreia contra a Croácia e balançar as redes outras quatro vezes ao longo da competição.

Bellingham também surpreendeu. Após uma temporada mais discreta no Real Madrid, consequência da recuperação de uma cirurgia no ombro, o meio-campista voltou a mostrar seu poder de decisão em grandes jogos.

Os dois chegam à disputa pelo terceiro lugar com seis gols cada e ainda podem terminar a Copa como artilheiros do torneio, dependendo do desempenho contra a França e dos números de Kylian Mbappé e Lionel Messi, que lideram a corrida com oito gols.

Além dos números, ambos foram decisivos em momentos importantes. Kane marcou dois gols fundamentais contra a República Democrática do Congo, evitando uma eliminação precoce nas oitavas de final. Já Bellingham brilhou diante da Noruega, com dois gols que garantiram a classificação inglesa para a semifinal.

Chegar às semifinais virou rotina

Apesar da dor causada por mais uma eliminação, a campanha reforça uma evolução importante da Inglaterra em grandes competições.

Antes da Copa de 2018, os ingleses não chegavam a uma semifinal de Mundial desde 1990. Da mesma forma, antes da final da Eurocopa de 2021, a seleção raramente conseguia superar as quartas de final nos torneios internacionais.

Agora, o cenário é diferente. A Inglaterra alcançou semifinal ou final em quatro dos últimos cinco grandes torneios disputados, mostrando uma regularidade que poucas seleções possuem atualmente.

O título ainda não veio, mas a equipe deixou para trás o período em que caía precocemente nas competições e passou a figurar constantemente entre os candidatos às fases decisivas.

Esse crescimento aumenta a expectativa para os próximos desafios, principalmente pensando na Eurocopa de 2028, que será disputada em casa.

Equipe mostrou força para superar condições adversas

Além dos desafios dentro de campo, a Copa do Mundo de 2026 também ficou marcada pelas condições climáticas enfrentadas pelas seleções.

Calor intenso, alta umidade, chuvas, tempestades e até partidas disputadas em grandes altitudes fizeram parte da rotina do torneio.

A Inglaterra precisou lidar com diferentes cenários durante sua campanha. Em alguns jogos atuou em estádios cobertos e climatizados, mas também enfrentou partidas em temperaturas elevadas, como aconteceu nas quartas de final diante da Noruega, em Miami.

Outro grande desafio foi o duelo contra o México, no Estádio Azteca. Além da altitude, os ingleses enfrentaram um ambiente extremamente favorável aos donos da casa, considerado um dos mais difíceis do futebol mundial.

Mesmo diante dessas dificuldades, a equipe conseguiu se adaptar rapidamente e mostrou preparo físico e mental para suportar as condições extremas, algo que pode fazer diferença em competições futuras.

Jogadores menos badalados aproveitaram a oportunidade

A convocação de Thomas Tuchel gerou bastante debate antes da Copa do Mundo. O treinador deixou de fora nomes conhecidos da seleção inglesa, como Harry Maguire, Trent Alexander-Arnold e Cole Palmer.

Por outro lado, alguns atletas receberam oportunidades inesperadas e responderam dentro de campo.

Um dos principais destaques foi Djed Spence. O lateral do Tottenham, que viveu uma temporada de altos e baixos no clube, ganhou espaço na seleção e terminou o Mundial bastante elogiado.

Sua atuação contra a Argentina chamou atenção principalmente pela consistência defensiva. Mesmo com a forte pressão dos argentinos nos minutos finais, Spence realizou desarmes importantes e foi um dos jogadores mais seguros da equipe.

Embora jogadores ofensivos normalmente recebam maior destaque, competições desse nível também são decididas por atletas capazes de manter equilíbrio defensivo. Nesse aspecto, a Inglaterra encontrou mais uma opção importante para o futuro.

Nova geração mantém esperança inglesa viva

Outro motivo para o torcedor acreditar está na quantidade de jovens talentos disponíveis para os próximos ciclos da seleção.

É verdade que Harry Kane, atualmente com 32 anos, se aproxima do fim de sua trajetória pela Inglaterra e dificilmente disputará muitas competições internacionais após os próximos anos.

No entanto, a renovação já está em andamento.

Jogadores como Rio Ngumoha, do Liverpool, aparecem como grandes promessas. O atacante chamou atenção em sua temporada de estreia na Premier League e ainda foi eleito o melhor jogador em sua estreia pela Inglaterra, aos 17 anos, em um amistoso preparatório para a Copa.

Ngumoha Liverpool
Foto: Getty Images

Outro nome bastante comentado é Max Dowman, do Arsenal. O meia entrou para a história ao se tornar o jogador mais jovem a marcar um gol na Premier League e também o mais jovem campeão da competição pela Inglaterra.

Além deles, a base atual continua muito jovem. Jude Bellingham, Elliot Anderson, Jarell Quansah, Morgan Rogers e James Trafford têm apenas 23 anos e chegarão à próxima Copa do Mundo, em 2030, com 27 anos, idade considerada por muitos especialistas como o auge físico e técnico de um jogador.

Max Dowman, Premier League, Arsenal
Foto: Divulgação/Getty Images

Antes disso, porém, a Inglaterra ainda terá importantes desafios. A equipe disputa o terceiro lugar da Copa do Mundo diante da França e, na sequência, inicia sua preparação para a Liga das Nações e para a Eurocopa de 2028, competição que será realizada em casa. Com uma geração talentosa e uma base consolidada, os ingleses seguem alimentando o sonho de finalmente voltar a conquistar um grande título internacional.

Foto: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images