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Manchester City deixou De Bruyne sair cedo demais? Confira análise após (mais uma) atuação de gala do craque

Após encerrar sua trajetória no Manchester City, o meia-atacante Kevin De Bruyne vive um dos melhores começos de temporada de sua carreira desde que se transferiu gratuitamente para o Napoli, no último verão europeu. A mudança levanta uma questão inevitável: por que o belga não renovou com os Citizens, especialmente após o clube encerrar 2024/25 sem conquistar títulos, algo inédito na era Guardiola. A debandada de veteranos no elenco do técnico espanhol foi amplamente registrada: nomes como Ederson, Jack Grealish, Ilkay Gündogan e Kyle Walker buscaram novos rumos.

Por outro lado, De Bruyne, apesar de sua importância histórica no Manchester City: 16 troféus e mais de 400 partidas, também foi considerado fora dos planos do treinador. Relutante em sair, o belga acabou deixando o Etihad quando seu contrato expirou, em junho. Hoje, aos 34 anos, o meio-campista comprova que sua autoconfiança estava certa: começou a temporada 2025/26 em estado de graça, marcando dois gols de pênalti na vitória da Bélgica por 4 a 2 sobre o País de Gales, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Somando 11 participações diretas em gols em 12 jogos por Napoli e seleção, oito gols e três assistências, o meia registra um dos melhores inícios de temporada de sua carreira. Apenas em 2019/20 e 2023/24 ele superou esses números nas 12 primeiras partidas. Adaptado rapidamente à Série A, De Bruyne ainda não contabilizou assistências na liga, mas criou o segundo maior número de chances entre os meio-campistas italianos. Seus três gols pelo Napoli o colocam atrás apenas de Christian Pulisic (Milan) e Riccardo Orsolini (Bologna), ambos com quatro, além de figurar entre os jogadores de meio-campo com mais finalizações no campeonato.

Enquanto isso, o Manchester City, sob o comando de Guardiola, faz um início sólido, embora sem brilho — seis vitórias, dois empates e duas derrotas em dez jogos. Uma dessas vitórias foi justamente contra o Napoli, no Etihad, marcando o retorno de De Bruyne, interrompido aos 26 minutos após a expulsão de Giovanni Di Lorenzo. Mesmo assim, o desempenho do belga nesta nova fase deixa claro que ele ainda poderia ser uma peça vital no elenco de Guardiola. Quando comparado aos atuais meias e pontas do City, apenas Jeremy Doku se aproxima de suas estatísticas de gols e assistências.

Fisicamente, De Bruyne parece rejuvenescido. Após duas temporadas limitadas por lesões, apenas 34 jogos como titular na Premier League nesse período, ele já iniciou cinco das seis partidas do Napoli na Série A, ficando no banco apenas uma vez. Além disso, o camisa 17 continua como um dos pilares da seleção belga. Presente em três Copas do Mundo, é um dos poucos remanescentes da lendária “geração de ouro”, ao lado de Romelu Lukaku, seu compatriota de equipe no clube napolitnao.

Após a saída de Roberto Martínez e a breve passagem de Domenico Tedesco, o novo técnico Rudi Garcia optou por Youri Tielemans (Aston Villa) como capitão, explicando que ele “liga a geração de ouro aos novos talentos”. De Bruyne aceitou a decisão com naturalidade — e respondeu da melhor forma possível: cinco gols em quatro partidas sob o comando de Garcia, incluindo os dois diante do País de Gales, que colocaram a Bélgica na liderança do grupo rumo à sua quarta Copa do Mundo consecutiva. Ele completará 35 anos durante o torneio, que será disputado em Canadá, México e Estados Unidos, e tudo indica que ainda não pensa em desacelerar.

Foto: Getty Images

De Bruyne: adeus ao Manchester City e o renascimento no Napoli

Após quase uma década como o cérebro e símbolo do Manchester City, o meio-campista Kevin De Bruyne decidiu encerrar um dos capítulos mais gloriosos do futebol inglês. Aos 34 anos, aceitou o desafio de vestir a camisa do Napoli — trocando a Premier League no auge técnico e emocional por um novo ciclo em sua carreira.

O fim de uma era dourada

Desde que chegou ao City em 2015, vindo do Wolfsburg, o belga se consolidou como a peça central do projeto de Pep Guardiola. Foram cinco títulos da Premier League, uma Champions League e mais de 150 assistências, redefinindo o papel do meio-campista moderno.

Mesmo enfrentando recorrentes problemas físicos, manteve-se decisivo e eficiente. Porém, dentro do Etihad, cresceu o sentimento de que era hora de renovar o elenco e diminuir a dependência de seus veteranos — abrindo espaço para jovens talentos como Phil Foden e Oscar Bobb.

A decisão e os bastidores da saída

Segundo a imprensa inglesa, o Manchester City preferiu não oferecer uma renovação longa, apostando em uma saída amigável enquanto o jogador ainda tinha mercado na elite europeia.

De Bruyne, por outro lado, queria continuar sendo protagonista — e não apenas um ícone simbólico de uma equipe em transição. Nesse cenário, o Napoli surgiu como o destino ideal. O projeto esportivo de Aurelio De Laurentiis e Antonio Conte seduziu o belga, que viu a oportunidade de liderar tecnicamente uma equipe ambiciosa, com liberdade criativa e papel central em uma reconstrução com metas continentais.

Um casamento de estilos

A escolha mostrou-se perfeita. O modelo de jogo do Napoli — intenso, técnico e vertical — se encaixa de maneira natural ao estilo de De Bruyne. O time aposta em movimentação, passes diretos e chegada rápida ao ataque, condições ideais para que o belga exerça sua visão de jogo e liderança.

A cidade de Nápoles, conhecida por sua paixão e energia, também trouxe um novo estímulo emocional ao jogador, contrastando com o ambiente metódico e pragmático de Manchester.

De Bruyne em grande forma

Logo nos primeiros meses de Serie A, o meia mostrou que sua transferência não foi um passo atrás. Com atuações decisivas, gols e assistências, ele manteve o padrão de excelência que o consagrou no futebol inglês, agora com a camisa azul celeste do Napoli.

A imprensa italiana destaca que sua presença “elevou o nível técnico da equipe imediatamente”, além de trazer mentalidade vencedora e experiência internacional a um elenco predominantemente jovem.

Conclusão: uma transição benéfica para todos

Para o Manchester City, a saída de Kevin De Bruyne simboliza o início de uma fase de renovação e adaptação Para o jogador, representa a chance de seguir competitivo e decisivo em outro cenário de elite. E para o Napoli, é a rara oportunidade de contar com um craque mundial ainda em seu auge, capaz de transformar ambição em conquistas reais.

(Foto: Getty Images)