Sem sustos, sem pressa, e com a eficiência de sempre. O Manchester City confirmou o favoritismo e aplicou uma goleada por 6 a 0 sobre o Al Ain, dos Emirados Árabes, nesta segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo de Clubes. Com um time completamente alternativo em relação à estreia, os comandados de Pep Guardiola dominaram a partida do início ao fim e garantiram a classificação para as oitavas de final.
Com o resultado, o City chega a seis pontos, 100% de aproveitamento, e decide a liderança do grupo na última rodada contra a Juventus. Já o Al Ain, sem nenhum ponto conquistado, entra em campo apenas para cumprir tabela diante do Wydad Casablanca.
O jogo
O cenário já era previsto: um gigante europeu contra uma equipe modesta do Oriente Médio. E o Manchester City tratou de confirmar o roteiro rapidamente. Mesmo com uma escalação reserva, com 11 mudanças em relação à estreia, o time inglês controlou o jogo desde o primeiro minuto.
Logo aos **nove minutos**, Gundogan abriu o placar com um toque sutil por cobertura após bela jogada individual. O City, mesmo sem acelerar o jogo, seguia encontrando espaços com facilidade. Aos 27 minutos, Echeverri ampliou em grande estilo ao cobrar uma falta com categoria, sem chances para halid Eisa.
Faltava o de Haaland. Estreando como titular no Mundial, o norueguês marcou o terceiro gol em cobrança de pênalti nos minutos finais do primeiro tempo. Placar justo para um primeiro tempo amplamente controlado, com o Al Ain praticamente inofensivo.
Na segunda etapa, o City manteve a posse de bola e passou a administrar o jogo com inteligência. A equipe não tirou o pé, mas também não forçou jogadas de risco — até que, aos 28 minutos, Bernardo Silva acionou Gundogan com um passe preciso, e o alemão marcou seu segundo gol na partida: 4 a 0.
Nos minutos finais, com mais espaço e diante de um adversário já entregue, o City voltou a acelerar. Bobb marcou o quinto após belo passe de Rodri, finalizando no contrapé do goleiro. E, fechando a conta, Haaland iniciou jogada em combinação com Cherki, que bateu firme para selar o placar: 6 a 0, sem contestação.
Guardiola testa elenco e mantém padrão de excelência do City
Mais do que a goleada, o que chamou atenção foi a facilidade com que o City aplicou o placar mesmo com um time completamente diferente do habitual. Guardiola optou por rodar o elenco, poupando todos os titulares da estreia, e ainda assim sua equipe manteve os mesmos princípios: posse de bola, controle territorial e construção paciente das jogadas.
O City teve volume ofensivo o suficiente para fazer ainda mais gols, e o mais notável foi a fluidez coletiva mesmo com nomes menos utilizados. Gundogan, apesar de já não ser titular absoluto, mostrou que segue em plena forma, comandando o meio-campo e sendo decisivo nas infiltrações. Haaland aproveitou a chance como titular e foi cirúrgico, com um gol e uma assistência.
A atuação de jovens como Echeverri e Bobb também merece destaque. O argentino marcou um golaço de falta e demonstrou personalidade, enquanto o norueguês foi premiado com um gol após boa movimentação no ataque. São indícios de que o City tem profundidade no elenco e opções reais para encarar diferentes cenários na temporada.
Defensivamente, o time praticamente não foi exigido. O goleiro Ortega quase não trabalhou, tamanha a inoperância ofensiva do Al Ain. A linha defensiva atuou como se fosse um setor de apoio à construção ofensiva, avançando com tranquilidade e recuperando a bola rapidamente após perdas.
Com seis pontos e a vaga nas oitavas já garantida, o Manchester City encara a Juventus na última rodada para decidir quem ficará com o primeiro lugar do Grupo G. Mesmo com o avanço já definido, a liderança pode ser estratégica, dependendo do chaveamento da fase final.
O Al Ain, por sua vez, apenas cumpre tabela contra o Wydad Casablanca. Com duas derrotas e 10 gols sofridos, a equipe dos Emirados Árabes encerra sua participação com pouco a comemorar.
Para o City, a Copa do Mundo de Clubes segue dentro do script. O time mostra foco, rodagem de elenco e uma capacidade assustadora de manter alto nível competitivo independentemente da escalação. Se continuar assim, o título pode ser uma questão de tempo.
(Foto: Alex Grimm/Getty Images)