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Olimpíadas

Falando de reabilitação, COI se pronuncia sobre atleta holandês de vôlei de praia condenado por estupro

Neste sábado (27), o Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou pela primeira vez sobre o atleta holandês Stevan van de Velde, do vôlei de praia, que foi condenado em 2016 por estuprar uma garota de 12 anos de idade. A pedido do próprio atleta, o que foi acatado pelo Comitê Olímpico Holandês, ele ficará isolado do restante da delegação de seu país, não ficando na Vila Olímpica e sequer tendo contato com os órgãos de imprensa durante a competição.

 

Saiba mais sobre o caso que o COI se pronunciou

Em 2014, Stevan tinha 19 anos e viajou até Milton Keynes, no Reino Unido, para conhecer de modo pessoal uma menina de 12 anos, que viu pela primeira vez na internet. Ele a forçou a ter relações sexuais, mesmo sabendo que ela não só era virgem, como também menor de idade. Depois que a garota foi até uma clínica tomar a pílula do dia seguinte, o crime veio à tona.

A identidade da moça não foi revelada a fim de que se preservasse. A condenação do atleta saiu em 2016, a quatro anos de prisão pelo crime de estupro. Na sentença, a juíza Francis Sheridan disse o seguinte:

– Uma criança jovem, ingênua e tola, formou a visão de que você a amava. Na realidade, você só a conhecia na internet, nunca a tinha conhecido antes e tinha plena consciência da diferença de idade. O dano emocional que foi causado a essa criança é enorme. À medida que ela amadurece, ela terá que perceber que você não é o homem legal que ela pensou que você era e esperava que você fosse.

Na coletiva, o representante do COI falou sobre a situação do jogador, afirmando que já foi explicado pelo comitê holandês, e que não está frequentando a Vila Olímpica.

— O atleta nem fica na vila. Sentimos que o comitê nacional já explicou sua decisão. Confortável e feliz, classifique como quiser, mas a posição que eles nos deram está correta e continuaremos com a situação como está.

Quando perguntado se o COI estava feliz e confortável com a participação dele nos Jogos Olímpicos, o representante respondeu que não era correto classificar dessa maneira. Ele afirmou também que mantém diálogo com o comitê da Holanda, e que ele se reabilitou, pois o crime aconteceu há dez anos.

— Deixamos claro que temos mantido longas conversas com o Comitê Olímpico Holandês. Um crime ocorreu há dez anos, muita reabilitação aconteceu e fortes garantias estão em vigor.

(Foto: Getty Images)