Lutas UFC

Colby Covington cita dois nomes para o retorno, mas ele não tem mais moral

Colby Covington revelou dois lutadores com quem ele está interessado em lutar na sua próxima luta no UFC. Como sabemos, “Chaos” é um lutador bastante controverso no mundo das artes marciais mistas. Embora seja talentoso, a maneira como ele construiu sua reputação não agrada a muitos fãs, principalmente pelas bobagens que costuma falar.

Apesar disso, Covington sabe como atrair as pessoas, mesmo que pareça estar se encaminhando para os últimos anos de sua carreira. O americano já havia falado sobre quem ele quer enfrentar, após estar afastado desde dezembro, mas até o momento, nada foi confirmado.

Em uma entrevista recente, Colby Covington deu mais uma atualização sobre o que pode acontecer com ele. “A luta contra o Paddy Pimblett me interessa muito porque, em Miami, ele estava falando merda, falando besteira nos bastidores… Ele disse em uma entrevista outro dia que o médico dele disse que ele teve insuficiência hepática por ter cortado para 70 kg.”, disse Covington.

“Cara, sobe uma categoria de peso. Vem para 77 kg. Por que você está sendo um valentão, Paddy? Você é um vagabundo. Você é um ‘gimmick’. Você é um fodido, com sotaque inglês e esse corte estilo tigela, é a única razão pela qual as pessoas te conhecem. Então, vamos lá, Paddy, e se eu não conseguir o Paddy, talvez o Gilbert Burns.”, seguiu.

“Tenho conversado com o Hunter Campbell e estamos pensando em outubro e novembro. Talvez novembro no Garden. Mas, seja lá o que o Hunter e o UFC decidirem, estarei pronto. Se precisarem me empurrar para dezembro no evento da T-Mobile, dezembro em Las Vegas parece uma boa opção.”, concluiu.

Covington não está em posição de decidir e a chance por Pimblett é nula

Colby Covington sempre foi um nome de destaque no UFC, seja por sua habilidade dentro do octógono ou, talvez ainda mais, pelo seu personagem fora dele. Mas o tempo em que “Chaos” podia escolher adversários e ditar os rumos da categoria meio-médio parece ter chegado ao fim, e ele parece ser o único que ainda não percebeu isso.

A realidade é dura: Colby perdeu três de suas últimas quatro lutas. A mais recente, um nocaute brutal sofrido diante de Joaquin Buckley, selou não apenas mais um revés, mas também um recado claro ao americano: o tempo de falar mais alto que os resultados acabou.

Buckley, apesar de em ascensão, não era visto como um top contender da divisão. Ainda assim, dominou Covington de forma enfática, expondo fragilidades físicas e técnicas que antes eram mascaradas por seu ritmo intenso e wrestling sufocante. A derrota acendeu um alerta vermelho sobre o futuro do ex-desafiante ao cinturão.

Colby Covington bateu boca com Paddy Pimblett nos bastidores do UFC 314
Colby Covington bateu boca com Paddy Pimblett nos bastidores do UFC 314 (Imagem: Montagem UFC)

Mesmo assim, Colby segue se comportando como se estivesse no topo. A luta sugerida contra Paddy Pimblett é uma tremenda maluquice. Pimblett é um peso leve ainda em construção, buscando uma chance de ouro no topo da sua divisão. Lutar contra Colby, nos meio-médios, é algo que simplesmente não faz sentido esportivo, nem para o inglês, nem para o UFC.

Já o nome de Gilbert Burns soa mais plausível. Ambos tem rivalidade, vêm de derrotas e estão em momentos similares de carreira. No entanto, até mesmo nesse cenário, Colby chega com muito menos crédito, pois Durinho está muito mais ativo.

A verdade é que Covington não tem mais o prestígio para “escolher” adversários. O personagem polêmico, que outrora garantia manchetes e vendia pay-per-views, perdeu força. A idade avança, o cartel recente pesa, e as novas gerações chegam com mais fome e menos paciência para respeitar quem vive do passado.

Se quiser prolongar sua carreira em alto nível, Colby precisa se adaptar à nova realidade: aceitar lutas mais arriscadas, entender que hoje ele é caça, não mais caçador, e, principalmente, deixar que seu desempenho fale mais alto do que suas provocações.

Caso contrário, o futuro de “Chaos” pode ser uma despedida silenciosa, longe dos holofotes que ele tanto lutou para conquistar e que hoje já não consegue mais justificar com o que mostra dentro do cage.

(Imagem de capa: David McIntyre-USA TODAY Sports)