Viktor Gyokeres, Sporting
Futebol Premier League

Gyokeres chegou! Como o Arsenal jogará com o sueco em campo?

O Arsenal, enfim, confirmou a contratação de Viktor Gyokeres após semanas de negociações intensas com o Sporting. O atacante sueco assinou contrato de cinco anos com os Gunners e será apresentado oficialmente como o quinto reforço da janela de transferências. A chegada de Gyokeres, no entanto, representa muito mais do que um novo nome no elenco: é uma mudança de perfil e de postura no ataque de Mikel Arteta.

Desde a saída de Aubameyang e o uso de opções alternativas como Gabriel Jesus, Havertz e Nketiah, o Arsenal não contava com um camisa 9 clássico, de imposição física, técnica e mental. Agora, com Gyokeres, esse espaço é preenchido por um jogador que marcou nada menos que 97 gols em 102 jogos pelo Sporting. A expectativa é que ele assuma imediatamente a titularidade e seja a peça que faltava para transformar boas campanhas em títulos.

Um novo comando no ataque dos Gunners

A principal função de Gyokeres será clara: ser o finalizador de um time que já cria em abundância. Com Odegaard, Saka e Martinelli produzindo chances a cada rodada, o que faltava era alguém capaz de transformar volume ofensivo em gols decisivos. E é exatamente isso que o sueco oferece. Forte, móvel, técnico e agressivo, ele é o tipo de centroavante que pressiona a saída adversária, briga com zagueiros e finaliza com eficiência — exatamente o que Arteta buscava.

Sua chegada não apenas preenche uma lacuna, como também altera a dinâmica ofensiva da equipe. Com Gyokeres fixando mais a marcação e dando profundidade, Saka e Martinelli terão mais liberdade para flutuar e buscar o 1v1, enquanto Odegaard encontrará mais espaços para acelerar o jogo entrelinhas. A movimentação do sueco, que vive girando entre os zagueiros e atacando o espaço, abre novas possibilidades táticas para Arteta.

A nova espinha dorsal do Arsenal

No desenho que Arteta planeja para a temporada 2025/26, o Arsenal terá David Raya como goleiro titular, mesmo com a chegada de Kepa Arrizabalaga, e uma defesa sólida com Jurrien Timber na lateral direita, Lewis-Skelly na esquerda, e a dupla Saliba e Gabriel Magalhães no centro. A base defensiva se mantém forte, com a adição de juventude e profundidade nas laterais — e, como sempre, construção desde a defesa será fundamental.

No meio-campo, o reforço de Martin Zubimendi dá ao Arsenal o equilíbrio que o time por vezes careceu na temporada anterior. O espanhol será o primeiro volante, protegendo a defesa e liberando Declan Rice e Martin Odegaard para serem mais agressivos na pressão e construção. Rice, aliás, deve atuar de forma mais híbrida, com liberdade para chegar à área, enquanto Odegaard continuará sendo o principal articulador ofensivo, flutuando por dentro e se conectando diretamente com Saka e Gyokeres.

Saka e Martinelli: mais espaço para brilhar

Com Gyokeres como referência, é provável que tanto Bukayo Saka quanto Gabriel Martinelli alcancem níveis ainda maiores de protagonismo. O inglês continuará sendo a principal válvula de escape do time pela direita, enquanto Martinelli terá uma função mais agressiva de infiltração pelo lado oposto. A profundidade do sueco empurra a defesa adversária para trás, o que beneficia os pontas e cria situações ideais de superioridade numérica no terço final.

A disputa por posição com jogadores como Noni Madueke, que chegou para oferecer versatilidade nas pontas, e até mesmo com Kai Havertz, será intensa. Mas não há dúvidas de que, com Gyokeres como 9, o trio titular do ataque está bem definido.

Kai Havertz perde espaço, mas segue útil

Desde que chegou do Chelsea, Havertz foi constantemente elogiado por Arteta, mas sua função no time sempre gerou debate. Embora ofereça inteligência tática e versatilidade, faltava a ele o instinto matador de um verdadeiro centroavante. Com a chegada de Gyokeres, o alemão deve perder a vaga no XI inicial, mas continuará sendo importante como coringa ofensivo, podendo atuar tanto como meia mais adiantado quanto como falso 9, dependendo da necessidade.

A formação ideal dos Gunners com Gyokeres

O novo Arsenal de Arteta deve começar os jogos com a seguinte formação:
Raya no gol; Timber, Saliba, Gabriel e Lewis-Skelly na defesa; Zubimendi como primeiro volante, com Odegaard e Rice como interiores; e o trio de ataque formado por Saka, Gyokeres e Martinelli. É um time mais direto, com mais presença de área e, acima de tudo, com um atacante que transforma chances em gols — algo que o Arsenal vinha pedindo há tempos.

Uma peça final para buscar títulos de verdade

O Arsenal está em um estágio de maturidade em que o desempenho já não basta. Após bater na trave na Premier League e na Champions League, o clube precisava de um diferencial ofensivo para romper as defesas mais sólidas e os jogos mais apertados. Gyokeres chega com esse status. Ele não é uma promessa, é uma realidade. E agora terá a missão de provar que sua explosão em Portugal pode ser replicada na liga mais exigente do mundo.

Se a adaptação for rápida — e Arteta conseguir encaixá-lo sem comprometer a fluidez coletiva —, o Arsenal terá, enfim, uma referência confiável no comando de ataque. Com elenco fortalecido, estrutura mantida e um técnico cada vez mais respeitado, os Gunners entram na temporada 2025/26 prontos para brigar de igual para igual com qualquer gigante europeu. E com Gyokeres no comando, o sonho de encerrar o jejum de grandes títulos pode, finalmente, virar realidade.