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Como Mourinho e o Benfica surpreenderam o Real Madrid? Confira

No dia 28 de janeiro de 2026, no Estádio da Luz, em Lisboa, o treinador do Benfica, José Mourinho protagonizou uma das páginas mais surpreendentes e emocionantes da temporada europeia ao conduzir os Encarnados a uma vitória histórica por 4 a 2 sobre o Real Madrid. O confronto, marcado por intensidade máxima e um desfecho absolutamente improvável, garantiu aos Encarnados uma vaga nos playoffs da UEFA Champions League e empurrou o colosso espanhol para a fase preliminar do torneio — um cenário que poucos imaginavam antes do apito inicial naquela noite de meio de semana.

Desde os primeiros minutos, ficou evidente que o Benfica não entrava em campo apenas para resistir à pressão do adversário. A equipe portuguesa impôs ritmo alto, postura ofensiva e personalidade. Mesmo após sofrer o gol inaugural de Kylian Mbappé, os donos da casa reagiram de forma imediata e contundente. Andreas Schjelderup foi decisivo ao empatar e virar o marcador ainda no primeiro tempo, enquanto Vangelis Pavlidis ampliou a vantagem antes do intervalo ao converter uma cobrança de pênalti. Do outro lado, o Real Madrid, apesar de reunir algumas das maiores estrelas do futebol mundial, encontrou dificuldades diante dos Encarnados agressivos, móveis e dispostos a não recuar.

O que já seria uma vitória marcante ganhou contornos épicos nos acréscimos da partida. Em uma cobrança de bola parada, o goleiro Anatoliy Trubin foi para a área adversária e, de cabeça, marcou o quarto gol benfiquista — um acontecimento raríssimo para um arqueiro e um lance que selou não apenas o placar, mas o destino das duas equipes na competição. Classificado pelo próprio Mourinho como um momento “histórico”, o gol colocou o Benfica entre os 24 clubes que seguem vivos na Champions League e manteve aceso o sonho europeu dos Encarnados.

O peso do resultado transcende os números do marcador. Para José Mourinho, treinador conhecido por campanhas memoráveis no futebol europeu e por embates táticos emblemáticos, superar o Real Madrid — clube que comandou entre 2010 e 2013 — adiciona uma carga emocional especial ao feito. O triunfo em Lisboa devolveu prestígio internacional ao Benfica, fortaleceu a confiança de atletas como Schjelderup e Pavlidis e demonstrou a capacidade do grupo de reagir sob extrema pressão e aproveitar cada oportunidade criada.

Para o Real Madrid, a derrota para o Benfica teve impacto imediato e severo nesta quarta-feira. Maior campeão da história da UEFA Champions League, o clube espanhol desperdiçou a chance de avançar diretamente às oitavas de final e foi obrigado a disputar os playoffs, algo incomum para uma equipe acostumada a decidir o torneio. Além disso, as expulsões de Raúl Asencio e Rodrygo comprometeram ainda mais o desempenho madrilenho nos minutos finais do confronto no Estádio da Luz.

A surpresa, portanto, não se resume ao resultado final, mas também à maneira como ele foi construído. O Benfica venceu com ousadia, resposta rápida aos momentos adversos, controle emocional e um lance improvável que entrará definitivamente para a história do clube. Fiel ao seu estilo pragmático, Mourinho soube incutir em sua equipe a convicção necessária para enfrentar um adversário de orçamento e currículo muito superiores, provando que, em noites decisivas, coragem, organização e audácia podem subverter qualquer lógica pré-estabelecida.

Foto: Getty Images

Após surpreender o Real Madrid, o Benfica agora chega forte para os playoffs da UEFA Champions League?

O Benfica avança para os playoffs da UEFA Champions League com moral elevado e expectativas renovadas após protagonizar uma das noites mais marcantes da atual temporada europeia. Na última quarta-feira (28), diante de um Estádio da Luz em ebulição, os Encarnados construíram uma virada memorável ao derrotar o Real Madrid por 4 a 2, resultado que assegurou a permanência da equipe portuguesa no torneio continental e reacendeu o projeto europeu sob a liderança de José Mourinho.

A reação começou ainda no primeiro tempo. Após sair atrás no placar com um gol de Kylian Mbappé, o Benfica respondeu com personalidade: Andreas Schjelderup balançou as redes duas vezes, e Vangelis Pavlidis converteu um pênalti para colocar os anfitriões em vantagem antes do intervalo. Na segunda etapa, mesmo com o Real Madrid reduzido a nove jogadores nos minutos finais, o time lisboeta manteve o controle emocional e soube administrar o jogo nos momentos decisivos.

O instante mais simbólico da partida ficou reservado para o último lance. Em uma cobrança de falta, o goleiro Anatoliy Trubin avançou à área adversária e marcou de cabeça o quarto gol benfiquista, confirmando a vitória e a classificação. Além do impacto emocional, o gol garantiu ao clube português a 24ª colocação na classificação geral — a última dentro da zona de acesso aos playoffs da competição.

Com esse triunfo, o Benfica não apenas superou um dos maiores clubes do futebol mundial, como também transformou completamente seu cenário na Champions League. A vitória sobre o Real Madrid, que terminou a fase de liga na nona posição e também disputará os playoffs, representa um marco importante na temporada europeia do clube e reforça a confiança para os desafios que virão.

A atuação em Lisboa evidencia um claro crescimento coletivo, impulsionado pelo planejamento tático e pela gestão emocional implementados por Mourinho. Reconhecido por extrair o máximo de suas equipes em jogos de alta pressão, o treinador português mantém vivo o sonho de uma campanha mais longa na competição.

A classificação coloca o Benfica diante de possíveis confrontos de altíssimo nível, com a chance de enfrentar clubes como Internazionale, Juventus, Real Madrid, Atlético de Madrid, PSG ou Borussia Dortmund no sorteio dos duelos de ida e volta. Do ponto de vista esportivo, avançar aos playoffs significa a oportunidade de alcançar as oitavas de final, elevar o prestígio internacional e assegurar receitas importantes. Psicologicamente, vencer um gigante em um jogo tão dramático fortalece a crença de que o grupo pode competir em igualdade com qualquer adversário.

Assim, embalado por uma vitória histórica e por um gol improvável de seu goleiro, o Benfica entra nos playoffs não apenas como participante, mas como uma equipe determinada a surpreender novamente e a sonhar alto na principal competição de clubes da Europa.

Foto: AFP/Getty Images

De quase eliminado a classificado: como o Benfica passa a enfrentar os gigantes de igual para igual na UEFA Champions League

O Benfica vive, nesta edição da UEFA Champions League, uma transformação que vai além da tabela. Em poucos dias, o clube saiu de um cenário de quase eliminação para a classificação aos playoffs, impulsionado por uma vitória épica sobre o Real Madrid no Estádio da Luz. Mais do que o resultado, chama atenção a mudança de postura: o Benfica deixa de se ver como coadjuvante e passa a se comportar como um adversário capaz de competir com qualquer potência europeia.

Essa virada está diretamente ligada ao trabalho de José Mourinho. Experiente em noites decisivas da Champions, o treinador resgatou no elenco encarnado características que marcaram suas equipes ao longo da carreira: solidez tática, agressividade controlada e, sobretudo, confiança emocional. A vitória sobre o Real Madrid foi construída menos pela superioridade técnica e mais pela atitude. Mesmo em desvantagem inicial, o Benfica manteve sua estrutura, pressionou alto, reagiu rapidamente e explorou com inteligência as fragilidades do rival.

Essa postura revela uma mudança profunda na mentalidade do grupo. Durante a fase de liga, a equipe alternou momentos bons e ruins e chegou à rodada final sob enorme pressão. Em vez de adotar uma postura conservadora, assumiu riscos, atacou e buscou o controle do jogo. O gol de Trubin nos acréscimos simboliza esse espírito coletivo: um time que não aceita passivamente o destino e luta até o último segundo.

Dentro de campo, o crescimento técnico também é evidente. Schjelderup e Pavlidis assumiram protagonismo em um confronto de altíssimo nível, demonstrando que o elenco tem qualidade para enfrentar defesas de elite. O meio-campo apresentou intensidade na marcação e velocidade nas transições, enquanto a defesa resistiu à pressão de jogadores como Mbappé nos momentos mais delicados. Não foi um triunfo ocasional, mas fruto de uma atuação consistente.

Nos playoffs, o grau de exigência aumenta. Os confrontos passam a ser decididos em 180 minutos, e qualquer erro pode ser fatal. Ainda assim, o Benfica chega fortalecido por algo que vai além dos números: a convicção. A vitória sobre o Real Madrid não garante avanços futuros, mas muda completamente a percepção — tanto dos adversários quanto do próprio clube.

Mourinho sabe que, em mata-matas europeus, o fator psicológico pesa tanto quanto o tático. Sua experiência em duelos eliminatórios é um trunfo valioso para um elenco jovem, que agora carrega uma memória recente de superação. Essa bagagem emocional pode fazer a diferença diante de equipes mais experientes e com orçamentos muito superiores.

Além disso, a classificação impacta diretamente o ambiente interno. A torcida volta a acreditar, a diretoria vê o projeto ganhar legitimidade e os jogadores atuam com mais ambição e menos pressão. O Benfica deixa de jogar apenas para permanecer e passa a jogar para avançar.

Assim, de quase eliminado a classificado, o Benfica constrói uma nova identidade europeia. Já não é apenas um representante tradicional de Portugal na Champions League, mas um time que provou, em campo, que pode encarar os gigantes do continente de frente — e desafiá-los sem receio.

(Foto: Getty Images)