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Conheça Valente, o ítalo-holandês que estreou pela Holanda

Há um italiano na Holanda que vem chamando cada vez mais atenção. Mais exatamente, um jogador ítalo-holandês: nascido em Groningen, ele herdou o passaporte italiano do pai, natural de Roma. E seu nome pouco lembra algo neerlandês: Luciano Valente, meia ofensivo do Feyenoord, contratado junto ao Groningen neste verão por pouco menos de dez milhões de euros. Nascido em 2003, seu desempenho vem sendo tão convincente que despertou o interesse do técnico da Itália, Gennaro Gattuso, mas o jogador decidiu representar a Laranja Mecânica nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Convocado pela seleção principal da Holanda, o técnico Ronald Koeman lhe deu a chance de estrear nos minutos finais contra a Lituânia — decisão que impediu o comandante italiano de tentar levá-lo à Azzurra. A relação de Valente com a Itália, no entanto, vai além do documento: ele costuma se deliciar com pratos italianos, valoriza fortemente a família e passa boa parte das férias em solo italiano. Entre seus sonhos está atuar na Série A; o pai o fez torcedor da Lazio e, até dias antes do confronto entre Itália e Holanda, o jovem não escondia por qual lado seu coração batia. Agora, os holandeses o acolhem com entusiasmo.

Jogador versátil, Valente atua preferencialmente como meia ofensivo, mas nesta temporada já foi utilizado como meio-campista central e, por vezes, como ponta em esquemas com três atacantes. Soma 15 jogos entre Eredivisie, UEFA Champions League e fases preliminares da Europa League, com um gol contra o PSV e duas assistências. Antes de estrear pela seleção principal — entrando no lugar de Xavi Simons na vitória por 4 a 0 sobre a Lituânia — ele passou pelas seleções de base tanto da Itália quanto da Holanda.

Entre 2021 e 2022, disputou quatro partidas pelos times sub-19 e sub-20 italianos. Três anos depois, ganhou espaço como titular da Holanda na Euro 2025, torneio vencido pela Inglaterra após eliminar os holandeses nas semifinais. Gattuso monitorava o jogador, mas Koeman foi mais rápido, dando seguimento ao trabalho iniciado pelo treinador da seleção sub-21 da Holanda, equipe pela qual marcou quatro gols e deu uma assistência em oito jogos, entre Euro e amistosos. Agora, Luciano Valente tem a chance de disputar sua primeira Copa do Mundo, que acontecerá no Canadá, Estados Unidos e México.

Foto: Getty Images

Da Itália para a Holanda: a decisão de Valente nas Eliminatórias para a Copa de 2026

O meio-campista Luciano Valente, nascido em Groningen de pai italiano e mãe holandesa, já havia vestido a camisa azzurra nas categorias sub-19 e sub-20. Contudo, em 2025, tomou um caminho diferente: passou a integrar a seleção sub-21 da Holanda, tendo papel importante no Europeu Sub-21. Mesmo mantendo laços afetivos com a Itália, o jogador sempre deixou claro que também sonhava com a Oranje: “posso jogar pela Holanda, mas se a Itália me chamasse primeiro, eu pensaria”, disse, gerando discussões nos dois países.

Depois de mudar-se para o Feyenoord em 2025, seu rendimento cresceu ainda mais. Sob a orientação de Robin van Persie, evoluiu em leitura de jogo, criatividade e disciplina tática — características que convenceram a comissão técnica da Holanda a apostar nele.

A consagração: convocação e estreia pela seleção holandesa

Em novembro de 2025, Valente recebeu sua primeira convocação para a seleção principal da Holanda, para uma partida válida pelas Eliminatórias da Copa. Pouco depois, fez sua estreia oficial entrando no segundo tempo contra a Lituânia — um momento simbólico que encerrou, de forma definitiva, qualquer dúvida sobre qual seleção defenderia.

A imprensa italiana reagiu de imediato: diversos veículos lamentaram o que chamaram de “oportunidade perdida” para a FIGC, considerando o potencial do meio-campista. Para a Holanda, em contrapartida, Valente representa mais uma peça valiosa no processo de renovação, especialmente por seu perfil moderno no meio-campo.

Impacto e significado da escolha

A decisão de Valente reflete um fenômeno cada vez mais comum no futebol globalizado: atletas com dupla nacionalidade optando por seleções que oferecem melhor projeto, perspectiva de evolução e valorização.

Do ponto de vista holandês, garantir Valente foi um acerto estratégico. A Oranje já perdeu talentos binacionais para outras seleções, e sua convocação reforça a competitividade do setor de meio-campo.

Para a Itália, por outro lado, fica a reflexão: mesmo com Valente mantendo a porta aberta, sua ascensão no futebol holandês expôs a necessidade urgente de monitorar e integrar jovens com dupla cidadania, evitando perdê-los para rivais.

Em suma, Luciano Valente consolidou-se na seleção neerlandesa após, na prática, deixar para trás a possibilidade de defender a Itália. Sua trajetória — das bases italianas ao brilho no Feyenoord e, finalmente, à convocação para a Holanda — simboliza as complexas escolhas de identidade, oportunidade e ambição no futebol internacional.

Foto: Getty Images

Valente firma-se entre os titulares da Holanda e acende o alerta na Itália rumo a 2026

A recente convocação de Luciano Valente para a seleção principal representa mais do que um triunfo pessoal: é um sinal de preocupação para a Itália, que pode ter perdido um talento promissor justamente no momento em que busca reconstrução para a Copa de 2026.

Aos 22 anos, Valente recebeu a confiança de Ronald Koeman nas Eliminatórias europeias. Sua estreia, entrando contra a Lituânia, reforçou sua integração ao elenco e pavimentou o caminho para maior protagonismo.

Na Itália, a reação foi imediata. Apesar de sua origem e vínculo familiar — o pai é italiano — Valente sempre representou a Holanda nas bases. Agora, sua escolha tornou-se definitiva: ao disputar uma competição oficial pela seleção principal, ele encerra qualquer possibilidade de vestir a Azzurra.

Para a FIGC, isso é um duro revés. Especialistas apontam que deixar escapar um jogador desse nível evidencia falhas na gestão de talentos com dupla nacionalidade, justamente quando a seleção italiana mais precisa de renovação.

A situação é ainda mais sensível porque a Itália vive um cenário incerto rumo à Copa de 2026. Tendo ido à repescagem pela terceira vez consecutiva e perdido a vaga direta para a Noruega, perder potenciais titulares para outras seleções se tornou um risco crítico. A ascensão de Valente na Holanda apenas reforça essa fragilidade.

Se Valente se firmar como titular da Laranja Mecânica, poderá assumir papel central no time, tornando impossível qualquer retorno à Itália. A decisão de Koeman mostra-se precisa e estratégica: ao incorporar um jovem talentoso, a Holanda fortalece seu meio-campo e, ao mesmo tempo, impede que a Itália volte a disputá-lo.

Em última análise, a consolidação de Valente na Holanda não é apenas uma conquista individual — é um alerta claro para a Itália, que deixou passar um jogador de enorme potencial no momento mais delicado de sua renovação para a Copa de 2026.

(Foto: Getty Images)