A Inter já projeta há algum tempo o cenário pós-Denzel Dumfries. O lateral-direito holandês planeja deixar os Nerazzurri em 2026, e o clube italiano trabalha para não ser surpreendido. Diversos perfis vêm sendo analisados para o lado direito da defesa, mas nas últimas horas um nome ganhou força significativa: Moris Valincic, atualmente no Dinamo Zagreb. O croata desponta como um dos principais candidatos a herdar a posição na disputa da Serie A e da UEFA Champions League, antes mesmo da Copa do Mundo de 2026, marcada para junho e julho, no Canadá, Estados Unidos e México.
Monitorado pela Inter de Milão para a próxima janela de transferências de janeiro, Valincic nasceu em Rijeka — conhecida na Itália como Fiume — em 17 de novembro de 2002. Ele iniciou sua trajetória no futebol ainda criança no clube de sua cidade natal, onde percorreu todas as categorias de base até o sub-17. Posteriormente, o Dinamo Zagreb decidiu apostar em seu potencial e o integrou às divisões inferiores do clube, embora tenha optado por dispensá-lo alguns anos depois.
O ponto de virada de sua carreira, assim como a redefinição de sua função em campo, aconteceu na temporada 2023/24, quando se transferiu gratuitamente para o Istra 1961. Foi ali que Valincic relançou sua carreira. Na temporada 2024/25, consolidou-se definitivamente como lateral-direito em uma linha defensiva de quatro homens, acumulando 37 partidas, com um gol marcado e duas assistências. Após o bom desempenho no Istra, o Dinamo Zagreb voltou atrás e decidiu contratá-lo em definitivo no verão europeu de 2025.
Sob o comando de Mario Kovacevic, Valincic rapidamente se firmou como titular absoluto. No entanto, durante a partida contra o Vukovar — em uma coincidência que remete à temporada de Dumfries — sofreu uma lesão no tornozelo. Desde então, ficou fora das convocações do técnico Cristian Chivu para os jogos seguintes da Inter, que acompanhava a situação à distância. Era 27 de outubro de 2025, data que marcou, na prática, o fim precoce de sua temporada. Ao todo, foram 14 partidas disputadas e uma assistência somadas entre a Prva HNL e a UEFA Europa League.
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O retorno de Valincic aos gramados está previsto para janeiro, exatamente quando se abre a janela de transferências italiana. Esse timing oferece à Inter a oportunidade de agir rapidamente e antecipar a chegada daquele que pode ser o sucessor de Dumfries. Enquanto isso, o brasileiro Luis Henrique vem sendo utilizado na ala direita nos compromissos mais recentes dos Nerazzurri, cenário agravado pela lesão de Matteo Darmian, que também segue sob cuidados do departamento médico.

Valincic chega à Inter com missão imediata: suprir as ausências de Dumfries e Darmian em janeiro
A Inter de Milão inicia o mês de janeiro diante de um contexto delicado em um dos setores mais exigidos de seu sistema tático: o corredor direito. Com Denzel Dumfries e Matteo Darmian afastados por problemas físicos, a diretoria nerazzurra acelerou seu planejamento e enxergou em Moris Valincic uma solução tanto emergencial quanto estratégica para atravessar um momento decisivo da temporada.
Aos 23 anos, o lateral croata desembarcaria em Milão carregando a responsabilidade de oferecer profundidade, equilíbrio e consistência a um lado do campo fundamental no modelo de jogo da Inter, que depende intensamente da participação dos alas para criar superioridade ofensiva. A urgência do calendário transforma Valincic de um projeto de médio prazo em uma alternativa funcional já em janeiro, exigindo adaptação rápida ao ritmo da Serie A e às exigências táticas do clube.
Formado no futebol croata e lapidado em ambientes competitivos distintos, Valincic construiu sua reputação baseada na regularidade física, boa leitura defensiva e capacidade de apoiar o ataque sem comprometer a recomposição. Esses atributos foram determinantes para a avaliação positiva do departamento de scouting da Inter, que busca um jogador capaz de interpretar o papel híbrido do ala: defender em linha de cinco sem a bola e atacar com agressividade quando a equipe tem posse.
A ausência simultânea de Dumfries e Darmian aumenta a pressão, mas também abre espaço para que Valincic demonstre sua versatilidade. O croata pode atuar como um lateral mais conservador, oferecendo segurança defensiva, ou avançar como ala, explorando cruzamentos e infiltrações — uma flexibilidade considerada essencial em um calendário congestionado e repleto de partidas de alta exigência física.
Internamente, a expectativa é de uma gestão cuidadosa de seus minutos em campo, evitando sobrecarga inicial, mas com confiança suficiente para que o novo reforço assuma responsabilidades desde o primeiro mês. O objetivo é atravessar janeiro mantendo competitividade, padrão de jogo e evitando improvisações que possam comprometer resultados.
Para Valincic, a possível chegada à Inter representa um salto significativo de patamar e um teste imediato de maturidade: substituir, em curto espaço de tempo, dois nomes experientes do elenco. Para o clube, trata-se da oportunidade de colocar à prova, em cenário real, um projeto pensado para o futuro — que, por necessidade, começa no presente.

Mesmo com desfalques, Valincic terá concorrência interna e disputará espaço com Luis Henrique na ala direita da Inter
A iminente chegada de Moris Valincic à Inter de Milão não significa caminho livre rumo à titularidade, mesmo diante das lesões que afastaram Denzel Dumfries e Matteo Darmian. Em um elenco que busca manter o máximo nível competitivo em meio a um calendário apertado, o lateral croata terá de disputar espaço com Luis Henrique, jogador que vem sendo adaptado à ala direita e conquistou a confiança da comissão técnica nas partidas mais recentes.
A ausência simultânea dos dois titulares do setor obrigou a Inter a buscar soluções alternativas, e Luis Henrique surgiu como resposta emergencial. Atacante de origem, o brasileiro passou a atuar pelo lado direito graças à sua velocidade, capacidade de condução e agressividade ofensiva — características que ajudam a preservar a amplitude do time, mesmo fora de sua posição habitual.
Valincic, por outro lado, oferece um perfil diferente. Mais acostumado às exigências defensivas da função, o croata entrega disciplina posicional, leitura tática e maior segurança na recomposição, qualidades valorizadas especialmente em jogos que exigem controle e atenção contra adversários fortes em transições rápidas. A disputa entre os dois reflete não apenas uma competição individual, mas duas interpretações distintas da função de ala.
A comissão técnica trabalha com cenários variados. Em partidas que exigem pressão alta e volume ofensivo, Luis Henrique aparece como opção natural. Já em confrontos que pedem maior equilíbrio defensivo e controle do corredor, Valincic ganha vantagem. A versatilidade de ambos amplia o leque de alternativas e reduz a necessidade de improvisações mais profundas no elenco.
Internamente, a concorrência é encarada de forma positiva. Valincic chega sem o status de titular absoluto, mas com a missão clara de elevar o nível competitivo do setor, enquanto Luis Henrique tenta transformar a improvisação em uma oportunidade definitiva. Com um mês de janeiro decisivo em todas as frentes, a Inter entende que a solução para a ala direita não estará concentrada em um único nome, mas na gestão inteligente dessa disputa.
Assim, mesmo afetada por lesões, a Inter transforma a adversidade em laboratório. Entre a solidez croata e a ousadia brasileira, o corredor direito se consolida como um dos principais pontos de observação do clube neste início de ano.
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