Romário - Copa 94
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Convocação de Copa é com drama! Relembre 3 listas que geraram comoção nacional

Com a Copa do Mundo se aproximando, o técnico Carlo Ancelotti anunciará a convocação da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (18), às 17h (horário de Brasília). Com muitas dúvidas no ar, a disputa por vagas ainda está indefinida. Neste cenário, o que mais gera expectativa é a possível convocação de Neymar, craque que ainda não foi chamado por Ancelotti em nenhuma das listas anteriores do treinador italiano.

A situação, inclusive, não é novidade. Afinal, ao longo da história, muitas convocações do Brasil para a Copa do Mundo foram marcadas por drama e dúvidas envolvendo atletas de destaque, incluindo o próprio Neymar, ainda no começo de sua carreira.

Três convocações para a Copa que geraram comoção no Brasil

O Brasil inteiro pediu Romário em 1994:

Em 1994, quando o Brasil era comandado por Carlos Alberto Parreira, houve muita expectativa em torno da convocação de Romário, que jogava pelo Barcelona, da Espanha. Conquistando o título espanhol naquele ano, o “Baixinho” estava no auge da carreira e marcou seu nome na história do clube catalão.

No entanto, o que fez com que o povo brasileiro clamasse pelo atacante na Copa aconteceu em setembro de 1993. Com a camisa da Seleção Brasileira, o artilheiro confirmou que vivia o grande momento da sua carreira e brilhou em um duelo decisivo contra o Uruguai.

Após tropeços nas Eliminatórias, o Brasil se viu em uma situação complicada na busca pela vaga na Copa do Mundo. Desta forma, com uma lesão de Müller, Carlos Alberto Parreira cedeu e chamou Romário para o confronto contra o Uruguai, que definiria quem ficaria com a vaga direta no Mundial.

E foi a presença do Baixinho que mudou o rumo das coisas. No Maracanã, o atacante provou que era o grande nome daquele grupo. Com dois gols, um de cabeça e outro driblando o goleiro, Romário foi o grande herói do jogo e confirmou o Brasil na Copa de 1994.

Desta forma, o Brasil inteiro pedia Romário na Copa do Mundo de 1994, afinal, o jogador havia provado que era mais do que capaz de fazer a diferença. O restante do roteiro é conhecido por todos: Parreira levou Romário, que foi o grande jogador do Brasil na conquista do tetracampeonato mundial.

Felipão resistiu, e Romário ficou fora da Copa de 2002:

Em 2002, Romário foi mais uma vez o personagem principal da grande discussão envolvendo a Seleção Brasileira, no entanto, com um desfecho diferente de 1994. Com o Brasil comandado por Luiz Felipe Scolari, o país pedia a convocação do Baixinho para a disputa do Mundial, que seria realizado na Coreia do Sul e no Japão, após o artilheiro ter sido deixado de fora da Copa de 98.

Inclusive, a Copa de 98 teve grande peso no apelo do público por Romário. Afinal, a derrota para a França foi acompanhada pela narrativa de que as coisas seriam diferentes se o Baixinho estivesse naquela Copa. Desta forma, a pressão em cima de Luiz Felipe Scolari era enorme.

Nesse cenário, a situação de Ronaldo Fenômeno foi um ingrediente especial no caso, aumentando o sentimento de que Romário precisava estar na Copa. Isso porque, em 1999, o Fenômeno, que defendia a Inter de Milão, sofreu uma grave lesão, rompendo parcialmente o tendão patelar.

Precisando de meses de recuperação, o atleta voltou a campo em abril de 2000. No entanto, com apenas sete minutos em campo, o atacante sofreu uma nova lesão e teve um rompimento completo do tendão. Dessa forma, Ronaldo passou por um período de cerca de dois anos e meio sem atuar.

Com tudo isso, a pressão por Romário era tão grande que até mesmo o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu a convocação do atacante para o torneio da FIFA. No entanto, Felipão, que inclusive teve seu carro cercado por torcedores antes da convocação, não cedeu.

O técnico bancou Ronaldo na Copa do Mundo e deixou Romário fora da lista final, o que resultou em mais uma mágoa na carreira do Baixinho. No entanto, para o Brasil, o desfecho foi positivo. Afinal, Ronaldo protagonizou uma das maiores histórias de superação do futebol, assinando oito gols na Copa, incluindo dois na final, e sendo o grande nome do pentacampeonato.

Neymar, Ganso e Ronaldinho ficaram fora em 2010:

Enquanto em 2026 Neymar vê sua convocação sendo motivo de muitos debates, o jogador passa por um cenário parecido com o que viveu em 2010. No entanto, a diferença é que, na época, os nomes de Paulo Henrique Ganso e Ronaldinho Gaúcho também entravam na discussão.

Após a decepção da Copa de 2006, o Brasil chegava ao Mundial com um elenco consideravelmente mais fraco do que o da edição anterior do torneio. Embora nomes como Kaká e Robinho fossem grandes esperanças da torcida, havia a sensação de que a Seleção precisava de mais atletas capazes de fazer a diferença em campo.

Neste cenário, o Brasil clamava pela convocação de Neymar e Ganso, que tinham 18 e 20 anos, respectivamente. Apesar da pouca idade, os atletas encantavam o país com o futebol praticado no Santos, mostrando muita qualidade. Resolvendo jogos para o Peixe, os jogadores demonstravam ter o necessário para atuar em alto nível na Copa.

Além disso, a torcida brasileira também pedia pela convocação de Ronaldinho Gaúcho, que, na época, defendia as cores do Milan, da Itália. Neste cenário, acreditava-se que os três jogadores poderiam ser o diferencial no grupo brasileiro, trazendo o famoso “futebol arte”.

Se o elenco de 2010 não empolgava, o trio parecia capaz de oferecer um futebol mais ousado, com características que sempre foram marcantes para a Seleção Brasileira. No entanto, apesar da pressão, Dunga, que comandava a equipe nacional, deixou Neymar, Ganso e Ronaldinho fora da Copa do Mundo na África do Sul.

Diferente de 1994 e 2002, quando os desfechos foram felizes para o Brasil, em 2010 o cenário foi de completa decepção. Sem a convocação do trio, a torcida não teve nenhuma consolação. Afinal, o Brasil foi eliminado nas quartas de final do torneio, sendo derrotado pela Holanda por 2 a 1, de virada.

Agora, estamos próximos de descobrir o que acontecerá em 2026. Enquanto atualmente existe pressão tanto pela convocação quanto pela ausência de Neymar na lista, a certeza é de que a escolha de Carlo Ancelotti trará mais um momento marcante para a história da Seleção Brasileira.

Créditos da foto de capa: Getty Images.