John Kennedy Copa do Mundo de Clubes
Futebol Copa do Mundo de Clubes Libertadores

Copa do Mundo de Clubes: quem são e onde estão os heróis que levaram brasileiros ao torneio?

A Copa do Mundo de Clubes não precisou de muito tempo para conquistar o coração do público, ao simplesmente juntar times de inúmeros lugares diferentes do mundo. É claro que, para o nosso país, o Brasil está em evidência. A trajetória e os jogos de Botafogo, Palmeiras, Flamengo e Fluminense terão um impacto maior, uma vontade a mais para serem acompanhados. Entretanto, uma dúvida passa pela cabeça: onde estão os “heróis” que colocaram essas equipes neste interessantíssimo torneio?

Para que os quatro times estivessem presentes na Copa do Mundo de Clubes hoje, precisaram de belas atuações em finais da Copa Libertadores, o que os consagrou com o título e, consequentemente, garantiu um lugar entre as equipes mais fortes dos continentes em questão. E aqui, um fato curioso precisa ser ressaltado: nenhum desses heróis está em ação pelos clubes onde brilharam. E agora, você vai entender tudo isso.

Diferente de outros continentes que participam da Copa do Mundo de Clubes, o Brasil contou com quatro campeões da Libertadores entre 2021 e 2024, Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo, sem precisar utilizar o ranking da FIFA para chamar outro nome.

Copa do Mundo de Clubes sem os “heróis” dos times brasileiros

Palmeiras (2021)

Deyverson Copa do Mundo de Clubes
Foto: Pablo Porciuncula / AFP

 

Para o Palmeiras estar na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes, foi necessário derrubar o Flamengo na final da Copa Libertadores. Diante da principal rivalidade do futebol brasileiro e até sul-americano nos últimos anos, o clube paulista conseguiu vencer o time rubro-negro, que na época era comandado por Renato Gaúcho, pelo placar de 2 a 1, com decisão na prorrogação.

Raphael Veiga abriu o placar com apenas cinco minutos de jogo. A equipe carioca tentou de tudo para empatar e conseguiu apenas aos 72 minutos, com Gabigol. Com o jogo empatado, foi necessário colocar os 30 minutos adicionais da prorrogação. E foi nesse momento que Andreas Pereira cometeu um dos maiores erros da história e permitiu que Deyverson ficasse cara a cara com Diego Alves. Sem vacilar, marcou o segundo gol do Palmeiras, garantiu a vitória por 2 a 1 e carimbou a vaga na Copa do Mundo de Clubes.

O Verdão conquistou a sua terceira Libertadores, teve bons momentos com Deyverson, mas o atacante seguiu caminho. Passou pelo Cuiabá, teve uma bela passagem, depois se juntou ao Atlético-MG e, sem demorar muito, se transferiu para o Fortaleza. Hoje, o centroavante está no Leão do Pici, revezando com Lucero no comando do ataque.

Flamengo (2022)

Gabigol Copa do Mundo de Clubes
Foto: André Durão/ge

 

Depois de ter ficado no “quase” em 2021, o Flamengo chegou à final da Copa Libertadores com um favoritismo absurdo sobre o Athletico-PR. E não deu outra. Diante da expulsão precoce do zagueiro Pedro Henrique, a equipe rubro-negra abriu o placar justamente na cobrança da falta que gerou o cartão vermelho, com Gabigol novamente sendo o nome do gol.

Apesar de não ter sido o herói em 2021, ele fez questão de aparecer de novo. Sempre foi acostumado a decidir. O camisa nove teve uma grande caminhada com o Flamengo, virou um ídolo gigante na história do clube, mas se despediu no fim da última temporada e não teve a chance de defender o time carioca na Copa do Mundo de Clubes.

Atualmente, o camisa nove está no Cruzeiro. Não é titular da equipe de Leonardo Jardim, mas é visto como o 12º jogador. Às vezes, joga como camisa 10 no lugar de Matheus Pereira. Em outras, atua ao lado de Kaio Jorge, com uma função mais “armadora” do que finalizadora.

Fluminense (2023)

John Kennedy Copa do Mundo de Clubes

 

O Fluminense de Fernando Diniz teve uma caminhada ímpar na Copa Libertadores. Deixou para trás adversários de camisa pesada, sem se importar com o tamanho dos oponentes. Cambaleou em alguns momentos, mas parecia escrito que seria campeão. Na final no Maracanã, a equipe tricolor teve o Boca Juniors como rival e abriu o placar com Germán Cano aos 36 minutos.

O time carioca jogava melhor, mas os xeneizes sempre foram uma equipe encardida. E não deu outra: o Boca viu Advíncula acertar um chutaço que nem com dois Fábios no gol seria possível defender. O tempo regulamentar terminou empatado, e a prorrogação se tornou inevitável no clássico Brasil x Argentina.

Aos 80 minutos, John Kennedy entrou no lugar de Paulo Henrique Ganso. No Beira-Rio, ele já havia feito chover, então existia uma certa expectativa sobre ele. Completamente gelado mentalmente, o Urso recebeu um belo passe de Keno e não perdoou: colocou a bola nas redes de Romero. Comemorou tanto que acabou recebendo o segundo amarelo e foi expulso. Hoje, John Kennedy está no Pachuca e até vai disputar a Copa do Mundo de Clubes, mas com outra camisa.

Botafogo (2024)

Luiz Henrique Copa do Mundo de Clubes
Foto: Alejandro Pagni/AFP

 

O último time a garantir vaga na Copa do Mundo de Clubes foi o Botafogo, ao superar o Atlético-MG na final da Libertadores. Esse confronto foi simplesmente mágico para os cariocas e doloroso para quem torce pelo Galo, já que os mineiros jogaram com um a mais desde o primeiro minuto, quando Gregore foi expulso.

Nada disso impediu que Luiz Henrique driblasse o time todo do Atlético-MG e abrisse o placar aos 35 minutos. Depois, Alex Telles ampliou de pênalti aos 44, após uma cabaçada de Guilherme Arana. Eduardo Vargas ainda diminuiu aos 47, mas Junior Santos apareceu aos 97 para fechar o caixão, garantir o título inédito da Libertadores e colocar o Botafogo na Copa do Mundo de Clubes.

Hoje em dia, nem o Jacaré e nem o LH estão em General Severiano. Junior Santos se transferiu para o Galo e Luiz Henrique foi vendido para o Zenit, da Rússia.

Foto: Sergio Moraes/Reuters