Marcos Leonardo Copa do Mundo de Clubes
Futebol Copa do Mundo de Clubes

Copa do Mundo de Clubes: os 5 melhores jogadores das oitavas de final

A Copa do Mundo de Clubes tem entregado tudo o que se espera de um torneio global: confrontos de peso, surpresas históricas e atuações individuais de altíssimo nível. Nas oitavas de final, cinco jogadores foram decisivos para seus clubes, sendo alguns como heróis improváveis, outros como líderes técnicos reconhecidos. Esses jogadores foram os protagonistas da fase e deixaram sua marca em partidas que já entram para a história do novo formato da competição.

Mais do que números, esses atletas mostraram que, mesmo em um esporte coletivo, há momentos em que o talento individual muda o destino de um time — e, por vezes, de todo um torneio.

Confira as 5 melhores atuações das oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes:

1. Jhon Arias (Fluminense)

O Fluminense fez história na Copa do Mundo de Clubes ao eliminar a Inter nas oitavas, e ninguém teve papel mais importante do que o colombiano Jhon Arias. Com uma atuação digna de maestro, ele foi o melhor do jogo mesmo sem marcar gols ou dar assistências.

Arias foi o motor do time tricolor, criando jogadas, invertendo o lado do campo com inteligência e assumindo a responsabilidade nos momentos de pressão. O jornal New York Times o classificou como “a estrela emergente do futebol sul-americano”. E não é exagero. Na maior vitrine do futebol mundial de clubes, Arias provou estar entre os melhores meias do torneio.

2. Marcos Leonardo (Al Hilal)

A eliminação do Manchester City foi o maior choque da Copa do Mundo de Clubes até aqui, e Marcos Leonardo foi o responsável direto por isso. O ex-Santos brilhou com dois gols, incluindo o da classificação na prorrogação, e confirmou a presença da equipe saudita para enfrentar o Fluminense nas quartas.

O camisa 9 do Al-Hilal mostrou sangue frio, movimentação inteligente e poder de finalização. Sua atuação contra o campeão europeu foi não apenas eficaz, mas emblemática: a Copa do Mundo de Clubes revelou ao mundo um jogador que está pronto para os grandes desafios, mas que não havia conseguido isso na Europa.

3. Michele Di Gregorio (Juventus)

A Juventus não conseguiu superar o Real Madrid, mas evitou uma goleada graças a Michele Di Gregorio. O goleiro italiano foi o nome mais seguro da equipe de Turim, com 10 defesas importantes em uma partida de enorme pressão.

Mesmo com a eliminação, Di Gregorio foi eleito o melhor jogador da rodada, e teve uma nota 9.3 no Sofascore. Na Copa do Mundo de Clubes, a atuação de um goleiro pode ser a diferença entre a continuidade e a queda precoce. E, no caso da Juve, sua atuação foi um grito de dignidade técnica diante da superioridade do adversário.

4. Harry Kane (Bayern)

Harry Kane entrou na Copa do Mundo de Clubes com o peso da responsabilidade no Bayern — e correspondeu com sobras. Contra o Flamengo, o camisa 9 fez dois gols e foi o grande nome ofensivo dos bávaros.

O primeiro gol, com apenas nove minutos, desmontou a estratégia rubro-negra, já que a equipe se viu com 2 a 0 no placar. O segundo consolidou o placar e refletiu sua frieza diante do gol. Kane, mais uma vez, mostrou que em torneios de tiro curto como a Copa do Mundo de Clubes, a presença de um artilheiro experiente é diferencial absoluto.

5. Bono (Al Hilal)

Enquanto Marcos Leonardo fazia história no ataque, Bono garantia o milagre defensivo do Al-Hilal. Contra o Manchester City, o goleiro marroquino somou 11 defesas, incluindo uma espetacular, e comandou a retaguarda do time saudita com uma atuação espetacular.

Pep Guardiola, técnico do City, admitiu após o jogo: “Bono foi incrível e impediu que decidíssemos no tempo normal”. Em uma Copa do Mundo de Clubes onde se exige desempenho máximo a cada fase, Bono provou que goleiros também podem ser heróis. Sua performance é, até agora, a mais marcante da posição no torneio.

O que esperar das próximas fases

Com as quartas de final pela frente, o torneio deve seguir oferecendo duelos de alto nível. A pergunta que fica é: quem serão os próximos nomes a brilhar? E, mais importante, quem manterá a consistência até o topo?

Se há algo que a Copa do Mundo de Clubes 2025 já ensinou, é que o protagonismo pode surgir de onde menos se espera, desde que o jogador esteja pronto para o momento.

Foto: Reprodução/Al-Hilal