Viktor Gyökeres, Suécia xTunísia, Copa do Mundo 2026. Foto: Alfredo Lopez/Jam Media/Getty Images
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Viktor Gyökeres, Chris Wood e outros: Copa do Mundo vira o cenário da insurgência dos “grandalhões”

A primeira rodada da Copa do Mundo está próxima do fim. Restam apenas oito partidas para encerrar a jornada inaugural, e apenas um jogo terminou sem gols até aqui.

Em meio a tantos ataques produtivos, um perfil específico de jogador roubou a cena: os centroavantes. Seja marcando, distribuindo assistências ou servindo como ponto de apoio para suas equipes, os chamados “grandalhões” tiveram papel decisivo nos resultados das primeiras partidas do torneio.

Chris Wood, Viktor Gyökeres, Alexander Isak e Cyle Larin estão entre os principais exemplos de uma Copa que começou valorizando um dos personagens mais tradicionais do futebol.

Os “grandalhões” que marcaram a primeira rodada da Copa do Mundo

Canadá, Copa do Mundo 2026
Canadá, Copa do Mundo 2026. Foto: Reprodução/Fifa.com

 

Em um futebol cada vez mais dinâmico, é comum imaginar que o protagonismo esteja concentrado em pontas velozes, meias criativos ou jogadores capazes de ocupar diferentes funções. Ainda assim, a principal missão do centroavante permanece a mesma: decidir partidas.

O primeiro exemplo veio do Canadá. Contra a Bósnia e Herzegovina, Cyle Larin saiu do banco de reservas e precisou de poucos minutos para mudar o panorama da partida. O experiente atacante marcou o gol de empate e mostrou uma eficiência que faltou ao companheiro Jonathan David, mais móvel, mas pouco participativo durante boa parte do confronto.

Alexander Isak, Suécia x Tunísia, Copa do Mundo 2026. Foto: Divulgação/Imago
Alexander Isak, Suécia x Tunísia, Copa do Mundo 2026. Foto: Divulgação/Imago

 

A Suécia apresentou um caso ainda mais interessante. A seleção comandada por Graham Potter apostou em um sistema que reúne dois atacantes de elite: Viktor Gyökeres e Alexander Isak.

A dupla respondeu da melhor maneira possível na goleada por 5 a 1 sobre a Tunísia. Juntos, participaram diretamente de cinco gols. Isak terminou a partida com um gol e duas assistências, enquanto Gyökeres contribuiu com um gol e um passe decisivo.

Antes da estreia, havia dúvidas sobre a viabilidade de um esquema com dois centroavantes. Em campo, porém, a parceria funcionou perfeitamente e já colocou os suecos entre os candidatos a ter um dos ataques mais perigosos do torneio.

Chris Wood, Irã x Nova Zelândia, Copa do Mundo 2026
Chris Wood, Irã x Nova Zelândia, Copa do Mundo 2026 Foto: Frederic J. Brown/AFP via Getty Images

 

Na noite de segunda-feira (15), foi a vez de Chris Wood oferecer uma aula de jogo coletivo. O capitão da Nova Zelândia não marcou no empate por 2 a 2 com o Irã, mas participou diretamente dos dois gols da equipe.

Nos dois lances, Wood exerceu uma de suas principais virtudes: o jogo de costas para a defesa. Servindo como pivô, criou os espaços necessários para Elijah Just balançar as redes duas vezes e garantir um ponto importante para os neozelandeses.

O protagonismo dos centroavantes nesta Copa do Mundo está apenas começando?

A primeira rodada ainda reserva estreias importantes. Nomes como Harry Kane, Cristiano Ronaldo e Marko Arnautovic sequer entraram em campo e podem aumentar a influência dos atacantes de referência nesta Copa do Mundo.

O futebol moderno exige que os centroavantes façam muito mais do que apenas finalizar. Eles pressionam a saída adversária, participam da construção das jogadas e ajudam na recomposição defensiva. Porém, quando a bola chega à área, continuam sendo os jogadores mais preparados para decidir.

A força física, o posicionamento e a capacidade de ocupar espaços seguem sendo diferenciais relevantes, mesmo em um esporte cada vez mais veloz e dinâmico.

Isak, Gyökeres, Wood e Larin já deixaram suas marcas na abertura do torneio. E tudo indica que a lista de protagonistas ainda vai crescer ao longo das próximas rodadas.

Créditos da foto de capa: Alfredo Lopez/Jam Media/Getty Images