A Copa do Mundo de 2026 está chegando. Sediada conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos, os holofotes do planeta voltam novamente para o maior torneio de futebol do mundo. A Copa do Mundo desembarca na América do Norte carregando o peso da última final, que foi disputada no Catar, onde a Argentina conquistou o tricampeonato contra a França nos pênaltis. Nesta partida, Mbappé se tornou o segundo homem na história a marcar um hat-trick em uma final de Copa, enquanto os dois gols de Messi foram o pilar para a consagração dos argentinos.
O cenário das grandes potências mundiais demonstra o tamanho desse torneio. O Brasil continua no topo, isolado como o único pentacampeão, mesmo enfrentando um jejum que dura desde 2002. Logo atrás, Alemanha e Itália aparecem com quatro conquistas cada, com os italianos vivendo o drama de ficar de fora da Copa pela terceira vez seguida. França e Uruguai somam dois títulos, enquanto Espanha e Inglaterra completam a galeria dos campeões mundiais com uma estrela cada. Esses países foram o berço dos maiores artilheiros que o futebol já viu.
Maiores artilheiros da Copa do Mundo
O topo da lista pertence ao alemão Miroslav Klose, com 16 gols. Nomes como Ronaldo, Gerd Muller, Just Fontaine, Pelé e Mbappé possuem médias de gols por partida superiores, mas a longevidade e a consistência de Klose o coroaram. Ele disputou quatro Copas do Mundo, entre 2002 e 2014, em uma era de expansão do torneio, totalizando 24 partidas.
Klose marcou cinco gols em 2002 e mais cinco em 2006, ano em que levou a Chuteira de Ouro jogando em casa. Em 2010, balançou as redes quatro vezes e, em 2014, anotou os dois gols necessários para ultrapassar Ronaldo Fenômeno. O gol do recorde histórico aconteceu de forma emblemática: na goleada por 7 a 1 sobre o Brasil, na semifinal do Mineirão. Klose se despediu da seleção com 71 gols no total e a medalha de campeão do mundo no peito.
Ronaldo Fenômeno ocupa a segunda colocação, com 15 gols em 19 partidas. O brasileiro brilhou em 1998, superou o drama da final em Paris e retornou em 2002 para ser o artilheiro do pentacampeonato com oito gols. Ele ainda balançou as redes em 2006, fechando sua conta. Na terceira posição está Gerd Muller, com 14 gols em apenas 13 jogos.
Os artilheiros das Eliminatórias
Nem só de Copa do Mundo vivem os grandes artilheiros. O processo de classificação exige consistência ao longo de anos, e, neste quesito, um nome sobra com folga.
Cristiano Ronaldo estabeleceu o recorde absoluto de gols em Eliminatórias de Copa do Mundo ao atingir a marca de 41 gols em 52 partidas por Portugal, consolidando seu legado rumo ao torneio de 2026. Com isso, ele superou o antigo recordista Carlos Ruiz, da Guatemala, que marcou 39 gols em 47 exibições, mas nunca conseguiu classificar seu país para a Copa do Mundo. Lionel Messi aparece em terceiro, com 36 gols em 72 jogos de Eliminatórias, seguido de perto por Robert Lewandowski e pelo lendário iraniano Ali Daei, ambos com 35 gols. Vale fazer um destaque especial para Edin Dzeko, que, com seus 31 gols, foi a peça fundamental para carimbar o passaporte da Bósnia para a segunda Copa do Mundo de sua história, em 2026.
Quando somamos os gols das Eliminatórias com os da Copa do Mundo, a vantagem de Klose sobre Ronaldo se expande. O alemão anotou 13 gols nas qualificatórias, somando 29 gols totais no contexto de Copas. Já o brasileiro disputou apenas uma campanha de Eliminatórias, que foi para a Copa de 2006, na qual marcou 10 gols, finalizando sua soma combinada em 25 gols no total.
Recorde inalcançável
Se Klose é o rei da regularidade, o francês Just Fontaine é o dono do maior faro de goleador da história. Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Fontaine marcou impressionantes 13 gols em apenas 6 jogos. Mais de 60 anos depois, ele permanece isolado como o maior artilheiro em uma única edição do torneio.
Ele quebrou o recorde anterior do húngaro Sándor Kocsis, que havia feito 11 gols em 5 jogos em 1954, na Suíça. Em terceiro lugar nessa lista de artilheiros em uma única edição de torneio está Gerd Muller, com 10 gols em 1970. Desde então, nenhum jogador conseguiu atingir a marca de dois dígitos de gols em uma única edição de Copa do Mundo.
A longevidade em Copas
O atacante camaronês Roger Milla é o jogador mais velho a balançar as redes em uma Copa do Mundo. No torneio de 1994, nos Estados Unidos, Milla marcou contra a Rússia com impressionantes 42 anos e 39 dias de idade, quebrando o seu próprio recorde estabelecido quatro anos antes, na Copa da Itália de 1990.
Cristiano Ronaldo também gravou seu nome na história da longevidade em 2022. Ao marcar na estreia de Portugal, com quase 38 anos, ele se tornou o primeiro e único atleta a marcar gols em cinco edições diferentes de Copas do Mundo, sendo elas 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Ele também detém a marca de jogador mais velho a anotar um hat-trick na competição, feito conquistado contra a Espanha em 2018, aos 33 anos e 130 dias.
A jovialidade no torneio
No lado inverso da linha do tempo está Pelé, o jogador mais jovem a marcar em uma Copa do Mundo. O Rei do Futebol tinha apenas 17 anos e 239 dias quando marcou o gol da vitória contra o País de Gales em 1958.
Apenas cinco dias depois, ele destroçou a França ao se tornar o mais jovem a fazer um hat-trick na história do torneio. Para coroar a campanha na Suécia, Pelé anotou dois gols na decisão contra os donos da casa, estabelecendo o recorde de jogador mais jovem em uma final de Copa do Mundo, com 17 anos e 249 dias, marcas que permanecem intactas até hoje. O pódio dos jovens goleadores é completado pelo mexicano Manuel Rosas, que marcou na Copa do Mundo de 1930, e pelo inglês Michael Owen, que brilhou na Copa de 1998 aos 18 anos de idade.
Créditos da foto de capa: Adrian Dennis/AFP



