A fase de grupos da Copa do Mundo chegou ao fim. Desde uma vitória incontestável da Seleção Brasileira até a classificação histórica de Congo, a Playmaker Brasil fez uma análise minuciosa e listou o onze ideal desta terceira rodada.
É válido citar que a escalação foi feita num esquema do 4-3-3 e que nem todos os jogadores estão escalados nas posições em que atuaram em suas seleções. Confira:
Goleiro: Alisson

Muito criticado pela falha contra Marrocos, Alisson compensou com uma atuação muito boa contra a Escócia. Enquanto Vini Jr. e Matheus Cunha garantiam as melhores jogadas na frente, Alisson e Gabriel Magalhães (guarde este nome) foram os grandes destaques na retaguarda.
Em cinco vezes, o goleiro do Liverpool impediu que os escoceses diminuíssem a vantagem — com destaque para a cabeçada de Scott McTominay, nos acréscimos. Foi uma exibição perfeita, que, para além de prover autoconfiança, dá também segurança aos torcedores brasileiros.
Defensores: ‘Santi’ Arias, Ordoñez, Gabriel Magalhães e Douglas Santos

Na nossa linha de defesa, temos o prazer de antecipar que a nossa retaguarda é completamente sul-americana. Nesta rodada, Brasil, Equador e Colômbia foram os pontos altos do nosso continente nesta terceira rodada da fase de grupos da Copa. A começar pela lateral direita — que, inclusive, tem um conhecido dos torcedores do Bahia.
Pela lateral direita, o melhor da posição foi Santiago Arias, da Colômbia. Em um dos melhores jogos da rodada — apesar de ter terminado sem gols —, os colombianos, contra Portugal, desempenharam um futebol extremamente ousado e competitivo. Se Muñoz foi um dos melhores na primeira e segunda fase, ‘Santi’ também não decepcionou e foi muito bem.
Ex-jogador do Bahia e atualmente no Independiente, da Argentina, Arias, por muitas vezes, apareceu no ataque e deu muito trabalho aos defensores portugueses, que não contiveram as ultrapassagens do lateral direito. Foi uma excelente notícia para o treinador Néstor Lorenzo e mostra que a força da Colômbia não está somente nos brilhos individuais de James Rodríguez e Luís Díaz.
Na zaga, temos mais um representante do Brasil: Gabriel Magalhães. O jogador do Arsenal pode ter vindo de uma sequência negativa, mas agora dá sinais de que existe uma melhora significativa. Depois da final da Champions — em que desperdiçou uma penalidade — e também de uma atuação abaixo contra Marrocos, o camisa 3 fez um jogo irrepreensível contra a Escócia.
Ele venceu todos os duelos que disputou, independentemente de ser pelo alto ou pelo chão. Seguindo o exemplo de Alisson, Magalhães também é uma ótima notícia para os torcedores brasileiros e ganhou muita confiança e exibiu o ótimo futebol que o consagrou na Premier League.
Ao lado do brasileiro, está Joel Ordóñez, do Equador. Na vitória impressionante dos equatorianos sobre a Alemanha, por 2 a 1, todos os créditos e agradecimentos devem ser dados em parte a um zagueiro que simplesmente teve 100% de aproveitamento nos desarmes.
Essa foi uma atuação digna de um jogador que pode ganhar muita visibilidade no mercado e atrair o interesse de clubes expressivos. Ordóñez está atualmente no Club Brugge, da Bélgica, e demonstrou todas as qualidades de um zagueiro “xerife”. Certamente, Kai Havertz e Deniz Undav terão pesadelos com o camisa 4 do Equador, pois nenhum dos dois conseguiu produzir perigo com a marcação de Joel.
Fechando o setor de defesa sul-americano, outro brasileiro: Douglas Santos. Frases como “low profile” ou “pouca mídia e bom futebol” são, até então, uma boa síntese do que é a performance do camisa 16 nesta Copa do Mundo. Contra a Escócia, não comprometeu e foi seguro em todas as jogadas pelo setor.
Douglas também é uma das boas caras que apareceram na ‘Era Carlo Ancelotti’ na Seleção Brasileira. Até pouco tempo atrás, as laterais eram uma preocupação da pentacampeã mundial, mas, com Douglas Santos sendo lembrado por ‘Carleto’, esse temor diminuiu e, agora, podemos imaginar um titular incontestável.
Meio-campistas: Bruno Guimarães, De Bruyne e Bellingham

Bruno Guimarães é um dos jogadores que mais foram potencializados sob o comando de Ancelotti na Seleção, e contra a Escócia isso ficou ainda mais nítido. Dono de duas assistências — uma para um dos gols de Vini Jr. e outra para Matheus Cunha —, ‘BG’ foi o meio-campista mais regular do Brasil nesta fase de grupos e teve sua maior exibição contra os escoceses.
Guimarães dominou o meio-campo e relembrou as melhores performances pelo Newcastle. Essa nova face do jogador contradiz muito quando começou a ser convocado para a Seleção e agora, tudo parece estar em seu devido lugar.
Para compor o restante do meio-campo, além de Guimarães, a escolha foi por dois europeus: Kevin de Bruyne e Jude Bellingham. O belga não somente fez uma excelente partida contra a Nova Zelândia, mas também afastou qualquer tipo de discurso que possa abominar os Belgian Red Devils.
Um gol marcado e quatro passes decisivos — ao melhor estilo ‘KDB’ dos tempos de Manchester City. Atualmente no Napoli, a braçadeira de capitão cai muito bem em quem é visto como uma referência técnica e tática, mas que demonstrou, na partida, a bravura e a compostura de quem é um líder. Na Bélgica, isso nunca foi tão visto — até o duelo contra os neozelandeses.
Por fim, o meio-campo é o líder de uma geração inglesa imensamente talentosa. Jude Bellingham pode até não ter tido uma temporada exuberante pelo Real Madrid em 2025/2026, mas, na seleção inglesa, nada disso foi páreo e, nesta fase de grupos, teve uma performance de quem já foi e ainda é considerado um prodígio — o Panamá que o diga.
Ele foi o principal ponto de desequilíbrio do time dos Três Leões ao anotar um gol e uma assistência — justamente para Harry Kane. Neste lance, inclusive, foi feito o que se espera de Jude no meio-campo, como o jogador que leva a bola com qualidade para o centroavante.
Atacantes: Dembélé, Vini Jr., Wissa

No ataque, a briga foi proveitosa para estar no palanque dos melhores. Mas não dá para inventar muito com quem marcou um hat-trick na rodada. Ousmane Dembélé foi quem honrou o prêmio de Bola de Ouro que tem guardado em sua estante e anotou três gols — todos eles com sua marca.
Puxar para a esquerda e arrematar. Essa pode ser a descrição perfeita para um jogador como Arjen Robben, dos Países Baixos — ou Holanda, como preferir —, mas essa também é uma jogada característica do camisa 7 da França, que fez três gols da mesma maneira, contra a Noruega. Por roubar a cena e ofuscar até mesmo as duas assistências de Mbappé na partida, o atacante do PSG é o principal jogador da terceira rodada.
Outro que merece suas creditações devidas é Vini Jr. Ao lado de Matheus Cunha, Vinicius é responsável pelos gols da Seleção Brasileira nesta fase de grupos. Contra a Escócia, mesma situação. Se tem Brasil em campo na Copa do Mundo de 2026, tem gol do camisa 7.
Na grande maioria das jogadas de ataque, Vini Jr. é o mais visado, mas seu papel sem a bola também deve ser destacado. Pressão, ocupação dos espaços e botes precisos: essa é a nova característica do avançado do Real Madrid descoberta pelos brasileiros. Dois gols e novamente recebendo o prêmio de “Melhor em Campo” pela Fifa — pela terceira vez consecutiva.
Para finalizar, Wissa é quem fecha o ataque da seleção da terceira rodada. Se tem uma história desta Copa do Mundo para ser contada na posteridade, essa é da República Democrática do Congo. Classificada para a segunda fase em sua primeira disputa de Mundial, a seleção africana fez seu dever de casa e venceu o Uzbequistão, de virada.
Wissa foi o grande nome da partida. Foi ele quem deu início à reação dos congoleses com um gol marcado de pênalti. Inclusive, o enredo desta partida, pelo lado do Congo, começou e terminou com um tento do camisa 20. Responsabilidade na mente e vaga garantida para os 16 avos de final para enfrentar a Inglaterra — um adversário que o jogador conhece bem, já que atua na Premier League, pelo Newcastle.
Jogos dos 16 avos de final da Copa do Mundo
- África do Sul x Canadá — domingo (28/06), às 16h, no SoFi Stadium.
- Brasil x Japão — segunda-feira (29/06), às 14h, no NRG Stadium.
- Alemanha x Paraguai — segunda-feira (29/06), às 17h30, no Gillette Stadium.
- Holanda x Marrocos — segunda-feira (29/06), às 22h, no Estádio BBVA.
- Costa do Marfim x Noruega — terça-feira (30/06), às 14, no AT&T Stadium.
- França x Suécia — terça-feira (30/06), às 18h, no MetLife Stadium.
- México x Equador — terça-feira (30/06), às 22h, no Estádio Akron.
- Inglaterra x RD Congo — quarta-feira (01/07), às 13h, no Mercedes-Benz Stadium.
- Bélgica x Senegal — quarta-feira (01/07), às 17h, no Lumen Field.
- Estados Unidos x Bósnia — quarta-feira (01/07), às 21h, no Levi’s Stadium.
- Espanha x Áustria — quinta-feira (02/07), às 16h, no SoFi Stadium.
- Portugal x Croácia — quinta-feira (02/07), às 20h, no BMO Field.
- Suíça x Argélia — sexta-feira (03/07), 0h, no BC Place.
- Austrália x Egito — sexta-feira (03/07), às 15h, no AT&T Stadium.
- Argentina x Cabo Verde — sexta-feira (03/07), às 19h, no Hard Rock Stadium.
- Colômbia x Gana — sexta-feira (03/07), às 22h30, Arrowhead Stadium.
Créditos da foto de capa: Franck Fife/AFP

