Corinthians, Lucas Piton
Brasileirão Futebol

Corinthians cobra R$ 8,7 milhões do Vasco por dívida relativa à contratação de Lucas Piton

O Corinthians está cobrando do Vasco uma dívida de 1,5 milhão de euros (equivalente a R$ 8,7 milhões na cotação desta quinta-feira) referente à contratação do lateral-esquerdo Lucas Piton. A diretoria do Timão enviou uma notificação ao Cruz-Maltino sobre o valor em aberto.

Em comunicado oficial, o time paulista afirmou que o clube carioca possui um “valor pendente” a ser pago pela venda do lateral-esquerdo, ocorrida no final de 2022.

O Vasco comprou 60% dos direitos econômicos de Piton por 3 milhões de euros (equivalentes a R$ 17,4 milhões atualmente), valor esse que foi parcelado em seis vezes de 500 mil euros cada. A última parcela venceu em maio de 2024.

No contrato de transferência assinado com o Corinthians, o Vasco também se comprometeu a adquirir mais 20% dos direitos econômicos por 1 milhão de euros quando Piton completasse 50 partidas – marca que ele alcançou no início de 2024.

Durante a cobrança ao Vasco, o Corinthians se comprometeu a transferir cinco das seis parcelas da venda de Piton para a Elenko Sports, empresa de agenciamento de atletas com a qual o clube paulista possui dívidas.

Dessa forma, o Corinthians receberá menos de 20% dos mais de R$ 16 milhões totais da venda. O acordo estabelecia que o Vasco pagaria seis parcelas de 500 mil euros: três em 2023 e três em 2024, mas o Timão realmente ficará apenas com a primeira parcela.

Lucas Piton, ex-Corinthians, hoje do Vasco (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
Lucas Piton, ex-Corinthians, hoje do Vasco (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

Nota Oficial do Corinthians

“Sobre a negociação envolvendo Lucas Piton, o Sport Club Corinthians Paulista vem elucidar que recebeu a primeira parcela do Club de Regatas Vasco da Gama referente à venda do atleta. Posteriormente, em transação envolvendo as demais parcelas, o SCCP realizou acordo junto ao seu credor e junto ao clube do Rio de Janeiro no sentido de utilizar recebimentos futuros para quitar os débitos atuais.”

(Foto: Daniel RAMALHO/VASCO )