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Corinthians: Polícia Civil notifica clube, pede contrato com a Vaidebet e ouvirá intermediário

O Corinthians recebeu na última terça-feira (04) uma notificação da Polícia Civil de São Paulo, endereçada ao presidente do clube, Augusto Melo, com questionamentos sobre o caso de um suposto “laranja” na intermediação do contrato com a VaideBet, que foi denunciado pelo jornalista Juca Kfouri, através do Portal UOL, no dia 20 de maio. 

Em ofício assinado pelo delegado Tiago Fernando Correia, a Polícia Civil faz três pedidos para prosseguir com a investigação preliminar:

  • o contrato com a VaideBet;
  • informações sobre a eventual intermediação da empresa Rede Social Media e Design;
  • o encaminhamento de algum instrumento, como um contrato de intermediação, que formalize a Rede Social Media Design como parte no negócio com a VaideBet.

 

Além do Corinthians, a Polícia Civil vai notificar Alex Cassundé, sócio da Rede Social Media Design, empresa que intermediou o contrato de patrocínio, e Edna Oliveira dos Santos, uma mulher residente na cidade de Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, que segundo a denúncia, seria a dona da Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda, a empresa “laranja”, onde a RSMD supostamente repassou parte do valor recebido em comissão, e que, conforme a reportagem de Kfouri, ela sequer saberia da existência dessa empresa.

O patrocínio máster com a VaideBet foi firmado por três anos no valor de R$ 360 milhões. Até o momento, duas parcelas de R$ 700 mil foram repassadas pelo clube para o intermediário que está registrado no contrato.

 

POSICIONAMENTO DO CORINTHIANS

Em nota enviada ao Globo Esporte.com na última quarta-feira (05), o clube se posicionou confirmando o recebimento da notificação da PC e que irá colaborar com as investigações, concluindo que “o clube é o maior interessado em esclarecer os fatos”. O caso está sob cuidados do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, responsável por casos de lavagem de dinheiro.

Segundo o GE, a apuração ainda está na fase preliminar, com recolhimento de documentos e depoimentos. Somente depois desta etapa, o inquérito pode ser instaurado. A Polícia ainda deve trabalhar por mais duas semanas nesta etapa de investigação.

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