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CR7 na Arábia: muita mídia, nenhum título!

A ida de CR7 para a Arábia Saudita foi um divisor de águas no futebol mundial. Só que, sejamos sinceros, está bem longe do conto de fadas que o português, e boa parte do público imaginava. Um dos maiores da história, eterno candidato aos mil gols, Cristiano Ronaldo resolveu apostar na Ásia para ser o rosto do crescimento da liga local. O crescimento até veio… só que os títulos ficaram de fora da equação. Em três temporadas no Al-Nassr, zero taças levantadas.

Após ser chutado do Manchester United, Cristiano quis dar a volta por cima e escolheu um novo lar: a Arábia Saudita, que, convenhamos, começou a investir como se fosse o Modo Carreira do FIFA com orçamento infinito. A missão? Transformar a liga em vitrine para grandes nomes do futebol global. Spoiler: conseguiram convencer uma galera colocando cifras astronômicas na mesa.

Sadio Mané (ex-Bayern), Milinkovic-Savic (craque da Lazio), Neymar (saindo do PSG) e mais uma penca de jogadores toparam o desafio. Só que, enquanto o Al-Nassr se reforçava, os rivais faziam o mesmo. E aí, amigo, não tem milagre que resolva.

Jorge Jesus, por exemplo, montou uma seleção no Al-Hilal, empilhou recordes e virou referência no futebol saudita. Pena (para CR7) que o Mister estava do outro lado do muro. Enquanto o Al-Hilal voava, o Al-Nassr penava: atuações apagadas no campeonato local, nas copas, nas supercopas, na Champions Asiática… e nada de troféu pro currículo do robozão.

Agora, com a temporada 2024/25 chegando no fim, CR7 ainda mostra disposição, físico em dia e fome de bola. Mas quando o time perde muito e os títulos não aparecem, é natural cogitar uma mudança. Atualmente, o Al-Nassr está oito pontos atrás do líder Al-Ittihad. Ainda dá pra sonhar? Dá. Mas o próximo jogo é aquele famoso divisor de águas.

O time de Pioli enfrenta justamente o Al-Ittihad, de Benzema, que está liderando tranquilo, especialmente após a queda de rendimento do Al-Hilal e a saída de Jorge Jesus. Ou seja, se o Al-Nassr quiser algo mais nesta temporada, é agora ou nunca. Iminentemente essa bucha cai no calo de CR7, será que ele conseguirá ser o diferencial no embate?

O futuro de CR7: mil gols ou nova mudança?

CR7 Al-Nassr
Foto: Reprodução/Twitter

 

CR7 já chegou nos 40, mas não dá sinais de que vai parar. Com contrato até o fim da temporada, ele parece determinado a alcançar a marca dos 1000 gols e, convenhamos, falta pouco. A dúvida é: ele vai seguir na Arábia para isso?

Em termos de desempenho individual, não há o que reclamar: são 108 jogos, 97 gols e 19 assistências pelo Al-Nassr. Números absurdos. Falam que ele carrega o time sozinho, mas com tanto nome de peso ao redor, o mais recente sendo Jhon Durán, ex-Aston Villa e jogador da Seleção Colombiana, essa desculpa já começa a ficar furada.

O problema é outro: por mais que os estrangeiros façam a diferença em campo, o número de jogadores asiáticos obrigatórios acaba limitando o salto de qualidade da liga. Salem Al-Dawsari, do Al-Hilal, é um baita jogador e exemplo de talento local, mas é exceção, não regra.

Se CR7 quiser voltar a ganhar títulos grandes e mostrar que ainda pode competir no mais alto nível, talvez esteja na hora de mudar de ares. Pode ser uma volta à Europa, uma aventura nos Estados Unidos (quem sabe reencontrar Messi?) ou até mesmo outro destino exótico. Se a prioridade for manter a forma, bater recordes e continuar balançando redes, renovar com o Al-Nassr não é um mau negócio.

Mas uma coisa é certa: a história ainda não acabou. E com Cristiano Ronaldo, nunca dá pra descartar um último capítulo épico.

Foto: Getty Images