Nesta quarta-feira (4), o Cruzeiro recebeu o Palmeiras pelo Brasileirão. O jogo teve os portões fechados, por preocupação com a segurança dos torcedores. As torcidas organizadas das duas equipes são rivais e, em outubro, um cruzeirense foi morto em emboscada em São Paulo. Para Cássio, o mais correto era contar apenas com a torcida da casa:
“É dar os parabéns para a CBF por não ter torcida. Queria ver se seria a mesma coisa se o jogo fosse lá. Uma falta de respeito com a torcida do Cruzeiro. Têm pessoas experientes, com boa mentalidade, que poderiam ter chegado a um acordo. Se fosse ao contrário, não gostaria que a torcida do Cruzeiro fosse lá, pelas coisas que aconteceram. Era um jogo muito importante. Era jogo para ter 40, 50 mil pessoas, mas ficamos sem torcida.”
O Governo de Minas Gerais havia pedido por torcida única na partida. No entanto, a CBF determinou que o confronto entre os clubes seria com os portões fechados. Segundo a entidade, a decisão foi para manter a igualdade, já que, na partida em São Paulo, houve a presença das duas torcidas.
Cássio criticou Anderson Daronco
O segundo gol do Palmeiras veio de cobrança de falta e, para Cássio, o lance não deveria ter sido marcado. Na jogada, Estêvão caiu após contato com Lucas Silva e o mesmo bateu a falta, marcando um golaço.
“Achei que não foi falta aquele lance ali. Foi um lance normal. Um árbitro como o Daronco, que deixa o jogo rolar, dar aquele tipo de falta… o Estevão é rápido, mas veio se jogando sobre nosso defensor.”
O gol de empate veio de erro do próprio Cássio, que deixou a bola passar por baixo de seu corpo em chute de Maurício. No primeiro tempo, o goleiro havia sido o herói do Cruzeiro, com oito defesas, segurando o empate.
(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)