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Cruzeiro é condenado em R$18 milhões para empresários de Dedé

Nesta quarta-feira (24), a Sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou o Cruzeiro ao pagamento de R$ 18.065.750 para o grupo de empresários que participou da contratação do zagueiro Dedé no ano de 2013.

Essa ação foi iniciada em agosto de 2021 com pedido inicial do rupo de empresários em relação à cláusula indenizatória na faixa dos R$330 milhões, mas o valor final acabou ficando muito abaixo do esperado. Com a correção monetária, o valor pode chegar ao total de R$33.139.137,95.

A Justiça considerou os pedidos da empresas empresas D.I.S, GT Sports Assessoria Esportiva, da EAS Agência de Atletas e de Marcos Vinícius Secundino. Cabe ressaltar que cabe recurso para as duas partes, pois o grupo de empresários sinalizou que irá recorrer para buscar um valor maior, enquanto o Cruzeiro deve recorrer para contestar a condenação.

Além disso, a Justiça também considerou que existe um “grupo econômico” formado pela associação e pela SAF comandada por Ronaldo Fenômeno. Desta forma houve a definição dos 50% de cada uma, das custas e das despesa dos processo, considerando também todos os honorários dos advogados responsáveis pela defesa dos empresários.

Conclusão do juiz Lucas Generoso

“Verifica-se que assiste razão à parte autora, sendo que o objeto da CRUZEIRO ESPORTE CLUBE – SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL é a administração de todo o patrimônio da ré relativo à atividade de futebol, o qual inclusive foi a ela transferido, sendo que a própria ré admite em sua manifestação que o objeto da SAF é a administração do seu departamento de futebol. Assim se depreende a configuração do interesse integrado, da efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta de ambas as pessoas jurídicas.”

Dedé chegou ao Cruzeiro em 2013

A cobrança é do Grupo D.I.S e da GT Sports, além dos empresários Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton, envolvidos na aquisição dos direitos econômicos de Dedé em 2013, ano em que o atleta desembarcou no Cruzeiro. Cabe ressaltar que as empresas não possuem relação com o jogador e seus representantes.

No momento da contratação houve a divisão dos direitos com o zagueiro tendo direito a 9% dos direitos econômicos com o gruo D.I.S, enquanto outros 3% ficariam com o Villa Rio. No entanto, houve uma nova divisão dos direitos posteriormente com a D.I.S assumindo 51,91%, 6,5% para a GT Sports, 30,5% para Marcos Vinícius e 11,09% para o empresário Giscard Salton.

Imagem: Divulgação

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