Palmeiras
Futebol Brasileirão

Contra o Cruzeiro, Palmeiras aciona CBF para não ter torcida única em Minas Gerais

O Palmeiras acionou, nesta terça-feira (19), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) através de ofício em defesa do clube após o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (NOVO), pedir torcida única no confronto com o Cruzeiro, pela penúltima rodada do Brasileiro, no Mineirão.

O documento, assinado pela presidente Leila Pereira, sugere que a entidade determine a alteração do local da partida para uma cidade de outro estado, caso o governo de Minas Gerais entenda não possuir estrutura e efetivo policial para garantir a presença de torcedores do Palmeiras no jogo.

O pedido do vice-governador, revelado na segunda-feira (18), se deve à briga registrada no final de outubro, em uma possível emboscada de integrantes de organizadas do Palmeiras contra os do Cruzeiro. Houve cerca de 150 pessoas envolvidas. Um torcedor cruzeirense morreu e outras 17 pessoas ficaram feridas no confronto próximo a um pedágio na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo.

“Fizemos pedidos aos responsáveis que o jogo seja de torcida única. Se isso não for atendido, que, infelizmente, não somos nós que tomamos essa decisão, nós vamos judicializar, para impedir que a torcida do Palmeiras frequente o estádio” – disse o vice-governador de Minas Gerais.

O Palmeiras, porém, terá caráter decisivo na partida, porque disputa o título brasileiro, a quatro pontos do líder Botafogo, e entende que não pode ser penalizado esportivamente por um crime ocorrido em uma rodovia sem ligação com as partidas do clube.

 

PALMEIRAS RESSALTA RECEPTIVIDADE COM CRUZEIRENSES E ROMPIMENTO COM TO’s

Na nota, o Palmeiras ainda reforça à CBF que recebeu o Cruzeiro com presença de torcida no Allianz Parque no primeiro turno da Série A e que, caso seja impedido de contar com seus torcedores, o “princípio da isonomia (igualdade) será ferido”.

O Verdão é rompido com as organizadas, e a presidente chegou a obter medida protetiva contra os líderes da Mancha Alviverde após sofrer ameaças. Em agosto, líderes da organizada invadiram a Academia de Futebol na tentativa de conversar com os jogadores e o técnico Abel Ferreira, mas não acessaram as partes internas.

(Foto: Marcos Ribolli/GE)