Rodrigo De Paul, Messi, Argentina
Futebol La Liga Outras ligas

Alvo do Flamengo, Rodrigo De Paul pode se tornar ‘parça’ de Messi no Inter Miami

A cada janela de transferências, o Inter Miami vira protagonista. E não apenas pelas contratações bombásticas, mas porque o clube da MLS virou o novo “país das maravilhas” para os amigos de Lionel Messi. Agora, o nome da vez é Rodrigo De Paul, meio-campista argentino que virou uma espécie de guarda-costas, confidente e fiel escudeiro do camisa 10 da Argentina. Com contrato até junho de 2026 com o Atlético de Madrid, De Paul pode ser o próximo a embarcar rumo à Flórida. E, convenhamos: tem tudo pra acontecer.

O Atlético precisa vender… mas não quer abrir mão tão fácil

O interesse do Inter Miami é real e, segundo fontes próximas à negociação, gira em torno de 15 milhões de euros. A proposta não é desprezível, ainda mais para um jogador de 31 anos com apenas um ano restante de contrato. Mas, por outro lado, o Atlético sabe que De Paul tem mercado e valor estimado em 25 milhões. Ou seja: a grana da MLS ainda não convenceu os colchoneros.

O problema é que o clube espanhol precisa vender. Já gastou pesado nas chegadas de Ruggeri e Baena, cerca de 75 milhões somando valores fixos e bônus. E com a chegada de Cardoso prestes a ser oficializada, a conta vai só aumentando. O pedido do técnico Diego Simeone também é claro: quer a contratação de Cuti Romero, zagueiro da seleção argentina. Mas pra isso, precisa abrir espaço — e caixa.

O dilema de De Paul: entre o conforto em Madri e o chamado de Messi

E onde entra De Paul nessa equação? Ele está no centro do impasse. Por um lado, não quer sair. Finalmente conquistou regularidade, é um dos pilares do time de Simeone e sabe que esta temporada será decisiva — afinal, é ano de Copa do Mundo. Com a camisa do Atlético, foi um dos que mais jogou na última temporada e conta com total confiança do treinador.

Por outro lado… tem o Messi.

Messi não só é o capitão da seleção, mas é o principal líder do projeto do Inter Miami. E a cada jogador que chega, o time vai se moldando mais ao estilo argentino, à camaradagem da Albiceleste. Primeiro foi Busquets, depois Jordi Alba, depois Suárez… e agora, o nome do meio-campo do Atleti surge como o próximo alvo.

A ideia do Inter é montar um elenco competitivo, mas também “de casa”, que fale a mesma língua — literalmente e taticamente. E nesse cenário, De Paul encaixa como uma luva. Polivalente, intenso, experiente, bom de grupo e amigo íntimo do craque da camisa 10. Faltaria o quê?

Vale a pena para De Paul?

Aos 31 anos, De Paul está em uma fase onde precisa pensar tanto no presente quanto no futuro. A ida para os Estados Unidos pode significar um alívio físico, maior protagonismo, vida mais tranquila e, claro, a possibilidade de seguir lado a lado com Messi em campo. Mas também significaria deixar de competir no mais alto nível europeu às vésperas de um Mundial — talvez o último de sua carreira.

É por isso que o meia reluta. Mesmo com o possível atrativo do projeto e a proximidade com seu maior parceiro dentro e fora de campo, ele ainda vê no Atlético de Madrid o lugar ideal para manter seu ritmo competitivo até dezembro de 2026. Além disso, conta com o apoio irrestrito de Simeone, que deixou claro no fim da temporada passada que quer contar com o argentino por mais um ano.

O Atlético ainda tenta a Itália como plano B

Se a negociação com o Inter Miami não avançar, o Atlético tenta explorar outro mercado que conhece bem: o italiano. De Paul brilhou na Udinese antes de ir para Madrid e tem bom cartel na Serie A. Clubes como Lazio, Juventus e Milan acompanham a situação, mas até agora nenhuma oferta concreta apareceu.

E para o clube espanhol, negociar com times europeus pode ser mais interessante financeiramente do que aceitar uma proposta “emocional” vinda dos Estados Unidos. Mas o tempo joga contra. O elenco precisa ser fechado, o mercado gira rápido e os reforços já contratados precisam ser registrados — o que só acontecerá se houver saída.

Mais um capítulo da “Messilândia”

Enquanto isso, o Inter Miami segue sua saga em transformar a MLS em uma extensão da seleção argentina. Se fechar com De Paul, o clube terá cinco jogadores com passagem pela seleção campeã do mundo em 2022, além de Tata Martino no comando técnico. A conexão com a Albiceleste é clara — e planejada.

O projeto da equipe americana é forte, organizado, financeiramente atrativo e com foco total na Copa Intercontinental e na expansão global da marca. E nada disso seria possível sem Messi — e, por consequência, sem seus “parças”.

E agora, De Paul?

A novela está longe do fim. O Atlético quer vender, mas só pelo preço certo. O Inter Miami quer contratar, mas com bom custo-benefício. E De Paul está no meio de tudo isso, dividido entre manter sua competitividade no futebol europeu ou embarcar para a “terra dos sonhos” da Major League Soccer ao lado do parceiro de tantas glórias.

A decisão ainda não foi tomada, mas o roteiro está pronto para mais um verão de especulações. No fim das contas, a pergunta que vale milhões é: quem vai convencer De Paul primeiro? O chamado de Messi… ou o grito de Simeone?