Novak Djokovic perdeu para João Fonseca em Roland Garros e não há mais nenhum campeão de Grand Slam na disputa em Paris. Dessa forma, após nove major seguidos vencidos apenas por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, haverá um vencedor inédito em Slams. Agora, há apenas três tenistas com experiências em finais: Alexander Zverev, Casper Ruud e Matteo Berrettini.
Foi no Australian Open de 2024 que Sinner conquistou seu primeiro Grand Slam. Desde então, venceu mais três, sendo bicampeão na Austrália e vencendo pela primeira vez também no US Open e em Wimbledon. A derrota do italiano já deixava tudo aberto na França, pois era o claro favorito.
Mas agora é a certeza de que teremos uma novidade no circuito em meio a uma era de domínio de Jannik e Alcaraz.
Novak Djokovic era o último campeão de Slam
Contra João Fonseca, Novak Djokovic era o claro favorito para chegar às oitavas de final. Não só isso, mas também era visto como a melhor chance do sérvio de conquistar o 25º título em um Grand Slam. No entanto, foi parado pelo brasileiro e não conseguiu passar da terceira rodada, abrindo ainda mais o caminho para os outros tenistas.
Desse lado da chave, há apenas um top 10, Alexander Zverev, que agora também aparece como o grande favorito ao título. Entretanto, o alemão não tem o melhor histórico em momentos decisivos, sem importar muito quem é o adversário. Por outro lado, teoricamente, é a melhor chance que o top 3 tem para ter um Grand Slam em sua carreira.
Com 29 anos, Zverev já esteve em três finais de majors e a primeira foi no US Open de 2020. Na ocasião, vencia Dominic Thiem por 2 a 0 quando sofreu a virada. Em Roland Garros de 2024, tinha 2 a 1 contra Alcaraz e também ficou com o vice. Por fim, no Australian Open 2025, perdeu por 3 a 0 para Sinner.
Casper Ruud também tem três decisões em Slams. Em 2022, chegou à final de Roland Garros e US Open. A derrota na França foi para Rafael Nadal, por 3 a 0, e, nos Estados Unidos, para Carlos, por 3 a 1. Já em 2023, voltou a ser vice em Paris, quando foi derrotado por Djokovic em mais uma final de 3 a 0.
Por fim, Matteo Berrettini foi finalista em Wimbledon 2021 e também perdeu para Novak, dessa vez sofrendo uma virada de 3 a 1. Apesar da experiência, o mais próximo que chegou de outra decisão foi uma semifinal em 2022. Por isso, não é um nome muito cotado para vencer o torneio atual.

Aberto como nunca antes
Nos últimos anos, o tênis tem sido controlado por alguns nomes em quadra. O Big 3 não deixava espaço para muitos e, nesse período, poucos conseguiram surpreender. Com as aposentadorias de Rafael Nadal e Roger Federer, apareceram o atual top 2 do ranking da ATP: Carlos Alcaraz e Jannik Sinner.
Com o espanhol lesionado, o italiano eliminado após sequência incrível de vitória e Novak Djokovic perdendo, a situação fica mais imprevisível. Zverev desponta como claro favorito, mas há desconfiança após tanto mostrar sua postura passiva em momentos decisivos. Assim, outros nomes também surgem.
Ruud é um para se ficar de olho, já que possui excelentes resultados no saibro. Só que também há os jovens talentos que podem surpreender em Roland Garros. João Fonseca e Rafael Jodar são dois que ganharam favoritismo com os resultados nas primeiras rodadas. No entanto, ainda são bem jovens, além de estarem do mesmo lado da chave que Zverev e Casper.
Ou seja, não é possível uma final entre os atletas que, agora, entram como favoritos. Do outro lado da chave a situação é ainda mais aberta, com somente Felix Auger-Aliassime do top 10 na terceira rodada. Além disso, só há seis cabeças de chave vivos e quatro ainda possuem confrontos entre si. Chegará à final aquele que souber agarrar a oportunidade que foi apresentada na disputa.
Foto: Reuters