O segundo tempo do jogo de volta da Champions League foi marcado pela intensidade do Atlético de Madrid
A derrota do Atlético de Madrid para o Barcelona pelo placar de 2 x 1, no Wanda Metropolitano, classificou a equipe madrileña para a semifinal da UEFA Champions League. O Atleti não chegava a esta etapa da competição desde a temporada 2016/17.
Apesar da derrota, o Atlético de Madrid conseguiu a classificação depois de vencer o jogo da ida por 2 x 0. Na partida da volta, segurou a pressão blaugrana no primeiro tempo, impulsionada pelo talento de Lamine Yamal.
Contudo, o segundo tempo do jogo foi marcado pela intensidade do Atleti, desde o sistema defensivo até o ofensivo. Ao longo da etapa final, Nicolás Gonzalez e Alexander Sorloth realizaram marcação sob pressão, além de rápida recuperação de bolas.
A postura do Atlético de Madrid não aconteceu de uma forma aleatória.
O segundo tempo intenso do Atlético de Madrid
A postura do Atlético de Madrid no segundo tempo foi completamente diferente do primeiro tempo. Logo aos seis minutos, Julián Álvarez recebeu um passe de Antoine Griezmann, partiu para o contra-ataque e ajeitou para Lookman que finalizou perto do gol.
Esta foi a primeira investida do Atleti ao ataque, que seria mais perceptível nos minutos finais. A intensidade do Barcelona baixou e a do time de Diego Simeone cresceu, conforme as entradas de Gonzalez e Sorloth.
Mesmo sem ter marcado um gol, a segunda etapa do Atlético foi elogiada. Segurar o ímpeto do Barcelona que precisava marcar gols foi o principal feito de Simeone.
Na entrevista coletiva, o treinador argentino comentou sobre a atuação da equipe na etapa final. “Tinham o jogo de sábado nas pernas e sabíamos desse esforço que tinham feito. Nós precisávamos de manter a intensidade que conseguimos ter em alguns momentos da primeira parte. As substituições deram-nos força – a entrada do Nico, do Baena, do Sorloth”, destacou Diego Simeone.
Ainda ressaltou que a presença da torcida foi importante no segundo tempo. “Fizemo-lo com muito trabalho, entrega, coração e com a ajuda dos nossos torcedores a empurrá-los no segundo jogo em casa”.
A maneira de jogo no segundo tempo representou mais do que segurar o placar agregado. Também simboliza o resultado do período com menos partidas disputadas do Atlético de Madrid, em comparação com a agenda lotada de compromissos importantes do Barcelona.
Período maior para focar na Champions League
A reta final da temporada está sendo marcada por diversas decisões do Barcelona. Líder da La Liga, a equipe encara cada jogo como fundamental para conquistar o bicampeonato espanhol. Em cada partida, o técnico Hans Flick escala os melhores jogadores a disposição.
Ao contrário do Atlético de Madrid, que está na 4ª posição e não tem mais probabilidades de ser campeão. Por conta disso, o treinador Diego Simeone preserva alguns jogadores, dentre eles, Julián Álvarez, Giuliano Simeone e o ídolo Antoine Griezmann.
No confronto anterior ao jogo da volta da Champions, os atletas citado acima não foram escalados e nem entraram em campo na derrota por 2 x 1 para o Sevilla.
A decisão de Diego Simeone é clara: a conquista da UEFA Champions League é o grande objetivo do Atlético de Madrid na atual temporada. Treinando a equipe madrilleña desde 2010/11, o treinador argentino viu a Orelhuda escapar por duas vezes da mão do seu time.
A primeira aconteceu na temporada 2013/14, quando estava vencendo o arquirrival Real Madrid até os 93 minutos, quando Sérgio Ramos empatou. Na prorrogação, o Real marcou mais três gols e venceu por 4 x 1.
Já a segunda oportunidade ocorreu dois anos depois, contra o mesmo Real Madrid. Sérgio Ramos novamente marcou, mas Carrasco empatou. Contudo, Griezmann perdeu um pênalti no tempo normal e o Real venceu por 5 x 3 nas penalidades.
Créditos da imagem da capa: Angel Martinez