Desempenho de Chet Holmgren nas Finais do Oeste foi pior do que pareceu
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Desempenho de Chet Holmgren nas Finais do Oeste foi pior do que pareceu

Chet Holmgren viveu um pesadelo nas Finais da Conferência Oeste. O pivô de 24 anos, peça-chave do Oklahoma City Thunder, simplesmente desapareceu quando mais precisavam dele. Enquanto Victor Wembanyama brilhava do outro lado, Chet afundou em uma série de atuações abaixo do esperado. 

O Thunder caiu para o San Antonio Spurs por 111 a 103 no Jogo 7, e grande parte da culpa recai sobre o jovem All-NBA, que não conseguiu corresponder ao investimento alto que a franquia fez nele.

O Jogo 7 resumiu a frustração. Em 33 minutos, Chet acertou apenas 1 de 2 arremessos de quadra, 2 de 4 lances livres, pegou 4 rebotes, não deu assistência, teve 2 tocos, 2 roubos e 2 turnovers. Ele anotou apenas 4 pontos, tendo o pior desempenho de sua carreira recente em jogos decisivos. 

Ele não tentou nenhum arremesso no segundo tempo inteiro. Seus últimos tiros foram dois lances livres ainda no primeiro tempo. A partir daí, sumiu do ataque. Um jogador que deveria ser o âncora da defesa e uma ameaça no garrafão simplesmente não apareceu.

Números da série expõem o desastre

Não foi só o Jogo 7. A série inteira foi um martírio para Chet. Na temporada regular, ele media 17,1 pontos, 8,9 rebotes, 1,7 assistências e 1,9 tocos por jogo, com 55,7% de aproveitamento no arremesso e 36,2% de três. Contra os Spurs, despencou para 10,7 pontos, 7,1 rebotes, 1,0 assistência e 1,1 tocos em 29,9 minutos. Aproveitamento caiu para 51% no arremesso e míseros 27,3% de três.

Comparando com a série anterior contra os Lakers, onde ele dominou com 20 pontos, 9,8 rebotes e 60,8% de aproveitamento, a diferença é gritante. Nos quatro jogos que o Thunder perdeu, Chet foi ainda pior: média de 8 pontos, 8 rebotes e 40% de arremesso. Ele foi dominado fisicamente por Wembanyama e não conseguiu impor seu jogo ofensivo.

Contrato milionário e pressão por resposta

O problema é ainda maior quando se olha o contrato. Chet assinou uma extensão máxima de cinco anos e US$ 239,25 milhões, que começa na próxima temporada. Ele vai receber US$ 54,45 milhões no último ano. Para justificar esse salário, o Thunder espera atuações de All-Star em jogos grandes. Nas Finais do Oeste, ele não chegou nem perto.

A ausência de Jalen Williams por lesão pesou, mas não justifica o sumiço de Chet. O pivô de 2,16 m tem talento, mobilidade e potencial para ser um dos melhores da posição. Porém, em momentos decisivos, ele some. Isso levanta dúvidas sobre sua mentalidade em jogos de alta pressão.

Thunder precisa de evolução urgente

O Oklahoma City Thunder montou um elenco jovem e extremamente talentoso com o objetivo de dominar a Conferência Oeste por muitos anos. Liderado por Shai Gilgeous-Alexander, um dos melhores jogadores da NBA atualmente, o time parece ter todas as peças necessárias para construir uma dinastia. No entanto, a série contra os Spurs mostrou que ainda existem lacunas importantes a serem preenchidas.

A principal delas envolve Chet Holmgren. Esperava-se que o pivô assumisse o papel de segunda estrela da franquia nos momentos mais decisivos da temporada, mas isso não aconteceu. Apesar de alguns bons momentos ao longo da campanha, seu desempenho nos playoffs ficou abaixo do esperado, especialmente quando comparado ao impacto de Victor Wembanyama do outro lado da quadra.

O confronto direto entre os dois jovens talentos acabou evidenciando a diferença atual entre eles. Enquanto Wembanyama dominou jogos com sua presença defensiva e capacidade de decidir no ataque, Holmgren teve dificuldades para impor seu jogo quando a pressão aumentou. Em uma série equilibrada, esses detalhes fizeram toda a diferença.

Por isso, a próxima offseason será crucial para o desenvolvimento do Thunder. A franquia precisa investir no crescimento físico e mental de Holmgren para que ele consiga lidar melhor com confrontos de alto nível. Aos 24 anos, ele ainda possui muito espaço para evolução, mas o tempo das desculpas começa a diminuir para um jogador tratado como peça central do projeto.

O Jogo 7 foi uma experiência dolorosa para os torcedores de Oklahoma City. A eliminação precoce deixou claro que talento por si só não garante sucesso nos playoffs. Holmgren continua sendo um jogador extremamente promissor, mas agora precisa transformar potencial em produção consistente. Se conseguir dar esse próximo passo, o Thunder continuará sendo uma das equipes mais perigosas da NBA nos próximos anos.